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Porto Alegre, terça-feira, 01 de agosto de 2017. Atualizado às 09h35.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 31/07/2017. Alterada em 30/07 às 20h47min

Turismo gera empregos e impulsiona a economia

Quando há toda uma expectativa em torno das medidas federais visando a retomada, em índices mais altos que os atuais do Produto Interno Bruto (PIB), as autoridades não podem esquecer do turismo, chamado de a "indústria sem chaminés", na qual o Brasil tem descurado de fazer mais promoções visando atrair visitantes estrangeiros.
Portugal, nosso "irmão mais velho", segundo é citado por muitos, conseguiu melhorar a sua dramática situação socioeconômica, por conta da crise mundial de 2008 em diante, graças ao turismo.
O desemprego caiu de 17% para cerca de 7% da População Economicamente Ativa, as exportações aumentaram, e o receituário indicado por Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e União Europeia (UE) para recuperar o país foi substituído por mecanismos que deram resultado.
Mesmo com um empréstimo de cerca de R$ 300 bilhões, Portugal está renascendo economicamente. Estudo do Conselho Mundial de Viagens e Turismo mostra que, em Portugal, a contribuição do setor para o PIB é de 5,8%, e de 7,2% para o emprego direto, enquanto em nível mundial a média é de 2,9% e de 3,4%, respectivamente. Por isso, o turismo ajuda a tornar mais ameno o impacto da recessão econômica no país ibérico.
Simultaneamente, o Brasil é um dos destinos mundiais do turismo, mas a insegurança e a criminalidade têm forçado a que milhares deixem de optar pelo nosso País. Entretanto, e felizmente, a perspectiva de movimentação nas cidades serranas gaúchas foi o principal destaque na avaliação do índice de empregos no Rio Grande do Sul no último mês.
Segundo análise da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), o resultado é consequência da preparação da hotelaria para a alta temporada de inverno. Não foi à toa que Gramado liderou o ranking de contratações no mês de junho, com 106 novos postos de trabalho.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), houve queda de 9.513 vagas no Estado, completando o terceiro mês consecutivo de recuo nesse índice.
Na análise da FCDL-RS, é importante observar no longo prazo, porque, em 2016, a queda de empregos foi maior, com menos 10,3 mil vagas; e em 2014 foi pior, cortados 14 mil postos.
Porém, o cenário no Estado mostra que, a partir de agosto, pode haver uma boa geração de postos de trabalho, com melhores índices ainda em setembro e outubro. Além de Gramado, as cidades que mais contrataram em junho foram Montenegro, Sarandi, Novo Hamburgo e Eldorado do Sul. Entre as cidades que mais demitiram estão Porto Alegre, Vacaria, Caxias do Sul e Santa Cruz do Sul.
E ainda no turismo, uma das reclamações dos que visitam Porto Alegre está na falta de identificação de locais e monumentos. No Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)/Cidades Históricas, a Capital bem que poderia fazer como Pelotas, que recebeu R$ 520 mil, colocando mais 88 placas de sinalizações turísticas. Indicam caminhos, têm mapas, textos e fotos sobre o contesto histórico da Princesa do Sul, incluindo prédios públicos, largos, praças e faculdades. Ao todo, de 2013 até 2017, 213 placas de sinalização turística foram instaladas em Pelotas.
Porto Alegre, mesmo com o desprezo cívico de alguns, que destroem ou picham monumentos, poderia ter uma melhor sinalização turística.
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