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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de julho de 2017. Atualizado às 00h06.

Jornal do Comércio

Internacional

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China

Notícia da edição impressa de 13/07/2017. Alterada em 12/07 às 21h01min

Prêmio Nobel pode ser o segundo a morrer em privação de liberdade

A família do dissidente chinês Liu Xiaobo rejeitou que ele seja submetido a tratamento com respiração artificial, anunciou ontem o Hospital Universitário nº 1 de Shenyang, onde está internado o Prêmio Nobel da Paz de 2010, vítima de um câncer de fígado em fase terminal.
Após três dias de tratamento intensivo, "o paciente está com insuficiência respiratória", indicou a instituição. "O hospital explicou à família a necessidade de realizar uma intubação traqueal" para submetê-lo à respiração artificial, o que foi rejeitado.
Algumas horas antes, o centro médico informou sobre a situação de Liu, de 61 anos. O boletim indica falência múltipla de órgãos e funcionamento do fígado deteriorado, apesar de três dias de tratamentos para combater a infecção.
O governo alemão chegou a solicitar permissão à China para tratá-lo. "Liu e sua esposa expressaram claramente o desejo de deixar a China. A Alemanha está pronta para acolher e fornecer a ele o tratamento médico", declarou o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert. Os Estados Unidos também apresentaram uma proposta para tratar o dissidente.
"A situação de Liu e de sua família só pode ser descrita como dramática, razão pela qual o governo alemão pede aos líderes chineses prioridade no aspecto humanitário deste caso e uma autorização sem demora para sua partida ao exterior", acrescentou. Em caso de morte na China, Liu Xiaobo se tornaria o primeiro Nobel da Paz a morrer privado da liberdade desde o pacifista alemão Carl von Ossietzky, falecido em 1938 em um hospital quando estava detido pelos nazistas.
O opositor está hospitalizado em liberdade condicional, depois de passar oito anos na prisão para cumprir sentença por "subversão". O governo é contra a viagem ao exterior para receber tratamento, alegando o estado de saúde do paciente. Na semana passada, dois médicos ocidentais visitaram Liu. Conforme a avaliação, ele teria condições de deixar o país.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang, respondeu aos dois países ontem, ressaltando a necessidade de respeitar a soberania judicial chinesa e "não interferir nos assuntos internos da China sob pretexto de um caso individual".
 
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