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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de agosto de 2017. Atualizado às 23h57.

Jornal do Comércio

Economia

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agronegócios

Notícia da edição impressa de 11/08/2017. Alterada em 10/08 às 20h31min

Levantamento da Farsul aponta queda na rentabilidade no campo

Os expressivos resultados na produção rural nos últimos anos não se refletem no bolso do produtor. Se as boas safras foram apontadas como fundamentais para a manutenção da economia nacional, o lucro no campo vem caindo a cada ciclo de colheita. E o cenário da pecuária também não se apresenta diferente. Um levantamento realizado pela Assessoria Econômica da Farsul aponta que a queda na rentabilidade pode superar 50%, conforme cultura e região.
O estudo mostra que as lavouras que apresentaram crescimento no lucro, na comparação entre 2016 e 2017, são aquelas que registraram perdas com as chuvas do ano passado, como arroz irrigado em Uruguaiana e trigo em Carazinho e Tupanciretã, as demais registraram perdas. Esses são os casos da soja em Carazinho (-23%) e Cruz Alta (-9%), milho em Carazinho (-39%) e arroz irrigado em Camaquã, que atingiu -55%. Este último município teve sua produção de soja dobrada em virtude da quebra do ano anterior, mas, mesmo assim, os produtores amargaram prejuízos.
No caso dos arrendamentos, o cenário fica ainda pior, como em Uruguaiana. Em 2016, as fortes chuvas fizeram com que o prejuízo fosse de R$ 181,09 por hectare. Neste ano, o resultado foi de R$ 631,68 na mesma área. Entretanto, o custo da terra é de, em média, R$ 591,75, não cobrindo o resultado negativo do ano passado.
Com a pecuária, a situação é semelhante. Na comparação entre 2014 e 2017, em Bagé, o lucro por hectare, que era de R$ 11,87, caiu para R$ -151,76. O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, aponta as crises envolvendo a JBS e a Operação Carne Fraca como grandes responsáveis pelo resultado. Ele destaca que o levantamento inédito feito pelo Sistema Farsul, em parceria com a CNA e a Esalq/Cepea, mostra que a integração lavoura/pecuária, realizada em Santo Ângelo, aponta um aumento da rentabilidade, em um movimento contrário às demais formas de produção.
O economista destaca que alguns fatores se tornam cada vez mais necessários para o agronegócio, como a gestão das propriedades, o planejamento, a inovação e o empreendedorismo.
 
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