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Porto Alegre, domingo, 16 de julho de 2017. Atualizado às 22h42.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 17/07/2017. Alterada em 16/07 às 21h21min

Ibovespa tem alta acumulada de 5%, e dólar baixa 3,54% na semana

A sexta-feira foi de noticiário escasso e um certo clima de ressaca no mercado de ações, depois de uma semana de definições importantes no cenário doméstico. Ainda assim, o Índice Bovespa teve fôlego para garantir sua quinta alta consecutiva. O indicador terminou o dia aos 65.436 pontos, com ganho de 0,40%.
Mais uma vez, contribuíram o bom desempenho dos ativos no mercado internacional e o ambiente político doméstico mais favorável. O volume de negócios, de R$ 6,2 bilhões, mostrou que boa parte do mercado continuou fora do pregão.
Receosos com o cenário ainda repleto de incertezas, analistas evitaram usar a palavra "rali" para definir a sequência de altas da bolsa nos últimos dias. Mas admitiram a relevância da sequência de cinco altas (ganho acumulado de 5,00%), que levaram o Ibovespa ao seu maior patamar no período a partir da crise política (desde 17 de maio).
Os pontos altos da semana foram a aprovação da reforma trabalhista no plenário do Senado, na noite do dia 11, e a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sérgio Moro, no dia 12. Os dois fatores, somados ao cenário externo positivo, levaram o Ibovespa à maior alta da semana, de 1,57%, na quarta-feira. Com o presidente mais fortalecido (ele também teve vitória na CCJ da Câmara), o mercado voltou a considerar a possibilidade de avanço da reforma da Previdência neste ano.
A alta de sexta foi garantida principalmente pelo desempenho positivo das ações de commodities, amparadas na valorização do petróleo e das matérias-primas metálicas negociadas no exterior. Com o petróleo em alta superior a 1%, Petrobras ON e PN subiram 0,52% e 1,40%, respectivamente. Vale ON e PNA subiram 1,17% e 1,39%. O setor financeiro enfrentou alguma volatilidade e terminou o dia majoritariamente em alta.
Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores altas ficaram com MRV ON ( 3,28%) e Klabin units ( 2,48%). Já Eletrobras ON e PNB caíram 4,64% e 5,11%, refletindo o retorno das dúvidas quanto à proposta do governo de regulamentação do setor elétrico.
O dólar no mercado à vista teve, na sexta-feira, a quinta queda em seis dias, acumulando perdas de 3,54% no período. A moeda fechou em baixa de 0,75%, aos R$ 3,1850 - menor valor desde 17 de maio, aos R$ 3,1340 - dia em que foi divulgada a denúncia do empresário Joesley Batista, dono da JBS, contra o presidente Michel Temer e o seu ex-assessor Rodrigo da Rocha Loures.
No mercado futuro, o contrato de dólar para agosto fechou com queda de 0,75%, aos R$ 3,1850. O giro movimentado somou cerca de US$ 12,981 bilhões.
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