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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de agosto de 2017. Atualizado às 20h53.

Jornal do Comércio

Economia

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petróleo

Alterada em 10/08 às 20h55min

Petrobras: venda da NTS e menores despesas favoreceram lucro operacional

O diretor Financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, destacou em coletiva de imprensa que os ganhos com a venda da NTS e as menores despesas operacionais contribuíram favoravelmente com o lucro operacional da estatal no primeiro semestre, quando houve crescimento de 9,1% no indicador. No caso do Ebitda dos seis primeiros meses do ano a maior influência foi o crescimento da receita com exportação.
Em relação ao segundo trimestre ele destacou a contribuição da menor margem de derivados, menor volume de vendas e adesão a programas de parcelamentos tributários como principais fatores de redução do Ebitda ante o primeiro trimestre. Além disso, houve provisão de perdas de créditos a receber pelo arrendamento da sonda Vitória 10.000 com o grupo Schain.
O executivo destacou ainda o fato de a companhia ter atingido o segundo trimestre seguido de lucro líquido e pela primeira vez ter atingido um endividamento líquido abaixo de US$ 90 bilhões. "Todas as alternativas de funding hoje estão disponíveis, o que não ocorria desde 2014", afirmou.
A Petrobras espera refinanciar a dívida com vencimento nos anos de 2018, 2019 e 2020. No próximo ano, a dívida de R$ 9,3 bilhões deve cair para cerca de R$ 8 bilhões, segundo Monteiro. O executivo informou ainda que o BNDES voltará, em breve, a financiar a petroleira.
"Fizemos pagamentos expressivos para o BNDES e agora podemos voltar a operar. Uma linha que a gente espera utilizar o mais rápido possível é de Finame", afirmou Monteiro. A intenção é contratar de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão somente em operações de Finame nos próximos seis meses, quando a liberação do banco público para a estatal deve chegar a R$ 2 bilhões.
Apesar do otimismo com o acesso a novas fontes de recursos, a avaliação de Monteiro é que o endividamento da Petrobras ainda é alto. Por isso, ressaltou, a empresa seguirá com o programa de desinvestimento que prevê a venda de US$ 21 bilhões até o fim de 2018. Ao todo, a estatal dispõe de cerca de US$ 40 bilhões em ativos disponíveis para venda, mas nem todo esse volume deve ser alienado.
O diretor Financeiro disse estar consciente da influência das eleições presidenciais de 2018 no programa de desinvestimento, já que um possível retorno do PT ao governo poderá representar uma mudança de rumo estratégica. Ainda assim, a meta de desinvestimento está mantida. "Temos operações importantes de venda para anunciar no segundo semestre", acrescentou.
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