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Porto Alegre, terça-feira, 22 de agosto de 2017. Atualizado às 22h47.

Jornal do Comércio

Economia

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Supermercados

Notícia da edição impressa de 23/08/2017. Alterada em 22/08 às 22h23min

Expoagas exalta conquistas e lacunas do setor

Feira do ramo supermercadista foi aberta oficialmente ontem no Centro de Eventos da Fiergs

Feira do ramo supermercadista foi aberta oficialmente ontem no Centro de Eventos da Fiergs


DUDU LEAL/DUDU LEAL/DIVULGAÇÃO/JC
Adriana Lampert
Durante discurso de abertura da 36ª edição da Expoagas, feira de negócios promovida pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), o presidente da entidade, Antonio Longo, comemorou o decreto que reconhece os supermercados como atividade essencial da economia. Em meio a um saldo de conquistas e lacunas dos últimos 12 meses, o dirigente lembrou que esta era uma luta antiga do setor.
A normativa assinada pelo presidente Michel Temer no último dia 16 confere às empresas segurança jurídica para contratar funcionários e negociar com prefeituras e sindicatos a abertura dos estabelecimentos nos domingos e feriados em todo o Brasil. "A Agas defende a livre iniciativa e a liberdade" para que os supermercadistas decidam junto a seus colaboradores se devem ou não abrir as portas nestas datas, embasou Longo.
O presidente da entidade destacou que, neste sentido, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) tem sido o principal ator para capitanear processos de modernização e regulamentação que busquem a viabilidade econômica e qualificação das empresas supermercadistas. Ele avaliou ainda que, cada vez mais, a segurança alimentar dos produtos vendidos em lojas do setor tem sido aprimorada. Mas também fez um "mea culpa" por parte da entidade, afirmando que os empresários têm deixado o "cavalo passar encilhado" (como diz o ditado gaúcho) quando o assunto é a representatividade do setor diante das administradoras de cartões e tíquetes-alimentação. Na visão do dirigente, o relacionamento destas empresas com os supermercados vem sendo deteriorado, com imposição de taxas "totalmente acima" da realidade de mercado.
Longo informou que esta situação está obrigando as empresas a se organizarem em rede de compras, para que juntas consigam melhores condições de negociação. "Em vista disso, aqueles pequenos e médios supermercadistas que não fazem parte de redes estão sendo prejudicados", admitiu. Entre outras demandas do setor, o dirigente citou passivos tributários ao varejo, para justificar a solicitação de uma unificação de cadastro para classificação de produtos. Ao citar o decreto que regulamenta as exigências para a manipulação e comercialização de carnes e fiambres no Estado (assinado pelo governo José Ivo Sartori), o dirigente avaliou que houve avanço neste sentido. "Graças a entidades representativas da indústria, os setores envolvidos estão investindo e se adequando à realidade (de que devem realizar todo o processo até a embalagem), para que o varejo faça "apenas" o seu papel, que é a venda de produtos ao consumidor", destacou.
Presente no evento de abertura da feira deste ano, o secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, lembrou que grande parte dos produtos que são comercializados nos supermercados são originários do setor agrícola e elogiou a Expoagas na busca em atender, da melhor forma possível, os consumidores, "que cada vez exigem mais qualidade". Agraciado por seu trabalho de "liderança e capacidade de diálogo", o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, recebeu o título de Supermercadista Honorário Agas. "Com todas as dificuldades do setor, temos feito projetos de Estado, e não de governo", avaliou o dirigente, ao afirmar que o "Brasil tem sido passado a limpo, com muitas melhorias", apesar da falta de consenso na política.

Expectativa de faturamento chega a R$ 497 milhões até amanhã

Segundo estimativa da Agas, até amanhã, cerca de 44 mil pessoas ligadas ao varejo devem circular pelo Centro de Eventos da Fiergs, movimentando R$ 497 milhões em negócios. Em meio ao lançamento de pelo menos 800 novos produtos, equipamentos e serviços, em paralelo, está ocorrendo, desde ontem, a 36ª Convenção Gaúcha de Supermercados no Teatro do Sesi. A série de palestras, realizadas pela manhã, está tratando de temas ligados à conjuntura político-econômica do País, ao empreendedorismo e a soluções práticas para o varejo.
Na avaliação do presidente da entidade, Antonio Longo, as reformas trabalhistas irão proporcionar melhor atendimento nos horários de maior necessidade, bem como na contratação de mais funcionários. Já o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, destacou que, por outro lado, "a queda da inflação e uma menor taxa de inadimplência e desemprego" têm colaborado para a retomada da confiança do consumidor. Segundo o dirigente, a expectativa da entidade no início do ano era de que as vendas do setor cresceriam em torno de 1,3%. "Mas os números do segundo semestre, que fecharam em 0,95%, já nos permitem projetar 1,5% de crescimento real para este ano."
O presidente da Agas, Antonio Longo, confirmou que, apesar da crise econômica, o setor tem crescido de 10% a 15% no volume físico de algumas categorias, graças à deflação (em torno de 30%) de produtos como os do setor lácteo. "No entanto, no geral, a média de vendas do setor ainda está 5% abaixo da média do ano passado." Quanto à expectativa de resultados da feira, o dirigente afirmou que é positiva, com novos segmentos participando.

Sucessão familiar é debatida no primeiro dia do evento

O Agas Jovem, departamento da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), garantiu seu espaço durante a Expoagas 2017, com uma mesa redonda que mudou a perspectiva do debate sobre a sucessão familiar ao dar a palavra àqueles que irão assumir empresas familiares e abordar os seus desafios.
A jovem gerente de projetos da Unidasul, Maria Augusta de Cesáro, lembra que assumiu o cargo após muito esforço, ao comentar que existem regras que balizam a atuação familiar na empresa distribuidora dos mercados Rissul e Macromix Atacado. Sua estratégia para ascender a cargos desejados foi observar pessoas com maior conhecimento. "Tento sempre ter gratidão com os que têm mais tempo na empresa, para que possa aprender com eles", diz.
Da mesma maneira se deu a trajetória do diretor de operações do Jornal do Comércio, Giovanni Tumelero, que busca dar exemplo e modificar o ambiente corporativo através de suas ações. "Sempre procuro ser pontual, não me atrasar para reuniões. Tento dar o exemplo para que a cultura da empresa seja cada vez mais positiva", afirma. Em sua avaliação, é necessário que os jovens alcancem posicionamentos expressivos nas empresas familiares à medida em que haja reconhecimento do seu trabalho.
O diretor de marketing da Fruki, Júlio Eggers, acredita que o principal para que as empresas familiares desenvolvam bons líderes são as oportunidades de expor pensamentos sem que haja julgamentos. "Nunca fui tolhido ao expor um pensamento. A decisão pode ir para o caminho diferente, mas o espaço para expor tem que estar aberto", argumenta.
Todos são uníssonos: a cobrança é constante. Lindonor Peruzzo Jr., diretor comercial dos supermercados Peruzzo, argumenta que, muitas vezes, é preciso estabelecer limites entre o convívio familiar e as ações da empresa. "Às vezes é no almoço e no jantar, mas, como profissionais que somos, temos que estar preparados", conclui.
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