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Porto Alegre, domingo, 16 de julho de 2017. Atualizado às 22h42.

Jornal do Comércio

Política

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Presidência da República

Notícia da edição impressa de 17/07/2017. Alterada em 16/07 às 21h12min

Esquerda está procurando um novo líder

Ciro Gomes desponta entre os preferidos dos órfãos do petista

Ciro Gomes desponta entre os preferidos dos órfãos do petista


FREDY VIEIRA/JC
Há décadas, o PT vem exercendo hegemonia absoluta sobre outras legendas da esquerda e impedindo a ascensão de lideranças dentro de seu próprio espectro partidário. Do nascimento do PT até hoje, somente Luiz Inácio Lula da Silva disputou a presidência da República - foram cinco vezes - e, quando já não podia mais concorrer à reeleição, escolheu, quase que sozinho, o nome de Dilma Rousseff para substituí-lo na disputa ao Planalto. A fatura chegou. Se os desembargadores da segunda instância confirmarem a condenação de Lula proferida pelo juiz Sérgio Moro na quarta-feira passada, a estrela máxima do petismo vai se tornar ficha-suja e, portanto, inelegível.
Com a possibilidade de Lula ficar fora do páreo presidencial em 2018, a esquerda, incluindo integrantes do próprio PT, começa a se organizar em busca de alguém capaz de unificar suas ideias políticas para chamar de candidato. Porém, o que se vê até agora é uma completa discordância. Há cerca de um mês, integrantes do PSOL, do PT e da Rede se reuniram para discutir possíveis presidenciáveis. Foram debatidos nomes como o de Ciro Gomes, de Marina Silva e de Tarso Genro. Lula ficou furioso ao saber da participação do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) na conversa, pois não admite a possibilidade de sequer cogitarem sua não participação na corrida eleitoral no ano que vem. Além desse encontro, conversas informais estão sendo realizadas.
Por enquanto, o ex-ministro Ciro Gomes, que também é vice-presidente do PDT, é quem desponta entre os preferidos dos órfãos de Lula. Ciro é visto como o nome com maior musculatura política: já concorreu à presidência da República duas vezes - em 1998 e em 2002. É conhecido nacionalmente e ocupou importantes cargos no Poder Executivo: foi ministro da Fazenda no governo de Itamar Franco e titular da pasta da Integração Nacional - época em que liberou vultosos recursos para investimentos em municípios nordestinos do País. Também foi eleito governador do Ceará por duas vezes.
Tanto a corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil (CNB), quanto o PCdoB tendem a apoiar incondicionalmente Lula ou Ciro. Já o deputado Ivan Valente, importante quadro do PSOL e um dos organizadores da reunião, no entanto, aponta resistências ao político do ponto de vista comportamental e programático. Não à toa. "É difícil decolar por causa da personalidade de pavio curto e por não ter uma mobilização social por trás. Embora tenha se preservado mais que o PT nas questões éticas, ele não demonstra clareza programática nem ideológica." Em 2002, Ciro promoveu uma salada ideológica ao unir, na mesma campanha, Mangabeira Unger e o economista José Alexandre Scheinkman.
Ex-ministro da Justiça, da Educação e de Relações Institucionais no governo Lula, Tarso Genro também possui experiência, credibilidade e trajetória de militância à esquerda. É uma das poucas lideranças críticas a propor a refundação do PT. Porém, tanto ele quanto sua filha Luciana Genro, fundadora do PSOL, que já disputou a presidência no pleito passado, construíram trajetória basicamente no Rio Grande do Sul.
 
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