Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 17 de julho de 2017. Atualizado às 09h27.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Conjuntura

Alterada em 17/07 às 09h29min

Mercado volta a reduzir projeção para a inflação neste ano

Após a deflação registrada em junho e em meio aos indicadores de atividade ainda fracos, os economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir suas projeções para o IPCA neste e no próximo ano. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central, mostra que a mediana para o índice oficial de inflação em 2017 foi de 3,38% para 3,29%. Há um mês, estava em 3,64%. Já a projeção para o IPCA de 2018 foi de 4,24% para 4,20%, ante 4,33% de quatro semanas atrás.
Na prática, as projeções de mercado divulgadas hoje no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%). Portanto, a projeção para 2017 (3,29%) está se aproximando do piso da meta.
No início do mês, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA registrou deflação de 0,23% em junho. A taxa de inflação acumulada no ano até junho é de 1,18%. Na última sexta-feira, foi a vez de o BC informar que seu Índice de Atividade (IBC-Br) cedeu 0,51% em maio ante abril - um claro sinal de que a atividade está longe de trazer pressão para os preços no Brasil.
No Focus de hoje, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 passou de 3,26% para 3,08% - quase no piso da meta. Para 2018, a estimativa foi de 4,31% para 4,19%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,50% e 4,16%, respectivamente.
Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,47% para 4,37% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,48%.
Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para julho de 2017 foi de 0,19% para 0,17%. Um mês antes, estava em 0,23%. No caso de agosto, a previsão de inflação do Focus foi de 0,25% para 0,23%, ante 0,25% de quatro semanas atrás.
O Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central, mostrou que a mediana das projeções do IGP-DI de 2017 passou de -0,36% para -0,55% da última semana para esta. Há um mês, estava em +0,52%. Para 2018, a projeção seguiu em +4,50%, mesmo valor de quatro semanas atrás.
Calculados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.
Outro índice, o IGP-M, que é referência para o reajuste dos contratos de aluguel, foi de +0,34% para -0,23% nas projeções dos analistas para 2017. Quatro levantamentos antes, estava em +1,06%. No caso de 2018, o índice seguiu em +4,50%, mesmo patamar de um mês atrás.
Já a mediana das previsões para o IPC-Fipe de 2017 foi de +3,42% para +3,37% no Focus. Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de +3,53%. Para 2018, a projeção do IPC-Fipe foi de +4,50% para +4,49, ante +4,50% de um mês antes.

Alta do PIB de 2017 segue em 0,34%

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a atividade em 2017 e 2018. A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano seguiu em 0,34% no Relatório de Mercado Focus. Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,40%. Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, de 2,00%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,20%.
Em 22 de junho, o BC informou em seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI) a manutenção em 0,5% da estimativa para o PIB em 2017. Na última sexta-feira, no entanto, a instituição informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) cedeu 0,51% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal. A avaliação entre vários economistas é de que a retomada da economia ainda é frágil.
No relatório Focus desta segunda, as projeções para a produção industrial para este ano tiveram leve melhora. O avanço projetado para 2017 foi de 0,84% para 0,97%. Há um mês, estava em 0,60%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 2,30%, ante 2,50% de quatro semanas antes.
No Focus, a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 foi de 51,60% para 51,70%. Há um mês, estava em 51,50%. Para 2018, as expectativas no boletim Focus foram de 55,10% para 55,15%, ante 55,17% de um mês atrás.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia