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Porto Alegre, sexta-feira, 11 de agosto de 2017. Atualizado às 00h02.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 11/08/2017. Alterada em 10/08 às 21h13min

Bolsa cai 1%, e dólar sobe 0,69%

Moeda norte-americana fechou em maior nível desde 17 de julho

Moeda norte-americana fechou em maior nível desde 17 de julho


/MARK WILSON/AFP/JC
A tensão geopolítica que aflige os mercados internacionais nesta semana foi determinante para a terceira queda consecutiva do Índice Bovespa, que, nesta quinta-feira, caiu 1,00% e fechou a 66.992. A troca de ameaças entre Estados Unidos e Coreia do Norte alimentou a aversão ao risco e favoreceu uma realização de lucros mais forte nas bolsas norte-americanas, com inevitáveis reflexos nos mercados emergentes. O volume de negócios com ações na B3 ficou em R$ 7,379 bilhões, próximo da média de agosto (R$ 7,6 bilhões), descartando ocorrência de movimentos mais fortes de desmontagem de posições.
Embora tenha figurado em segundo plano, o cenário fiscal doméstico também foi apontado como fator de desconforto entre os investidores. A expectativa pelo anúncio de uma revisão das metas fiscais para 2017 e 2018 foi adiada para a próxima semana. Segundo analistas, o aumento do rombo fiscal em 2017 (de R$ 139 bilhões para estimados R$ 159 bilhões) já estava relativamente precificado. Mas a revisão da meta de 2018 (R$ 129 bilhões) teria sido o motivo da insatisfação dos investidores, que temem a possibilidade de um novo rebaixamento.
A queda do dia foi puxada principalmente pelas ações da Petrobras, que acompanharam as fortes perdas dos preços do petróleo nos mercados futuros. Petrobras ON e PN recuaram 2,51% e 2,44%, respectivamente.
As ações do setor financeiro também recuaram, refletindo tanto o movimento de aversão ao risco como o desconforto com o fiscal. Itaú Unibanco PN, ação de maior peso no Ibovespa, encerrou o pregão em queda de 1,26%. Bradesco PN recuou 0,95%. A exceção foi Banco do Brasil ON, que alternou altas e baixas, mas chegou ao final do pregão em alta de 0,49%.
O dólar renovou máximas ante o real diversas vezes nesta quinta-feira, após novas ameaças do presidente do EUA, Donald Trump, em relação à Coreia do Norte e incertezas em torno da mudança da meta fiscal, o que tem gerado dúvidas entre os investidores. Além disso, contribuiu para o movimento comprador a queda de quase 2% do petróleo. Com isso, o dólar fechou no patamar de R$ 3,17, o maior nível desde 17 de julho.
No mercado à vista, o dólar terminou em alta de 0,69%, aos R$ 3,1749. O giro financeiro somou US$ 1,11 bilhão. No mercado futuro, o dólar para setembro subiu 0,62%, aos R$ 3,1885. O volume financeiro movimentado somou US$ 15,43 bilhões.
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