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Porto Alegre, domingo, 16 de julho de 2017. Atualizado às 22h42.

Jornal do Comércio

Política

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Crise no Planalto

Notícia da edição impressa de 17/07/2017. Alterada em 16/07 às 21h18min

País pode ser diferente, avalia Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste domingo, que vai dedicar o tempo de vida que lhe resta para provar que o Brasil pode ser diferente e que a situação socioeconômica atual dos brasileiros pode mudar. A opinião foi expressa em vídeo postado em sua conta no Facebook, em que criticou o atual governo e o Congresso Nacional, que, de acordo com ele, está desmontando as conquistas dos trabalhadores.
"As pessoas no Brasil hoje estão com a autoestima baixa porque a economia está muito ruim, há uma desagregação do ânimo da sociedade por conta do desemprego", disse o ex-presidente. "Nós temos um governo que não representa absolutamente nada. Temos um Congresso desacreditado, que está desmontando conquistas dos trabalhadores nos últimos anos", continuou.
Segundo o petista, se as pessoas não tiverem autoestima, não tiverem esperança nas pessoas que governam o País, nada vai acontecer.
Lula afirmou no vídeo que teve o prazer de viver no País o momento de maior autoestima do povo. "As pessoas acreditavam, sonhavam, tinham emprego, queriam estudar. Tudo isso foi possível criar, e agora nada parece ser possível. Nós precisamos voltar a ter autoestima, acreditar no País, acreditar no potencial do Brasil, acreditar que é possível um Brasil ser diferente", afirmou.
"Tenho consciência de que o Brasil, se governado por alguém que goste do povo, que conviva com o povo, que ouça o povo, pode melhorar. É nisso que eu acredito e quero dedicar o resto de tempo que tenho na minha vida para provar que estas coisas podem acontecer e que o Brasil poderá ser diferente." Lula disse ainda que o Brasil precisa de menos ódio e mais amor, de menos ódio mais paz, de menos ódio e mais tolerância, de menos preconceito e mais compreensão.
"A gente tem que entender que há pessoas mais competentes do que a gente, que crescem mais do que a gente, que podem trocar de carro, e a gente não pode ter preconceito com as pessoas que progridem, nem ter inveja. A gente tem que torcer para que as pessoas possam vencer na vida, porque, se elas podem, nós também podemos", aconselhou o ex-presidente. Ele disse que essa é a sociedade que quer ajudar a construir no resto de vida que ainda tem. "Para a natureza parece que é pouco, porque eu já tenho 71 anos, mas como acho que vou viver até os 100 anos, vou ter muito tempo para ajudar a construir o Brasil que todo mundo deseja", concluiu.
 
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