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Porto Alegre, domingo, 16 de julho de 2017. Atualizado às 22h42.

Jornal do Comércio

Opinião

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artigo

Notícia da edição impressa de 17/07/2017. Alterada em 16/07 às 17h58min

Sobre a sentença condenatória

Mariela Siqueira
Sentada, interrompo a leitura da histórica sentença de Sérgio Moro para fazer um registro: a objetividade jurídica do juiz é impecável. A leitura é fácil, sem qualquer rodeio ou drama.
Da mesma forma, o exame da prova é cuidadoso e detalhado. Muito detalhado! Mas de forma clara e direta. E em português, não em "juridiquês". São 238 laudas. Estou na página 63... Feliz!
Feliz porque vivi para ler esta obra de arte jurídica! Feliz porque depois de anos assistindo ao descalabro da impunidade dos poderosos, finalmente leio uma decisão que personifica os "olhos vendados" da lei!
Não quero aqui ficar idolatrando o juiz, simplesmente porque ele, fielmente, cumpre a lei. Mas não há dúvida de que é um "ponto fora da curva", pois não é assim que as coisas funcionam deste lado do Equador. Lamentavelmente, por 30 anos, briguei contra a aplicação desigual da lei. Sem sucesso, confesso... Hoje, tenho a alma lavada!
E não me venham com aquele "mimimi" derrotado de que ainda "cabe recurso" e de que "não vai dar em nada". Já deu! Caramba! Só a sentença já é motivo de muita celebração!
E não é porque é contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Simplesmente porque é contra um político poderoso, um ex-presidente da República, e eu, repito, vivi para testemunhar este momento.
Celebrem comigo, ora! E que venham outras, muitas outras sentenças, condenando cada um dos componentes desta quadrilha infernal, que tomou de assalto o meu País! Independentemente de partido! E tenho dito!
Promotora aposentada
 
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