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Porto Alegre, quarta-feira, 09 de agosto de 2017. Atualizado às 21h43.

Jornal do Comércio

Panorama

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MÚSICA

Notícia da edição impressa de 10/08/2017. Alterada em 09/08 às 17h18min

Orquestra da UCS apresenta sinfonias de Beethoven em Caxias do Sul e Porto Alegre

Orquestra da UCS interpreta sinfonias de Beethoven em Caxias do Sul e Porto Alegre

Orquestra da UCS interpreta sinfonias de Beethoven em Caxias do Sul e Porto Alegre


PEDRO GILES/DIVULGAÇÃO/JC
Caroline da Silva
Dentro do ano de comemoração ao cumprimento de suas cinco décadas de existência, a Universidade de Caxias do Sul (UCS) traz ao Brasil o pianista norte-americano Victor Rosenbaum para se apresentar com sua orquestra, que já completou 16 anos de atuação. Na noite de hoje, no projeto Quinta Sinfônica da universidade, no teatro do seu campus na Serra, ele será solista de concerto em que a Orquestra da UCS apresenta duas composições do alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para piano e orquestra Nº 3 em dó menor, Op. 37; e Sinfonia Nº 5 em dó menor, Op. 67.
Com ingressos entre R$ 10,00 e R$ 40,00, às 20h30min, o evento também será em homenagem à beatificação do padre João Schiavo. O mesmo concerto - com regência do maestro Manfredo Schmiedt - será apresentado amanhã, às 20h30min, no Theatro São Pedro (praça Marechal Deodoro, s/nº), em Porto Alegre. Para marcar a abertura do Festival Beethoven, tem ingressos entre R$ 20,00 e R$ 50,00 - à venda na bilheteria do local.
Contando com patrocínio da Unimed Nordeste e apoio do Simecs e do LionsEduC, a Orquestra Sinfônica da UCS (Osucs) lançou seu primeiro disco em 2014 e um DVD, com a Companhia Municipal de Dança de Caxias do Sul, em 2015. O seu segundo CD está em finalização e, de acordo com o maestro, traz músicas inovadoras. A ideia é lançá-lo em dezembro, para fechar com chave de ouro a programação comemorativa aos 50 anos da universidade.
Schmiedt conta que conheceu o norte-americano via dois professores que teve na Ufrgs (onde fez o bacharelado em Regência), Cristina Capparelli e Fredi Gerling. Foi pelas mãos desse último, que estudou nos Estados Unidos, a costura para a vinda do pianista nestes eventos alusivos à obra de Beethoven.
O maestro também relata que a interação com Rosenbaum pôde ser adiantada via internet: "Graças à tecnologia, fizemos uma sessão em vídeo em que o solista estava em seu estúdio em Nova Iorque, e nós trabalhamos detalhes da apresentação". Assim, o regente não poupa elogios: "Foi um preview da performance dele, e eu achei fantástica a maneira com que interpreta este concerto, o tipo de fraseado, o cuidado com os detalhes. Realmente, é um pianista espetacular. Com essas informações, já pude ensaiar a orquestra previamente de acordo com os detalhes que ele propõe de articulação".
O Festival Beethoven terá continuidade, até 16 de agosto, no Auditorium Tasso Corrêa, no Instituto de Artes da Ufrgs (Senhor dos Passos, 248), com entrada franca, em uma série de recitais e master classes (conferir box de programação ao lado).

Palavra de solista

Victor Rosenbaum é especialista em repertório do compositor alemão

Victor Rosenbaum é especialista em repertório do compositor alemão


JOSHUA LAVINE/DIVULGAÇÃO/JC
O Jornal do Comércio conversou por e-mail com Victor Rosenbaum, pianista norte-americano convidado para participar do Festival Beethoven no Estado.
JC Panorama - Qual é a relação do seu trabalho como pianista com Beethoven e de sua pesquisa musical com o compositor alemão?
Victor Rosenbaum - Eu passei toda a minha vida aprendendo e interpretando a música de Beethoven (e muitos outros compositores, é claro). Experimentei sua música através da análise, como pianista, e até tive a oportunidade de conduzir algumas de suas obras orquestrais. Mas a música de piano (tanto solo quanto de conjunto) tem sido o meu primeiro foco. Simplesmente adoro tocar sua música e me sinto muito próximo de seu espírito e temperamento.
Panorama - Quais as principais virtudes desse gênio da música mundial, em sua opinião?
Rosenbaum - A música de Beethoven manteve seu lugar no mundo devido à sua capacidade de falar sobre a experiência humana em todas as facetas. Seu lado dramático é bem conhecido, que será ouvido tanto no terceiro concerto quanto na 5ª Sinfonia, no concerto com a Orquestra da UCS amanhã, em Porto Alegre. Mas ele também fala do lado íntimo, pessoal e poético da natureza humana. Sua genialidade estava na capacidade de comunicar essa diversidade de emoções humanas e ainda criar uma precisa estrutura musical, que transmitia uma coerência completa ao ouvinte (mesmo que não conheça o processo de composição). 
Panorama - Como será a master class de piano e música de câmara no Instituto de Artes da Ufrgs? O que os estudantes podem esperar?
Rosenbaum - Uma aula dessas é uma lição aberta que o público pode observar. Em uma master class, você vê um pouco o processo de preparação de uma performance musical. Eu costumo tentar ajudar os alunos a "entrar" na peça e sentir suas emoções de forma mais profunda e completa, ao mesmo tempo em que lidam com questões práticas de equilíbrio, técnica, frases, pedais etc. Tento tornar isso interessante para os observadores tanto quanto para os estudantes que estão tocando. Minha esperança não é assustar ninguém no processo, mas sim engajá-los mais com a música e deixá-los inspirados a investigar mais por conta própria.
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