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Empresas & Negócios

- Publicada em 21 de Agosto de 2017 às 12:28

Crédito continua caro para clientes


FREEPIK/DIVULGAÇÃO/JC
O consumidor que toma dinheiro emprestado ainda sente pouco os efeitos da redução da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 9,25% e com perspectiva de chegar a 7,5% até o fim deste ano. Segundo os dados mais recentes do Banco Central (BC), em junho do ano passado, quando a Selic ainda estava em 14,25% ao ano, as taxas médias de juros no crédito consignado - a linha mais barata de financiamento pessoal - estavam em 29,4% ao ano, sendo 2,2% ao mês. Um ano depois, com o juro básico a 10,25% (a taxa só caiu para 9,25% no fim de julho), a taxa a que o consumidor tem acesso na boca do caixa recuou pouco, para 27,4% ao ano, sendo 2,0% ao mês.
O consumidor que toma dinheiro emprestado ainda sente pouco os efeitos da redução da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 9,25% e com perspectiva de chegar a 7,5% até o fim deste ano. Segundo os dados mais recentes do Banco Central (BC), em junho do ano passado, quando a Selic ainda estava em 14,25% ao ano, as taxas médias de juros no crédito consignado - a linha mais barata de financiamento pessoal - estavam em 29,4% ao ano, sendo 2,2% ao mês. Um ano depois, com o juro básico a 10,25% (a taxa só caiu para 9,25% no fim de julho), a taxa a que o consumidor tem acesso na boca do caixa recuou pouco, para 27,4% ao ano, sendo 2,0% ao mês.
A maior redução foi vista no crédito sem garantia, em que as taxas médias passaram de 128,2% ao ano (7,1% ao mês) para 125,0% ao ano (7,0% ao mês), na mesma comparação. Para veículos, essas taxas saíram de 26,0% ao ano (1,9% ao mês) e foram a 24,0% ao ano (1,8% ao mês) no mesmo período. No caso dos imóveis, as taxas médias para financiamentos com recursos da poupança e do FGTS foram de 11,2% ao ano(0,9% ao mês) para 9,2% ao ano (0,7% ao mês), na mesma base.
O repasse mais lento dessa redução, explicam os especialistas, acontece por conta do ainda incerto cenário econômico. Segundo o economista Maurício Godoi, da Saint Paul Escola de Negócios, esse ritmo deve continuar nos próximos meses, até que a economia dê sinais mais claros de recuperação e o governo ajuste suas contas. "A aprovação da reforma da Previdência deve oferecer um sossego maior aos bancos, que passarão paulatinamente a emprestar mais dinheiro", ele diz.
E se por um lado a oferta é cara e escassa, por outro, a demanda também permanece pequena. Segundo a Boa Vista SCPC, a procura por crédito caiu 0,7% no primeiro semestre, mas ficou estável em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado. "Quem tem dívida com um banco está tentando pagá-la em primeiro lugar", diz Yan Cattani, economista do birô de crédito.
Além disso, muitas pessoas estão tentando trocar uma dívida mais cara por outra mais barata, aponta Ricardo Kalichsztein, presidente da plataforma Bom Pra Crédito - que reúne mais de 25 bancos e fintechs e recebe cerca de 350 mil solicitações de crédito por mês. Ele nota a procura por empréstimos de até R$ 3 mil por um consumidor endividado, mas sem restrições no CPF.
Seis por meia dúzia. Quem já se comprometeu com um crédito ou está endividado encontra alternativas no mercado para pagar juros menores, mas precisa ficar atento para não acabar tendo custos semelhantes à dívida original ou até superiores. Tomar um empréstimo sem garantia em uma fintech, por exemplo, acarreta juros na faixa de 2% ao mês - a mesma taxa do consignado em grandes bancos. Porém, quem tem um imóvel ou veículo em seu nome pode dar o bem como garantia e diminuir esse custo para pouco mais de 1% ao mês, em média.
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