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Porto Alegre, domingo, 16 de julho de 2017. Atualizado às 22h42.

Jornal do Comércio

Internacional

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França

Notícia da edição impressa de 17/07/2017. Alterada em 16/07 às 20h42min

Macron pede retomada de negociações entre Israel e Palestina

O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, se encontraram ontem, na França, em uma cerimônia para recordar a chamada "rafle du Vel' d'Hiv'" (ataque ao velódromo de inverno), que levou à deportação de judeus em julho de 1942. O francês pediu a retomada das negociações entre israelenses e palestinos em vista de uma "solução de dois Estados".
"A França está pronta para apoiar todos os esforços diplomáticos neste sentido", acrescentou o chefe de Estado, para quem Israel e palestinos devem poder "viver lado a lado em fronteiras seguras e reconhecidas, com Jerusalém como a capital". Ele também mencionou e criticou implicitamente a colonização israelense nos territórios palestinos, evocando o respeito ao "direito internacional".
Macron recebeu recentemente o presidente palestino Mahmoud Abbas, ao qual reiterou seu apoio à solução de dois Estados e condenou a construção de assentamentos israelenses em territórios palestinos ocupados. As negociações entre israelenses e palestinos estão paradas desde o fracasso da mediação dos Estados Unidos em 2014. E a ameaça de uma conflagração do conflito paira permanentemente.
Esta foi a primeira vez que um premiê israelense participou da cerimônia que relembra um dos episódios mais obscuros da história francesa. Em francês, Netanyahu agradeceu o convite de Macron como um "gesto muito, muito forte", que "testemunha a amizade antiga e profunda entre França e Israel". Por sua vez, Macron ressaltou sua intenção de "perpetuar o gesto feito em 1995 por Jacques Chirac", primeiro presidente a reconhecer a responsabilidade da França no evento.
O presidente afirmou que "foi a França que organizou a rafle" e que o regime de Vichy, "apesar de não representar todos os franceses, era o governo da França" naquele momento.
Nos dias 16 e 17 de julho de 1942, 13.152 judeus foram detidos em Paris e seus subúrbios por 9 mil policiais e militares franceses. Detidos em condições desumanas durante quatro dias, foram colocados no Velódromo de inverno (demolido em 1959), antes de serem levados aos campos de Loiret. Lá, 3 mil crianças foram separadas de seus pais, deportados para Auschwitz. Menos de 100 pessoas sobreviveram.
 
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