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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de agosto de 2017. Atualizado às 23h57.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 11/08/2017. Alterada em 10/08 às 21h19min

Conab prevê colheita de 238,2 milhões de toneladas

Volume colhido supera em um milhão de toneladas previsão anterior

Volume colhido supera em um milhão de toneladas previsão anterior


/VANESSA ALMEIDA DE MORAES/ EMATER-RS/ASCAR/DIVULGAÇÃO/JC
A produção brasileira de grãos em 2016/2017 deve atingir o recorde de 238,2 milhões de toneladas, informou nesta quinta-feira Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume supera em 1 milhão de toneladas o previsto no levantamento anterior, que apontava colheita de 237,2 milhões de toneladas.
Se confirmado o volume, a produção será 27,7% maior que a do ciclo passado, com 51,6 milhões de toneladas a mais. Na temporada 2016/2017 o Brasil produziu 186,6 milhões de toneladas.
De acordo com relatório que acompanha a 11ª e penúltima estimativa da safra 2016/2017, além da área, que cresceu 4%, foram responsáveis pelo bom resultado o clima favorável e o uso de tecnologia nas lavouras, que elevou a produtividade, em especial a de milho e a de soja.
A área é estimada em 60,7 milhões de hectares, acima dos 58,3 milhões de hectares (ha) da safra 2015/2016. "A produtividade média da leguminosa subiu de 2.870 para 3.362 kg/ha e a do milho total, de 4.178 para 5.563 kg/ha", diz a Conab.
A produção de soja é estimada em 114 milhões de toneladas ( 19,5%), em uma área de 33,9 milhões de hectares ( 2%). Já a produção total de milho (primeira e segunda safras somadas) deve alcançar 97,2 milhões de toneladas, 46,1% acima da safra 2015/2016. A colheita de primeira safra foi estimada em 30,5 milhões de toneladas e a segunda em 66,7 milhões de toneladas. A área com o cereal somou 17,5 milhões de hectares, um crescimento de 9,7%.
Em relação ao feijão, a Conab previu produção total de 3,4 milhões de toneladas, em uma área de 3,1 milhões de hectares. "O feijão primeira safra, que já está colhido, detém uma produção de 1,39 milhão de toneladas, resultado 34,3% superior ao produzido em 2015/2016. Já o da segunda safra, que também está finalizado, deve alcançar 1,22 milhão de toneladas. O feijão terceira safra deve produzir 750 mil toneladas, sendo 665 mil do tipo cores, 77 mil do caupi e 7,9 mil toneladas do preto."
A colheita de algodão pluma é estimada em 1,5 milhão de toneladas pela companhia, um aumento de 18,2% no volume, apesar da área plantada 1,7% menor na temporada.
 

Estado terá produção recorde, mas trigo deve sofrer queda

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) espera mais uma safra recorde no Estado. A estimativa é de que na safra 2016/2017 sejam colhidas 36,41 milhões de toneladas de grãos, alta de 10,3% ante o ciclo 2015/2016. O crescimento já foi verificado nas culturas de verão, que contaram com clima favorável para aumentar a produtividade.
O trigo é a única das grandes culturas cuja produção ainda é uma estimativa. O cereal, que em sua época de semeadura apresentava indicadores de preços baixos, perdeu espaço para outras lavouras, o que levou a uma queda de 10% na área plantada. Segundo a Conab, a produção de trigo deve cair 24,4% em comparação com 2016.
As condições climáticas não foram favoráveis somente para esta safra. As enxurradas do final de maio e início de junho influenciam positivamente o arroz, segundo o superintendente da Conab no Rio Grande do Sul, Carlos Bestetti. As chuvas irrigaram o solo, e o período de seca posterior proporcionou que os produtores antecipassem o preparo das lavouras com os mananciais de água em sua total capacidade. "É um indicativo de uma safra bastante boa também para 2017/2018", afirma Bestetti, que lembra que outras culturas não tiveram tanta sorte.
O feijão, atingido pelos temporais em sua fase de maturação, teve a produtividade reduzida em 16% e a produção em 21,8%, passando de 122 mil toneladas na safra de 2016 para 95,4 mil toneladas neste ano.
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