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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de julho de 2017. Atualizado às 11h18.

Jornal do Comércio

Economia

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crédito

Notícia da edição impressa de 12/07/2017. Alterada em 11/07 às 21h24min

Demanda por crédito sobe 2,1% de janeiro a junho

A procura por crédito por pessoa física cresceu 2,1% no primeiro semestre deste ano, de acordo com a Serasa Experian. A alta, contudo, ficou aquém do aumento de 3,2% nos primeiros seis meses de 2016, o que "denota um enfraquecimento", observa a entidade. A despeito da expansão registrada na primeira parte deste ano, os economistas da Serasa Experian ponderam que os juros altos, o aumento do desemprego e a confiança deprimida diminuíram o ímpeto dos consumidores para procurar crédito.
Em junho de 2017, o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito teve alta de 2,2%, puxado principalmente pelos trabalhadores que têm menor rendimento. Para os consumidores que ganham até R$ 500,00 por mês, o avanço foi de 3,3%. Entre os trabalhadores que recebem entre R$ 500,00 e R$ 1 mil, a alta foi de 2,5%. Para a faixa entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, a expansão foi de 2,0%. Para aqueles que recebem entre R$ 2 mil e R$ 5 mil mensais, o crescimento foi de 1,8%, e, para os que recebem de R$ 5 mil a R$ 10 mil, a alta foi de 1,5%. Já os consumidores com renda mensal acima de R$ 10 mil, a demanda por crédito cresceu 1,6% em junho deste ano.
A alta da demanda do consumidor por crédito no sexto mês foi verificada em todas as regiões. As taxas mais elevadas foram observadas no Norte (6,2%), Nordeste (5,2%) e Sul (3,3%). No Centro Oeste, a expansão foi de 1,2%, e, no Sudeste, de 0,5%.
Ainda houve expansão no primeiro semestre entre as seguintes categorias de consumidores assalariados: 4,1% (até R$ 500,00/mês); 3,2% (de R$ 500,00 a R$ 1 mil); 1,4% (de R$ 1 mil a R$ 2 mil); 0,3% (de R$ 2 mil a R$ 5 mil); e 0,2% (mais de R$ 10 mil). Já a faixa de trabalhadores que ganham entre R$ 5 mil e R$ 10 mil mensais houve retração de 0,4% na demanda por crédito no primeiro semestre. Por região, a procura por crédito por pessoa física cedeu apenas no Centro Oeste, com declínio de 1,5%. Nas demais, houve crescimento de 4,0% no Norte; 4,8% no Nordeste; 2,7% no Sul; e 1,4% no Sudeste.
 

Inadimplência cai 0,8% no primeiro semestre de 2017

O primeiro semestre de 2017 registrou queda de 0,8% na inadimplência do consumidor em comparação ao mesmo período de 2016, informou a Boa Vista SCPC nesta terça-feira, dia 11. Em junho, os calotes recuaram 6,7% na avaliação dessazonalizada sobre maio, enquanto, na comparação com junho do ano passado, a queda verificada foi de 5,4%.
Já no acumulado de 12 meses, de julho de 2016 até junho de 2017, ante os 12 meses antecedentes, houve retração de 3,1%. "As adversidades ocorridas na economia ao longo dos últimos dois anos geraram grande cautela nas famílias, inibindo o consumo e, consequentemente, contribuindo para a diminuição do fluxo de inadimplência", explica a Boa Vista.
Todas as regiões do País, exceto o Norte (0,2%), registraram queda na inadimplência em 12 meses. O maior recuo foi no Sudeste (-5,0%), seguido por Sul (-1,3%), Nordeste (-1%) e Centro-Oeste (-0,3%). Diante da perspectiva de pequeno crescimento da economia e renda, com juros menores e inflação controlada, é esperada uma retomada sustentável da demanda de crédito.
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