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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de julho de 2017. Atualizado às 23h03.

Jornal do Comércio

Opinião

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artigo

Notícia da edição impressa de 11/07/2017. Alterada em 10/07 às 19h21min

Livrai-me das tentações, mas não hoje!

Alice Schuch
O escopo deste nosso diálogo é abordarmos a capacidade de análise sobre as individuais responsabilidades existenciais e sociais que cada um de nós tem além da família, da mãe, do pai. A mítica frase "Senhor, livrai-me das tentações, mas não hoje" é atribuída a Santo Agostinho, personagem nascido no dia 13 de novembro do ano 354, mas torna-se bem atual no nosso dia a dia quando as coisas que desejamos não acontecem e verificamos que estamos agindo de qualquer modo contra nós, precipitando efeitos indesejados.
Muitos de nós sabem o escopo que querem atingir, no entanto, agem de modo a obter resultado diverso, pensando não ser um problema, porque, de qualquer feito, já tendo visualizado a meta, sabendo o que e como fazer, acreditam não ser importante a ação imediata, esquecendo que as paredes são feitas de tijolos, isto é, das pequenas ações diárias. E ainda que a vida passa, os tijolos foram postos naquele modo, o cimento secou, agora estão endurecidos, e toda a realidade se move em consequência de como colocamos as pequenas ações de cada dia, por anos a fio. O que realmente importa para cada um de nós é centrar a única vida sem perda de tempo: encontrar-se, compreender-se, formar-se e agir. Buscar, com base na inteligência e constituição natural, formar uma identidade útil e funcional a si no ambiente onde vive. Isso significa capacitar-se buscando sempre com alegria o progresso e a realização pessoal.
A curiosidade não envelhece, experimentar-se é a resposta imediata às circunstâncias, adversas ou mesmo providenciais que se encontra.
Palestrante e pesquisadora do universo feminino
 
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