Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 16 de julho de 2017. Atualizado às 22h42.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 17/07/2017. Alterada em 16/07 às 17h50min

Origens do cooperativismo

Vergilio Frederico Perius
Ainda fervilhando as comemorações do Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado mundialmente no primeiro sábado do mês de julho, busco restabelecer a verdadeira história do cooperativismo, em relação à fundação da primeira cooperativa. A cultura europeia ensina como sendo a Inglaterra (Rochdale) o berço do cooperativismo, em 1844. Mas, com fundamento nas pesquisas do estudioso Rafael Carbonell de Masy, a origem da primeira cooperativa, surgida em 1627, foi na Redução Jesuítica Encarnación de Itapúa, em forma de redução dos índios guaranis. Ao todo, eram 30 reduções. Assim, o cooperativismo conta hoje com 390 anos de história.
Também não procede a tese dos ingleses de que os princípios cooperativos teriam sido consolidados por Rochdale. Bem antes, tais princípios já eram praticados e sistematizados pelas reduções jesuíticas guaranis. Prova disso é a prática da livre adesão. O povo indígena podia optar entre o "tupambaé", propriedade comum com produção comunitária, e o "abambaé", âmbito privado de produção ou produção familiar. Contudo, nem todos os índios eram obrigados a seguir as regras comunitárias, como condição de permanência na redução, de acordo com o texto: "En la vida diaria de los guaraníes, incluso en las reduciones, ni todos seguían la vida ejemplar de los cristianos fervorosos itaipuanos ni tampoco faltaron indios tan propensos a la anarquía y a la tradición de sus antepasados como nos describe el relato del Caaró" (De Masy, Rafael Carbonell. Estrategias de Desarrollo rural en los pueblos Guaraníes. Barcelona: Antoni Bosch, 1992. p. 119 e 120).
O cooperativismo latino-americano, através da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), as organizações estaduais, incluída a Ocergs, confederações, centrais, federações, cooperativas singulares, entidades de apoio, órgãos do governo, universidades, devem recriar a verdadeira história do cooperativismo junto às reduções jesuíticas dos índios guaranis, mais precisamente no solo latino-americano.
Presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia