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Porto Alegre, domingo, 09 de julho de 2017. Atualizado às 19h10.

Jornal do Comércio

Panorama

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MÚSICA

Notícia da edição impressa de 10/07/2017. Alterada em 07/07 às 17h18min

Cantora Leila Pinheiro se apresenta no Sgt. Peppers nesta quarta

Atualmente, a artista também se dedica a um novo compacto relacionado à obra de Roberto Menescal

Atualmente, a artista também se dedica a um novo compacto relacionado à obra de Roberto Menescal


POSSATO PHOTOGRAPHY/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
"Não sei viver de outra forma", descreve a cantora e pianista Leila Pinheiro, a respeito de uma agenda repleta de projetos de cunhos diferentes. Após apresentações com Amazônia Jazz Band, em Belém, e com a Clube Big Beatles, em Vitória, além dos preparativos de um novo álbum, a paraense vem a Porto Alegre para um show solo nesta semana.
A atividade acontece a partir das 21h de quarta-feira, na programação Noites Especiais, do Sgt. Peppers (Quintino Bocaiúva, 256). Ingressos podem ser adquiridos por R$ 120,00 (valor promocional, mediante a entrega de um agasalho para doação) ou R$ 220,00.
Somente ao piano e voz, Leila destaca um repertório de canções que marcaram sua trajetória artística, iniciada na década de 1980. Entre os exemplos, estão Hoje - composta em parceria com Renato Russo -, Coisas do Brasil e Verde - cuja interpretação lhe rendeu o prêmio de cantora revelação no Festival dos Festivais da Rede Globo, em 1985.
Atualmente, a artista também se dedica a um novo compacto relacionado à obra de Roberto Menescal. Há 10 anos, os dois gravaram o CD e DVD Agarradinhos, que já contemplava trabalhos do compositor - além de outras faixas. A ideia do disco é celebrar os 80 anos de vida do capixaba através de raridades que merecem mais atenção: "Quero homenageá-lo cantando e tocando o que é muito pouco conhecido entre suas quase 800 músicas, além de inéditas que ele me apresenta toda semana", adianta a intérprete, revelando o incentivo do amigo.
Conforme Leila, o projeto ainda está em fase de seleção de material. "Ainda estou garimpando as pérolas desse baú precioso e não canso de mostrar para ele, são canções que ele tem redescoberto comigo", afirma. "Não tenho pressa. Estaremos no palco muitas vezes ainda neste ano, por conta dessas comemorações", completa ela, citando shows em Brasília e São Paulo no mês de setembro. Na semana passada, a paraense até gravou participação em um DVD de Menescal, o qual conhece desde 1985. O Canal Brasil deve lançar o projeto neste ano.
Já o disco será o primeiro registro da cantora desde o EP Por onde eu for (2015), viabilizado através de financiamento coletivo. Enquanto isso, seguirá se aventurando em outros iniciativas. "Hoje (quarta-feira passada), pelo telefone, tive aula de leitura de arranjo com o maestro português Rui Carvalho, regente e arranjador da ótima Amazonas Jazz Band de Manaus", coloca ela, que, no mês que vem, dividirá palco com Orquestra Mariuccia Iacovino em Campos, no Rio de Janeiro. "Além de cantar, sou pianista, e isso abre um leque amplíssimo de possibilidades e de compreensão dos mundos diferentes por onde posso me espalhar. Sou uma intérprete que toca, e essa liberdade é o que, na verdade, me norteia", resume.
Com 37 anos de estrada e cerca de 20 álbuns de bagagem, Leila já fez turnês pela Europa, Japão e Estados Unidos. Ao longo desse percurso, esteve ao lado de nomes como Ivan Lins, fez shows com o grupo português Madredeus e se apresentou com a Jerusalem Symphony Orquestra em Jerusalém.
Se a relação da artista com ícones da música brasileira é conhecida, parcerias com expoentes recentes também não são descartadas. "Recebo muitos convites e participo de CDs e shows de artistas em começo de carreira. Já perdi a conta de quantas participações fiz e sigo fazendo", afirma ela, que também recebeu apoio em início de trajetória. Logo em seu disco de estreia, a pianista contou com o reforço de Tom Jobim, Francis Hime, João Donato e Toninho Horta, entre outros. "Agora mesmo, com Diogo Monzo, pianista raro, superjovem, gravei e fomos juntos para o palco celebrar o grande Luizinho Eça (1936-1992), que as novas gerações pouco conhecem", destaca Leila, em um exemplo que dialoga com passado e futuro.
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