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Porto Alegre, quarta-feira, 09 de agosto de 2017. Atualizado às 21h43.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Montadoras

Notícia da edição impressa de 10/08/2017. Alterada em 09/08 às 18h39min

Argentina multa importação de carros do Brasil

A Tesla lançou, no final do mês passado, os primeiros sedãs do Model 3, carro elétrico vendido por US$ 35 mil com o qual a empresa tenta tornar o modelo mais acessível aos consumidores e mais lucrativo para a empresa.  
O Model 3 é a aposta do presidente executivo da companhia, Elon Musk, para atingir o mercado de massa. A montadora conta com o novo modelo para tornar a Tesla, que atualmente opera com prejuízo, uma empresa rentável.
Musk afirmou, durante o lançamento, que o Model 3 contabilizou quase 500 mil reservas até o lançamento. Ele entregou os 30 primeiros carros a empregados da Tesla que compraram o veículo.
O automóvel tem autonomia de 350 quilômetros com uma carga de bateria e representa a primeira aposta da Tesla fora do segmento dos carros elétricos de luxo que a caracterizava.
O Model S, também da Tesla, custa quase o dobro do preço, sendo vendido a partir de US$ 68 mil. O Model X, mais luxuoso, custa aproximadamente US$ 90 mil.
Concorrentes como a General Motors já fabricam modelos voltados ao público de renda média. O modelo Chevrolet Bolt EV tem uma autonomia de 383 quilômetros com uma carga de energia completa e custa US$ 37.495.
Antes do evento para lançar o novo carro, Musk afirmou que seria "um grande desafio" produzir o automóvel durante os estágios iniciais de fabricação. Uma versão do mesmo veículo com autonomia maior custará US$ 44 mil e poderá percorrer até 500 quilômetros.
O painel do carro que foi lançado por Musk é equipado com uma tela de 15 polegadas sensível a toque localizada do lado direito do motorista. As 500 mil unidades reservadas significam um aumento em relação às 373 mil reveladas em abril de 2016.
Será um desafio também para a montadora, considerando que as 500 mil unidades significam quase seis vezes a produção da Tesla no ano passado inteiro. A empresa já investiu US$ 2 bilhões somente durante este ano antes do lançamento do novo veículo.
Até agora, a montadora operava somente no segmento de veículos elétricos de luxo, mas resolveu dar um passo no sentido de massificar a operação e apostar em consumidores que podem apenas pagar poucos milhares de dólares a mais que o preço de um carro convencional nos Estados Unidos.
O lançamento mais recente da Tesla, antes do Model 3, foi o modelo de luxo Model X SUV, em 2015, que enfrentou diversos problemas de produção.
A Tesla tem de divulgar seus resultados do segundo trimestre, e os investidores estão interessados em uma atualização sobre a rapidez com que o seu produto está se expandindo depois que as entregas do primeiro semestre de 2017 ficaram no piso da previsão da própria empresa.

Modelo elétrico mais barato tenta tornar Tesla mais rentável

Desde a semana passada, está vigorando um decreto do governo argentino que tem o efeito prático de diminuir a importação de carros produzidos no Brasil. A medida foi motivada pelo fato de que as importações têm ultrapassado os limites previstos em acordo entre os dois países, e estipula a cobrança de garantias das montadoras locais de que as multas decorrentes do excesso de compras sejam pagas.
O custo extra previsto no decreto recairá sobre as montadoras instaladas na Argentina que importam veículos produzidos em suas filiais instaladas no Brasil. Para evitar esse pagamento, as empresas automotivas podem optar por reduzir as importações, ajustando-se aos limites permitidos pelo acordo.
A decisão, que começou a valer logo após a publicação do decreto pelo governo argentino, cria um problema para as filiais das montadoras instaladas no Brasil, porque, como as vendas para os consumidores brasileiros estão baixas, a exportação se tornou uma válvula de escape para a produção.
A Argentina é, historicamente, o principal destino das vendas das montadoras instalada no Brasil para o exterior, correspondendo, em 2017, a cerca de 70% do total de veículos exportados pelo País.
Pelo acordo automotivo firmado entre os dois principais parceiros do Mercosul, as filiais das montadoras sediadas na Argentina que importarem acima do limite estabelecido devem pagar uma tarifa de 24,5% sobre o valor de cada veículo que exceder a cota limite.
Pelo decreto, porém, essa tarifa extra somente precisa ser paga depois que o acordo expirar, o que está previsto para junho de 2020. Mas, em contrapartida, o decreto do governo argentino exige uma antecipação desse pagamento, como se fosse uma caução, que será devolvida às empresas caso os níveis de importação se ajustem até o fim do acordo.
O limite estabelecido pelo acordo e que tem sido desrespeitado pelas montadoras argentinas garante que, para cada US$ 1 que o Brasil importa da Argentina em veículos e autopeças, pode ser exportado US$ 1,5 para a Argentina, cálculo que os dois governos chamam de "flex". Nos 12 meses encerrados em junho passado, o flex ficou em 1,96.
O excesso aumenta a preocupação do governo argentino, porque acaba enfraquecendo a produção local. No decreto editado na semana passada, a Argentina estabelece que vai começar a cobrar as garantias das empresas automotivas que tenham violado o flex depois de julho de 2015. Para isso, criou três períodos de referência a partir dessa data para fazer a contabilização do flex: 24, 36 e 48 meses. No primeiro caso, os 24 meses terminaram em junho de 2017. Quem ultrapassou o limite nesse período já terá de depositar a garantia, que será equivalente ao imposto de importação dos carros em excesso.
Quando chegar a 36 meses (junho de 2018) e 48 meses (junho de 2019), as contas serão refeitas pelo governo argentino. Os valores cobrados pelas garantias, a depender do novo resultado do cálculo do flex, poderão ser liberados, mantidos ou elevados. A adoção de medidas como essa que o decreto estabeleceu estava prevista no documento original, como uma opção a que os países poderiam recorrer, durante o período de vigência do acordo.
As exportações de veículos produzidos no Brasil para a Argentina somaram 271,2 mil unidades no primeiro semestre deste ano, o que representa um crescimento de 41,2% em comparação com o mesmo período de 2016, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. A regra que tem sido desrespeitada existe desde 2001. A previsão da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotivos), que tem como sócias muitas das montadoras que também estão instaladas na Argentina, é de que o desequilíbrio continue em 2018, ajustando-se somente em 2019. A Anfavea ressalta que, se as garantias forem cobradas, o custo recairá sobre as filiais das empresas na Argentina, e não no Brasil. "Esse é um problema deles, não nosso", afirmou o presidente da associação brasileira, Antonio Megale.
 
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