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Porto Alegre, terça-feira, 11 de julho de 2017. Atualizado às 18h43.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 12/07/2017. Alterada em 11/07 às 18h49min

Um setor a ser preservado

Hernane Cauduro
O setor industrial voltado à fabricação de máquinas e equipamentos foi um dos mais afetados pela recessão que penaliza a economia brasileira, e seu faturamento recuou a valores de 10 anos atrás. Desde o início de 2014, fechou 80 mil postos de trabalho no País, e no Rio Grande do Sul foram perdidas 21 mil vagas com carteira assinada. O Estado possui o segundo principal polo produtor brasileiro, com uma participação de aproximadamente 16% do faturamento do setor em nível nacional. Temos aqui os maiores parques industriais nos segmentos de máquinas agrícolas, máquinas para a construção de estradas, implementos rodoviários e máquinas para calçados, entre outros, totalizando 2.200 empresas, sendo 90% de micro, pequeno e médio portes. Destaque-se que o ramo de máquinas e equipamentos é aquele que possui um dos maiores graus de inserção dentro da atividade econômica, com uma extensa cadeia produtiva.
Além disso, ele está na base da pirâmide da indústria, ou seja, um país sem uma indústria de máquinas forte e desenvolvida não terá capacidade de contar com uma indústria de transformação competitiva, porque a produtividade depende da sua constante atualização tecnológica. Finalmente, é preciso considerar o seu importante efeito multiplicador, pois, para cada R$ 1,00 investido em máquinas e equipamentos, geram-se R$ 2,30 em riquezas representadas por mais postos de trabalho, renda e impostos. Prosseguir no desmonte deste setor estratégico significa condenar o Brasil a permanecer com altos índices de pobreza e as gerações futuras a viver em um País sem oportunidades.
Vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos
 
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