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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de agosto de 2017. Atualizado às 23h57.

Jornal do Comércio

Economia

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infraestrutura

Notícia da edição impressa de 11/08/2017. Alterada em 10/08 às 20h27min

Paraná e São Paulo puxam alta do fluxo em estradas pedagiadas

Movimento de veículos leves nos postos cresceu em julho

Movimento de veículos leves nos postos cresceu em julho


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
Os estados do Paraná e São Paulo determinaram o crescimento de 0,1% do fluxo total de veículos pelas estradas pedagiadas do País em julho em relação a junho, com taxas de expansão de 1,7% e 0,3%, respectivamente. Os dados são da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e Tendências Consultoria Integrada e já estão livres dos efeitos sazonais. Já no Rio de Janeiro, a ABCR apurou uma queda de 1,1% na movimentação total de veículos pelas estradas pedagiadas em relação a junho.
No Paraná, o crescimento de 1,7% nas passagens de veículos pelas praças de pedágios foi determinado pela circulação dos pesados, que avançou 3,2% sobre junho, descontados os efeitos sazonais. Os registros de passagens de veículos leves pelos postos de pedágios nas estradas paranaenses mostraram queda de 0,2% na comparação com junho. Em São Paulo, a alta de 0,3% no fluxo total de veículos pelas estradas foi puxada pelos pequenos aumentos de 0,1% e 0,8% na circulação dos veículos leves e pesados, respectivamente.
O fluxo de veículos pelas estradas brasileiras administradas pela iniciativa privada fechou praticamente estável em julho em relação a junho, com um ligeiro crescimento de 0,1% já descontados os efeitos sazonais. Na mesma base de comparação, as passagens de veículos leves pelos postos de pedágios também registraram crescimento de 0,1% livre dos efeitos sazonais. O número de veículos pesados que circularam pelas estradas pedagiadas em julho cresceu 1,1% em relação a junho, com ajuste sazonal.
"A sequência de resultados positivos evidencia o quadro de reação do desempenho do fluxo total de veículos, dinâmica que deve se prolongar no ano, em linha com a melhora do ambiente macroeconômico", afirma Alessandra Ribeiro, diretora da Tendências Consultoria.
A economista complementa que, no caso dos veículos leves, a recuperação dos rendimentos reais, beneficiada pela redução da inflação a menores patamares, e a redução do endividamento das famílias são fatores que devem contribuir para que o indicador sustente a trajetória de melhora ao longo dos próximos resultados.
Já o desempenho dos pesados apresenta sinais de moderada reação. "Tal processo converge com a melhora de dinamismo da produção industrial, processo que deve ganhar tração ao longo do ano, apesar do indicador continuar suscetível às oscilações no curto prazo", prevê Alessandra.
Ao comparar julho com o mesmo mês do ano passado, o índice total no País cresceu em 2,4%. O fluxo de veículos leves subiu 2,1% e o fluxo de pesados 3,1%. Nos últimos 12 meses, o fluxo total acumulou queda de 1,5%. Nessa mesma base de comparação, o fluxo de leves caiu 0,8% e o fluxo de pesados 3,7%.
No acumulado do ano até julho o fluxo total de veículos nas rodovias concedidas acumulou crescimento de 0,6%. O fluxo de veículos leves aumentou 1,3%, enquanto o fluxo de pesados retraiu 1,4%.
 

Governo encaminha flexibilização na duplicação de rodovias

O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, informou nesta quinta-feira que deve ser encaminhada na semana que vem ao Congresso a Medida Provisória (MP) que flexibiliza compromissos assumidos por concessionárias nas rodovias leiloadas na terceira etapa do programa de concessões.
Entre as mudanças, o prazo de duplicação das estradas, concedidas ainda no governo Dilma Rousseff, deve subir de cinco para 14 anos. Hoje, após participar de fórum do Lide na zona Sul da capital paulista, Quintella disse que o texto já está a caminho da Casa Civil.
Segundo ele, a ideia do governo é permitir que as empresas "reprogramem" seus investimentos diante de um cenário de queda no fluxo de veículos nas estradas e falta de financiamento.
"É fato que vivemos a maior recessão de nossa história. É fato que esses contratos estão absolutamente desequilibrados e os beneficiários dessas rodovias são os usuários. Se entrarmos num processo de caducidade ou devolução amigável, esses investimentos ficarão suspensos por muitos anos", disse o ministro.
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