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Porto Alegre, domingo, 06 de agosto de 2017. Atualizado às 18h40.

Jornal do Comércio

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mercado de capitais

Notícia da edição impressa de 07/08/2017. Alterada em 06/08 às 18h41min

Fundos têm maiores ganhos

STOCKPHOTO/DIVULGAÇÃO/JC
Os investimentos em fundos de ações ofereceram os melhores rendimentos no mês de julho e também acumulam os maiores ganhos do ano. Quem aplicou em fundos de ações índice ativo, que tentam superar o desempenho dos índices de ações, como o Ibovespa, teve um rendimento de 3,92%. Já os fundos de ações livres, que não seguem nenhum índice, subiram 3,78% do mês.
"O Ibovespa teve um ótimo desempenho no mês, com valorização de 4,8%, a maior desde janeiro, quando o índice subiu 7,4%. O nervosismo depois da delação dos donos da JBS parece ter passado, e a ausência de notícias ruins na política deu mais confiança aos investidores", disse Ari Santos, gerente da mesa de operações da corretora H. Commcor.
Ele observou que a recuperação dos preços do minério de ferro ajudou o desempenho das ações da Vale - as preferenciais subiram 8,4% em julho -, influenciando positivamente o índice.
Também são essas duas categorias de investimento que acumulam os melhores ganhos no ano: os fundos de ações índice ativo sobem 11,26%, e os de ações livres apresentam ganho de 11,88%, respectivamente, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), que contabilizou os dados até 26 de julho.
Fabio Colombo, administrador de investimentos, destaca que a melhora do cenário externo, com otimismo em relação às economias norte-americana e chinesa, e a recuperação dos preços do petróleo e do minério de ferro influenciaram positivamente o desempenho da bolsa brasileira.
"A aprovação da reforma trabalhista, a redução da taxa básica de juros e a expectativa futura de inflação baixa ajudaram. No campo político, houve uma trégua temporária devido ao recesso do congresso", disse Colombo.
Na lanterna, ficaram as aplicações em moeda estrangeira. Os fundos cambiais tiveram rentabilidade negativa de 4,55% em julho e, no acumulado do ano, o retorno está negativo em 1,85%. Esse desempenho está inclusive abaixo da caderneta de poupança - que rendeu no mês passado 0,56%, com ganho de 4,12% entre janeiro e julho - mas esta é isenta de Imposto de Renda.
Para o especialista em câmbio Fernando Bergallo, diretor da FB Capital, o dólar devolveu a alta ocorrida após a delação da JBS. Ele acredita que a moeda norte-americana possa voltar às mínimas do ano - algo em torno de R$ 3,05. Mas no mercado, segundo o boletim Focus, a expectativa é de que a moeda norte-americana termine o ano em R$ 3,30, atingindo R$ 3,40 no fim de 2018. A divisa registra recuo de 5,9% no mês e de 4,1% no ano.

Governo estuda retirada de isenção de imposto de LCA e LCI

Com margem estreita para ampliar a arrecadação neste ano, o governo deve lançar mão de medidas para reforçar o caixa em 2018. Entre as ações do plano emergencial que está sendo estudado para aumentar a arrecadação no ano que vem está o fim da isenção de Imposto de Renda (IR) para investimentos de pessoas físicas em Letras de Crédito Rural e Imobiliário (LCA e LCI). Também está no radar diminuir benefícios fiscais a exportadores.
LCA e LCI são papéis de renda fixa que têm a vantagem para o poupador da isenção do Imposto de Renda, no caso das pessoas físicas. As empresas já pagam 25% de IR nas aplicações. Não está prevista mudança na tributação dos títulos públicos.
A equipe econômica também estuda revisar os benefícios do Reintegra, programa que obriga a União a devolver ao exportador parte do imposto arrecadado na forma de crédito. Embora tenha sido criado para estimular empresas a disputarem o mercado internacional, o programa tem um alto custo.
Hoje, a alíquota é de 2%, mas está prevista a elevação para 3% em 2018. Pelas projeções oficiais, o Reintegra provocaria uma despesa em forma de renúncia para os cofres públicos de R$ 5,2 bilhões em 2017 e de R$ 9,94 bilhões para o ano de 2018.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, encomendou uma análise técnica para sua equipe sobre as novas medidas que poderão ser adotadas. A equipe tem até o final desta semana para entregar o estudo.
O adiamento para o segundo semestre de 2018 do reajuste de diversas categorias de servidores federais, que está previsto para janeiro, é considerado uma medida eficaz, embora haja a preocupação com o funcionamento de serviços essenciais. Por enquanto, não está na cesta de medidas em análise pelo Ministério da Fazenda a elevação de 11% para 14% da contribuição que os servidores federais pagam à Previdência.
Para 2017, a Fazenda considera difícil recorrer a novos aumentos de impostos que tenham efeito na arrecadação, depois da alta do PIS/Cofins de combustíveis (gasolina, diesel e etanol). "Aumento de imposto não é preferencial, só se for absolutamente necessário", disse Meirelles.
Está praticamente descartado um aperto na carga tributária neste ano. Para 2018, no entanto, será necessário. Há dúvidas sobre a eficácia da possibilidade de tributação de dividendos distribuídos aos acionistas, alternativa que vem sendo sugerida por diversos economistas. Segundo uma fonte da equipe econômica, essa tributação faz parte de uma discussão "macroeconômica de difícil avaliação sobre se o ganho é maior do que o custo". A fonte destacou que estudos do governo sobre essa alternativa ainda não são conclusivos.
Nas negociações políticas com o Congresso, a estratégia para depois da votação da denúncia contra o presidente Michel Temer é negociar a MP da reoneração da folha de pagamento para quase 50 setores, o Refis e a reforma da Previdência. A equipe econômica ainda considera possível aprovar a reforma até outubro.
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