Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 15 de agosto de 2017. Atualizado às 22h42.

Jornal do Comércio

JC Contabilidade

COMENTAR | CORRIGIR

Fisco

Notícia da edição impressa de 16/08/2017. Alterada em 15/08 às 18h34min

Exportações têm custos tributários equivalentes a 6,45% de sua receita total

Apesar de proibida por lei, a tributação incidente sobre as cadeias produtivas das exportações já representa, em média, 6,45% das receitas obtidas pelo setor. O dado consta em uma pesquisa apresentada por José Roberto Afonso, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. Ele participou da mesa de abertura do segundo dia do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), promovido pela Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB).
"Voltamos a cobrar impostos indiretos ao longo da cadeia produtiva. E quanto mais longa a cadeia, como é no Brasil, pior é esse problema. Não se devolve créditos acumulados no país, mesmo sendo um mecanismo previsto na nossa legislação. A tributação no início da cadeia é uma prática inconsistente frente às práticas internacionais", afirmou.
De acordo com ele, a indústria da transformação já tem mais tributos a recuperar do que a pagar. "O custo tributário é apenas um dos entraves. Há ainda outros dois gargalos, que são o câmbio e o crédito. Mas para trazer competitividade no longo prazo teremos que fazer a reforma tributária. O sistema atual faliu", alertou.
Ingo Plöger, consultor e conselheiro internacional do Conselho Empresarial da América Latina (Ceal), pontuou que o País precisa modificar sua política cambial, para fortalecer as vendas externas de setores estratégicos e nos quais pode ter protagonismo internacional. "Câmbio competitivo é aquele que não prejudica a importação e a exportação. Tem que estar em faixa que agregue valor a quem exporta e quem importa", declarou.
Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil e diretor da AEB, destacou que a agenda de reformas sinaliza uma mudança importante para fortalecer a presença do Brasil no mercado externo, mas que é preciso criar estímulos mais imediatos para estimular as exportações da indústria.
"O mercado interno não retomo. A ociosidade média do setor siderúrgico é de 40%. A conclusão que se tira é que nossa saída é a exportação. O resultado positivo da balança comercial se deve às commodities, porque os manufaturados acumularam déficit nos primeiros sete meses do ano. Portanto, precisamos de medidas que impulsionem o setor produtivo", defendeu.
A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 350 milhões na primeira semana de agosto (1 a 6), que teve apenas quatro dias úteis. O resultado foi alcançado com exportações que totalizam US$ 3,027 bilhões e importações de US$ 2,677 bilhões, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia