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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de julho de 2017. Atualizado às 21h51.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Recuperação

Notícia da edição impressa de 13/07/2017. Alterada em 12/07 às 18h52min

Vendas de veículos registram primeiro semestre de crescimento desde 2013

Lojas de venda de automóveis voltam a atrair os consumidores brasileiros depois de um longo período de baixa procura em virtude de falta de crédito e de desemprego

Lojas de venda de automóveis voltam a atrair os consumidores brasileiros depois de um longo período de baixa procura em virtude de falta de crédito e de desemprego


ALOISIO MAURÍCIO/FOTOARENA/FOLHAPRESS/JC
As vendas de carros (automóveis e comerciais leves) cresceram 4,25% nos seis primeiros meses do ano, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), divulgados na semana passada. É a primeira vez que o setor registra um semestre de expansão de vendas desde 2013. Para o presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior, os juros mais baixos e a redução da taxa de inflação contribuíram para reverter as retrações que vinham se acumulando ao longo dos últimos quatro anos. 
"Se nós voltarmos 40 dias atrás, o índice de confiança no consumidor cresceu muito fortemente; a taxa Selic caiu, está em 10,25%, com tendência ainda de queda; e a inflação, que saiu de um patamar acima dos 10%, está abaixo da meta de 4,5%. Isso alavancou, ainda que em um patamar baixo, esse crescimento no primeiro semestre", avaliou o presidente da Fenabrave. 
No mês passado, foram emplacadas 189.229 mil unidades, contra 190.122 em maio. De acordo com a Fenabrave, o segmento de automóveis e comerciais leves deve dar fôlego ao setor em 2017. As projeções da entidade apontam para um avanço de 4,3%. Se consideradas as outras categorias (como ônibus, caminhões e motos), a expectativa é de queda, de 1,6%. As vendas de caminhões, por exemplo, recuaram 15,6% nos seis primeiros meses do ano, com 21.461 emplacadas.
Também houve recuo (7,25%) nas vendas de ônibus. Juntas, essas categorias apresentaram piora de 13,8% na comercialização de modelos. O índice de aprovação de financiamentos dos bancos ainda se mantém baixo e justifica, pelo menos em parte, os números que permanecem em patamares negativos. Segundo Assumpção, a confiança das instituições de crédito ainda não foi retomada com vigor e, mesmo com a redução da taxa Selic, a modalidade segue patinando.
"Os bancos têm um critério, por legítima defesa deles, com relação a quem tá fornecendo crédito. E essa dependência (de credito) do nosso setor é muito forte. Eu diria, basicamente, que, de cada 10 veículos que precisam ser colocados no mercado, você tem uma dependência de 60% ou mais do financiamento. O que ocorre é que nós não temos ainda uma lei de retomada do bem. De cada 10 fichas encaminhadas pra vender um veiculo, sete são recusadas", disse Assumpção. 
As vendas de veículos usados, em todas as categorias (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros), caíram 4,82% em junho, na comparação com maio. No entanto há uma alta expressiva em junho (9,82%) com relação a junho de 2016. Os emplacamentos também cresceram 8,6% no acumulado entre janeiro e junho de 2017, ante o mesmo período de 2016. 
As concessionárias (cerca de 7,2 mil existentes em todo o País), de acordo com o presidente da Fenabrave, pararam de fechar as portas, movimento que atormentou o setor ao longo do ano passado.  "Nós tivemos estabilização nesse primeiro semestre de 2017, de maneira muito positiva. Poderá ter um caso ou outro, mas não é uma epidemia", concluiu Assumpção. 
A Fenabrave, que representa as concessionárias de veículos, está mais otimista com o mercado em 2017. Novas projeções divulgadas na semana passada estimam crescimento de 4,3% na venda de automóveis e comerciais leves neste ano em relação a 2016, para 2,071 milhões de unidades, ante a expectativa anterior, de janeiro, de expansão de 2,4%. 
Por outro lado, a associação está mais pessimista em relação aos caminhões e ônibus. A nova estimativa aponta queda de 10,2% na venda dos dois segmentos, para 57,4 mil unidades. A projeção anterior, divulgada em janeiro, era de avanço de 3,15%.
Se for considerado só o mercado de caminhões, a nova previsão é de recuo de 11,5%, para 44,5 mil unidades. No caso dos ônibus, a retração deve ser de 5,5%, para 12,8 mil unidades. Na soma de todos os segmentos - automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus -, a Fenabrave espera expansão de 3,85% em 2017 ante 2016, com a venda de 2,129 milhões de unidades. As estimativas anteriores, também somadas, representavam avanço mais tímido, de 2,42%.

Exportações surpreendem e Anfavea prevê produção maior no ano

Megale elogia queda dos juros e constata descolamento da economia da crise política

Megale elogia queda dos juros e constata descolamento da economia da crise política


DANILO VERPA/DANILO VERPA/FOLHAPRESS/DIVULGAÇÃO/JC
O aumento das exportações de veículos num ritmo muito maior do que o previsto no começo deste ano fez a indústria automobilística brasileira quase que dobrar suas projeções para a produção deste ano, de acordo com dados divulgados na semana passada pela Anfavea, a entidade que representa as montadoras.
A expectativa para a produção das montadoras neste ano agora subiu para 2,61 milhões de unidades, 21,5% maior do que o volume produzido em todo o ano passado, de 2,15 milhões de veículos automotores.
Nos seis primeiros meses deste ano, os embarques de veículos brasileiros para o exterior somaram 372,5 mil unidades, um volume 57,2% maior do que o registrado no mesmo período de 2016. A projeção inicial para as vendas externas era de um incremento de alta de 7,2%, e agora pulou para um aumento de 35,6%. As exportações em valores de veículos e máquinas agrícolas somaram US$ 1,366 bilhão em junho, alta de 54,4% na comparação com junho do ano passado, mas queda de 7,1% em relação a maio. No primeiro semestre, houve crescimento de 53% sobre igual período de 2016, para US$ 7,407 bilhões
"Nós fizemos uma revisão nas nossas previsões, principalmente nas exportações, pois já estamos com 370 mil carros nesses primeiros seis meses, mostrando que a gente pode passar das 700 mil unidades neste ano", explica o presidente da Anfavea, Antonio Carlos Megale. "Devemos chegar muito próximo do recorde histórico, de 2005, quando exportamos 724 mil unidades."
De acordo com a revisão feita pela Anfavea na previsão de janeiro deste ano, o número de unidades exportadas pode saltar de 558 mil para 705 mil. Esse desempenho, combinado com uma recuperação também nas vendas domésticas, ajudou o setor a fechar o semestre no positivo. De janeiro a junho, a produção nacional de veículos (automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões) totalizou 1.263,2 mil unidades, alta de 23,3% com relação ao primeiro semestre de 2016.
No mês de junho, o volume de veículos fabricados no País cresceu 15,1% em relação ao mesmo mês de 2016. "A tendência é positiva, mas estamos longe do que conseguimos em 2007 e 2008", reconheceu Megale. As vendas totais no mercado interno até junho atingiram 1,26 milhão de unidades, avanço de 23,3% sobre o mesmo período do ano passado. Em junho, foram comercializados 212,3 mil veículos no País, 15,1% a mais que foi comercializado no mesmo mês do ano passado.
A venda de veículos usados também cresceu 10,71% em junho deste ano ante igual mês do ano passado, para 952,4 mil unidades. O dado considera automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. No acumulado de janeiro a junho, o mercado de usados avançou 9,78%, para 5,258 milhões de unidades, em comparação com igual período de 2016.
Questionado sobre a permanência do presidente Michel Temer no cargo e sobre a influência da crise política na economia do País, Megale pontuou que política e economia têm trilhado caminhos diferentes. "A Anfavea é uma entidade apolítica, e nós queremos estabilidade. Percebemos um descolamento entre economia e política."
Para Megale, a queda da taxa básica de juros (Selic) está seguindo em uma velocidade importante. Segundo ele, os empresários do setor esperam uma redução de, pelo menos, 0,75% na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária, do Banco Central), "o que já traria a taxa abaixo dos 10%, com uma expectativa de chegar a 8% ou 8,5% no fim do ano", afirmou.

Produção de veículos cresceu 15,1% em junho

Recuperação do setor começou, mas montadoras e concessionárias ainda mantêm cautela com o futuro

Recuperação do setor começou, mas montadoras e concessionárias ainda mantêm cautela com o futuro


VOLKSWAGEN/VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO/JC
A produção de veículos no Brasil cresceu 15,1% no mês passado em relação ao mesmo mês de 2016, informou, na semana passada, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Foram 212,2 mil unidades fabricadas, em soma que considera automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Contudo o volume, se comparado a maio, representa queda de 15,4%.
Com os resultados, o primeiro semestre deste ano terminou com a produção de 1,263 milhão de unidades, um crescimento de 23,3% em relação ao mesmo período de 2016. Por segmento, os automóveis e comerciais leves, juntos, somaram 203,2 mil unidades produzidas em junho, avanço de 14,8% em relação a junho do ano passado, mas retração de 15,7% ante o volume do mês anterior. No acumulado do ano, de janeiro a junho, a expansão é de 23,7%, para 1,217 milhão de unidades.
Entre os pesados, foram 6,8 mil caminhões produzidos em junho, crescimento de 22% ante igual mês de 2016, mas retração de 10,3% sobre o volume de maio. O segmento acumula expansão de 15,3% no primeiro semestre, com a produção de 36 mil unidades.
No caso dos ônibus, as montadoras produziram 2,2 mil unidades em junho, avanço de 22,6% sobre o resultado de igual mês do ano passado e de 4,9% em relação a maio. No ano, o segmento acumula expansão de 7,9%, para 9,9 mil unidades.
Apesar da alta na produção, as demissões continuam nas montadoras. Só em junho, 340 vagas de emprego foram eliminadas. Considerando os últimos 12 meses, são 6.362 vagas a menos. Com isso, a indústria conta com 121.599 funcionários, recuo de 5% em relação a junho de 2016.
As exportações em valores de veículos e máquinas agrícolas somaram US$ 1,366 bilhão em junho, alta de 54,4% na comparação com junho do ano passado, mas queda de 7,1% em relação a maio. No primeiro semestre, houve crescimento de 53% sobre igual período de 2016, para
US$ 7,407 bilhões.
No sexto mês do ano, foram exportadas 66 mil unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, o que representa expansão de 40,9% na comparação com junho do ano passado, mas queda de 9,3% ante maio. No acumulado do ano, houve avanço de 57,2% sobre igual período de 2016, para 372,5 mil unidades.

Venda diária a pessoa física tem primeira alta desde janeiro de 2014

A média diária nas vendas de veículos leves para o consumidor brasileiro pessoa física, durante junho, cresceu 9,3% em relação a junho do ano passado, para 5,1 mil unidades a partir de dados divulgados durante a semana passada pela Fenabrave, associação que representa as concessionárias de veículos. Trata-se do primeiro crescimento nesse tipo de comparação desde janeiro de 2014.
O mercado de veículos já vinha dando alguns sinais de reação em 2017. No entanto, nos dois meses em que apresentou crescimento neste ano, em comparações interanuais, em março e maio, os resultados foram impulsionados por vendas para clientes pessoa jurídica, como locadores de veículos, produtores rurais e frotistas em geral.
Esta é a primeira vez em mais de três anos, portanto, que os dois tipos de venda, para pessoa física e para pessoa jurídica, registram expansão na média diária. Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., a tendência é de que, no segundo semestre, as vendas para pessoa física voltem a ganhar importância.
"Já estamos vendo uma maior presença de pessoas nas concessionárias e uma maior visitação aos nossos show rooms", disse o executivo. Assumpção também espera que haja uma melhora no financiamento dos automóveis, com uma liberação de maior volume de crédito por parte dos bancos. "A procura do consumidor por crédito aumentou, mas o nível de aprovação continua de três para cada 10 pedidos", afirmou.
O fechamento de concessionárias de veículos no Brasil estancou em 2017, depois de anos de contração, afirmou Assumpção. "Poderá ter um caso ou outro, mas não é uma epidemia", disse o executivo.
Durante os dois primeiros anos de crise econômica no País, 2015 e 2016, o segmento passou a contar com 1.308 lojas a menos, o que resultou na perda de 170,9 mil postos de trabalho. "Nós tivemos uma estabilização no primeiro semestre de 2017 e podemos dizer que o fechamento de lojas foi estancado", afirmou o executivo.
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