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Porto Alegre, quarta-feira, 23 de agosto de 2017. Atualizado às 15h12.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 23/08 às 15h15min

Bolsas da Europa fecham em queda, com crise nos EUA no radar

Os mercados acionários europeus fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira (23), refletindo uma nova apreensão com o cenário político em Washington e um avanço do euro em relação ao dólar, após dados positivos da economia europeia. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,50% (-1,88 ponto), aos 373,92 pontos.
Em um comício em Phoenix, Arizona, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou "fechar o governo" caso não consiga garantir financiamento para o seu plano de construir um muro na fronteira com o México. "De uma forma ou de outra, nós vamos construir esse muro", afirmou o republicano. O Congresso tem até 30 de setembro para aprovar um acordo de financiamento ao governo e Trump poderá vetar um orçamento caso a peça não inclua recursos para a barreira, causando uma paralisação das atividades federais. Com a contínua apreensão com o governo Trump e a aprovação de reformas pró-negócios, os mercados acionários operaram em queda.
Também na noite de terça-feira, o jornal The New York Times informou que o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, expressou, em conversas privadas, incerteza sobre a capacidade de Trump de salvar o governo. As tensões entre o presidente e McConnell vêm aumentando, após Trump ter criticado o senador devido ao fracasso em aprovar uma reforma no sistema de saúde. McConnell, então, teria questionado por diversas vezes a habilidade de Trump de governar os EUA e liderar o partido nas eleições que estão por vir.
Além disso, dados positivos da economia europeia contribuíram para o euro. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, que mede a atividade da indústria e dos serviços na zona do euro, mostrou leve avanço de julho para agosto, passando de 55,7 para 55,8. As estimativas, porém, eram de baixa do indicador, para 55,4. Na Alemanha, o mesmo dado subiu de 54,7 em julho para 55,7 em agosto. O resultado veio acima do esperado tanto no setor industrial (que avançou para 59,4, ante projeção de queda para 57,7) quanto no de serviços (elevação para 53,4, ante estimativa de 53,2).
Já o índice de confiança do consumidor da zona do euro avançou de -1,7 em julho para -1,5 em agosto, de acordo com dados preliminares divulgados pela Comissão Europeia, enquanto a previsão era de estabilidade.
Na bolsa de Frankfurt, o índice DAX fechou em queda de 0,45%, a 12.174,30 pontos. Entre as ações mais negociadas, a Deutsche Telekom perdeu 0,84% e a E.ON recuou 0,70%. O Commerzbank também contribuiu para as perdas, ao cair 0,51%, destoando do Deutsche Bank, que subiu 0,44%. O índice CAC-40, da bolsa de Paris, fechou em baixa de 0,32%, aos 5.115,39 pontos. Entre as instituições financeiras, o Crédit Agricole caiu 1,05%, o Société Générale perdeu 0,06%, enquanto o BNP Paribas cedeu 1,46%.
Em Londres, o índice FTSE-100 fechou praticamente estável, em alta de 0,01%, aos 7.382,65 pontos. Os papéis do maior grupo de publicidade do mundo, o WPP, desabaram 10,92%, após previsão da companhia de redução das vendas em função da diminuição da demanda pelos clientes. Entre as mineradoras, a Glencore subiu 1,29% e a Anglo American avançou 1,38%. 
O índice FTSE-Mib, da bolsa de Milão, recuou 0,50%, aos 21.620,28 pontos. O Intesa Sanpaolo, que informou que chegou a um acordo para comprar o suíço Banque Morval, fechou em baixa de 1,46%, enquanto a Fiat Chrysler subiu 5,75% e o Unicredit perdeu 1,82%. Em Madri, o índice Ibex-35 fechou em queda de 0,69%, aos 10.338,10 pontos; enquanto o índice PSI-20, da bolsa de Lisboa, perdeu 0,35%, aos 5.173,09 pontos.
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