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Porto Alegre, quarta-feira, 23 de agosto de 2017. Atualizado às 15h12.

Jornal do Comércio

Economia

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indústria

23/08/2017 - 14h53min. Alterada em 23/08 às 15h17min

Pesquisa da CNI diz que indústria da construção está menos pessimista

Índice de expectativa do nível de atividade do setor ficou em 49,8 pontos

Índice de expectativa do nível de atividade do setor ficou em 49,8 pontos


EDUARDO SEIDL/ARQUIVO/JC
Agência Brasil
Mesmo com a retração da atividade e a alta ociosidade no setor, as perspectivas dos empresários da indústria da construção estão menos pessimistas, segundo informou hoje (23), em Brasília, a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
De acordo com pesquisa Sondagem Indústria da Construção, os indicadores de expectativas para os próximos seis meses para o nível de atividade, contratação de novos empreendimentos e serviços, compra de insumos e matérias-primas e número de empregos se aproximaram da linha divisória dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo.
O índice de expectativa do nível de atividade ficou em 49,8 pontos, o de número de empregados subiu para 48,2 pontos e o de novos empreendimentos e serviços alcançou 48,4 pontos, informa o estudo. Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100 pontos. Quando ficam acima de 50 pontos mostram otimismo.
Além disso, o índice de confiança do empresário do setor aumentou 1,9 ponto em relação a julho e ficou em 50,3 pontos. De acordo com a CNI, embora ainda esteja em um nível muito baixo, o índice de intenção de investimentos também melhorou um pouco, ao subir para 29,1 pontos neste mês, 2,3 pontos acima do registrado em agosto de 2016.
A pesquisa mostra ainda que diminuiu o ritmo de retração da atividade do setor. O índice de nível de atividade na indústria da construção aumentou para 44,3 pontos em julho, valor 1,5 ponto superior ao de junho.
O índice de número de empregados subiu de 41,8 pontos em junho para 42,6 em julho. Os indicadores variam de zero a 100 pontos. Quando estão abaixo dos 50 pontos mostram queda na produção e no emprego.
Com a atividade retraída, o nível de utilização da capacidade de operação ficou em 56% em julho, 8 pontos percentuais abaixo da média histórica para o mês. Isso significa que 44% das máquinas, dos equipamentos e do pessoal do setor ficaram parados em julho.
A edição da Sondagem Indústria da Construção foi feita entre 1º e 10 de agosto com 624 empresas: 209 são pequenas, 289 médias e 126 de grande porte.
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