Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 07 de julho de 2017. Atualizado às 13h04.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

indústria

Alterada em 07/07 às 13h07min

CNI reduz projeções para inflação e alta do PIB em 2017

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) alterou sua projeção para a inflação em 2017, de 4,2% para 3,6%. A mudança consta no Informe Conjuntural do período abril-junho, publicado nesta sexta-feira pela entidade. Já a projeção para a Selic (a taxa básica de juros da economia) no fim de 2017 seguiu em 8,5% ao ano.
A CNI também alterou suas projeções para a atividade econômica em 2017. A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 passou de 0,5% para 0,3%. No caso específico do PIB industrial, a estimativa de crescimento foi de 1,3% para 0,5%. Já a projeção para a alta do consumo das famílias passou de 0,2% para 0,1%.
Os cálculos da entidade indicam ainda que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), antes projetada em 2,0%, deve fechar 2017 com -2,7%. Por sua vez, a taxa de desemprego para o fim do ano, antes prevista em 13,3%, agora é calculada em 13,5%.
De acordo com a CNI, a economia brasileira indica sinais de recuperação, após dois anos de forte recessão. "Esse movimento, de início apenas moderado, é oriundo dos estímulos vindos principalmente da agropecuária e do setor externo da economia. Os efeitos multiplicadores sobre os demais segmentos da economia devem vir em seguida", defendeu a entidade.
Essas mudanças nas projeções de crescimento já ocorrem sob o impacto da crise política, deflagrada em meados de maio. As delações de executivos da JBS, que colocam em xeque o governo Michel Temer, têm provocado mudanças nas estimativas para o PIB também no mercado financeiro.
A CNI manteve sua projeção para o déficit primário de 2017, em 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa para o rombo nominal passou de 8,2% para 8,8% do PIB. Com o setor público ainda pressionado, a entidade elevou sua perspectiva para a dívida bruta no fim de 2017, de 73,5% para 74,3% do PIB.
A confederação também passou a projetar um superávit comercial de US$ 58,0 bilhões para o Brasil em 2017. O desempenho é superior aos US$ 44,0 bilhões projetados no Informe Conjuntural anterior.
De acordo com a CNI, o saldo comercial será resultado de exportações de US$ 205,0 bilhões, contra importações de US$ 147,0 bilhões. Com o bom desempenho da balança comercial, a CNI reduziu sua projeção para o déficit da conta corrente do balanço de pagamentos, de US$ 26,0 bilhões para US$ 23,0 bilhões.
Estes cálculos levam em conta uma projeção para o câmbio médio em 2017 de R$ 3,24. Na divulgação anterior, a estimativa era de R$ 3,18.
A CNI advertiu, em seu Informe Conjuntural, que as incertezas políticas, o atraso no encaminhamento das reformas e o risco de o País não consolidar o ajuste fiscal são fatores que ameaçam a retomada do crescimento.
Na avaliação da entidade, "a confiança dos agentes - empresários e consumidores - foi afetada, interrompendo a tendência de recuperação, com possíveis impactos nas decisões futuras de consumo e investimentos".
A CNI citou ainda que sinalizações recentes do Banco Central apontam que o ritmo de queda da Selic (a taxa básica de juros da economia) pode ser reduzido em função do novo quadro político. "A minimização dos efeitos das turbulências sobre a agenda de reformas é crítica para a trajetória de recuperação da economia", defende a confederação.
Para a entidade, o andamento da reforma trabalhista pode ser um "ponto de inflexão". Porém, é a reforma da Previdência a "questão crítica", na visão da CNI. "A limitação imposta pela chamada "PEC do teto do gasto" é por si insuficiente para o equilíbrio fiscal, pois o Estado não dispõe de mecanismos efetivos de redução do gasto em relação ao PIB", diz a entidade. "Reformar a Previdência, que é o principal fator gerador do déficit público, é essencial para esse equilíbrio."
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia