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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de julho de 2017. Atualizado às 21h51.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Opinião

Notícia da edição impressa de 13/07/2017. Alterada em 12/07 às 18h58min

Os robôs são ofuturo, mas mantenha a calma!

Bruno Torres
Desde a Revolução Industrial - entre os anos de 1760 e 1830 -, a sociedade questiona a relação entre máquinas e a força humana. Durante algumas décadas, a discussão ocorreu sobre como seria a utilização e a adaptação sobre elas, entretanto, com a evolução tecnológica, a discussão ficou mais aprofundada e, com isso, começaram a ganhar força as conversas sobre robotização e o impacto dentro da sociedade, onde a tendência é ganhar em produtividade e economia.
Essa é uma nova revolução! Tão importante como a primeira, ela possui novas possibilidades, já que os mercados evoluíram e a tecnologia todos os dias apresenta algo novo para nós. Uma das discussões sobre esse novo momento é se haverá uma substituição massiva de pessoas por máquinas e podemos dizer: fiquem calmos, os robôs são benéficos para todos. Isso significa que iremos ganhar mais agilidade, economia e conquistar melhores resultados.
Precisamos nos desprender do pensamento de substituição, de que as máquinas irão dominar os humanos e tudo mais dos filmes de ficção científica. Precisamos aceitar que as máquinas corrigem erros e potencializam a qualidade humana, desta forma conseguiríamos nos focar nas coisas que realmente deveríamos, isso significa que conseguimos multiplicar os números positivos de forma muito forte.
O motorista de caminhão, por exemplo, é uma profissão que possui 76% de chance de ser substituída por robôs - segundo o site americano Will Robot Shake My Job -, mas isso pode não ser uma verdade concreta. Essa projeção cai por terra quando pensamos que esse profissional pode se especializar, evoluir profissionalmente e dominar as máquinas para que o mercado de transporte seja mais efetivo e otimizado. Seria a mescla da experiência da estrada com toda a segurança que a "perfeição" das máquinas possuem, isso quer dizer que o número de acidentes iria diminuir, que os profissionais não iriam possuir uma jornada excessiva de trabalho e afins.
Isso reverteria, neste caso, a diminuição de potenciais profissionais da área, já que muitos não escolhem ser um profissional das estradas por medo de sinistros ou acidentes. Imagine que uma profissão com altos riscos se tornaria algo incrivelmente seguro, potencializando a qualidade dos profissionais e da cadeia como um todo.
Essas mudanças tendem a impulsionar a qualificação profissional dentro de diversas áreas, o que cria um ciclo positivo que afasta qualquer medo de "substituição", já que o valor de um colaborador repleto de qualificações é incalculável perto da programação de algum maquinário.
Os dois lados possuem uma sintonia, e isso significa que o momento é de adaptação, de preparação para ser ainda qualificado, mais estratégico, já que as robôs irão precisar de alguém que os programem, refinem e controlem.
Diretor de Marketing da CargoX, a primeira transportadora do Brasil sem frota própria, que opera por aplicativo próprio uma rede de mais de 100 mil motoristas autônomos

Grupo Itapemirim assume controle acionário da Passaredo Linhas Aéreas

Aérea regional opera com oito aeronaves e atende a 20 destinos; oito deles, capitais

Aérea regional opera com oito aeronaves e atende a 20 destinos; oito deles, capitais


FERNANDO BATTISTETTI/FERNANDO BATTISTETTI/DIVULGAÇÃO/JC
A Passaredo Linhas Aéreas, uma das principais companhias de aviação regional do País, firmou contrato de transferência do controle de seu capital para os empresários Sidnei Piva de Jesus e Camila Valdívia, do Grupo Itapemirim, companhia do setor de transporte rodoviário de cargas e de passageiros. O valor do negócio não foi informado, e também não foi revelado se o acordo depende de algum tipo de aval da Justiça e apenas "do cumprimento de condições suspensivas". A Passaredo e a Viação Itapemirim, enfrentam processos de recuperação judicial.
É o segundo negócio de Piva no setor de transportes em 2016 e em condições semelhantes. Mesmo em recuperação judicial, a Itapemirim foi comprada pelo grupo comandado por Piva da família Cola, em fevereiro. "O fechamento da negociação aguarda o cumprimento de condições suspensivas. Durante esse período, estimado em 60 dias, a gestão da Passaredo será realizada de forma compartilhada. Piva assume o comando executivo da empresa", informaram as companhias.
Segundo o documento, "a estratégia de negócio com a Passaredo será realizar a integração intermodal entre as empresas, aperfeiçoando o atendimento a mercados regionais de pequeno e médio porte com ligações aos grandes centros, popularizando o acesso do transporte aéreo ao interior do Brasil, como ocorreu com a história da Itapemirim", disse uma nota conjunta.
De acordo com as informações, a Itapemirim pretende "crescer não só no transporte de passageiros, mas também em cargas"; e prevê incorporar, até o final de 2018, 20 aeronaves à frota da Passaredo, atualmente com sete aviões ATR-72, e chegar a 80 destinos aéreos no interior do País. "Por sua vez, a integração entre as malhas aérea e terrestre atingirá cerca de 2.500 cidades do Brasil."
Piva informou que "a qualidade técnica e operacional da companhia" foi um dos pontos que o levaram a realizar a operação. "A Passaredo está pronta para receber investimentos e crescer. A própria operação gerará resultado para a liquidação das obrigações do passado", informou. Para o atual controlador da Passaredo, José Luiz Felício Filho, "a chegada dos investimentos proporcionará fôlego extra para que a Passaredo siga seu plano de voo, que é ser uma transportadora aérea regional com atuação em todo o território nacional". Os acordos de "codeshare" e "interline" firmados pela Passaredo com companhias como TAM e Gol serão mantidos.
Com sede em Ribeirão Preto, a Passaredo iniciou sua operação em 1995, possui 700 funcionários e transportou mais de 800 mil passageiros em 2016. A companhia opera em 20 cidades de nove estados brasileiros. Em 2012, ajuizou processo de recuperação judicial, que foi aprovado e está sendo cumprido. O Grupo Itapemirim é formado pela Viação Itapemirim, também em recuperação judicial. Fundada em 1953 pela família de Cachoeiro do Itapemirim (ES), a Itapemirim possui mais mil agências próprias espalhadas por todo Brasil, está presente em 22 estados, e transportou 9,8 milhões de passageiros em 2016, com uma frota de 1.200 ônibus.
 

Ministério do Planejamento quer extinção da Infraero até 2018


ANEAA/DIVULGAÇÃO/JC
A reestruturação da Infraero, a estatal que administra aeroportos, deve ser definida nesta semana e, segundo o secretário de Aviação Civil, Dario Rais Lopes, até o momento, só há consenso sobre a venda de sua participação nos cinco aeroportos privatizados.
Em entrevista, o secretário da Aviação Civil não quis comentar as controvérsias entre os ministérios do Transportes e do Planejamento sobre o destino da Infraero. Pessoas que participam das conversas afirmam que a área econômica quer a privatização dos 56 aeroportos da estatal até 2018. A venda seria feita em blocos, combinando aeroportos lucrativos com outros menores e deficitários.
Para viabilizar a venda dos 56 aeroportos, o Planejamento quer obrigar as futuras concessionárias a absorver a maior parte dos funcionários da Infraero. Isso reforçaria o caixa da União para resolver o aperto orçamentário diante da queda de arrecadação, que pode comprometer o cumprimento da meta de déficit de R$ 139 bilhões neste ano.
"O segundo semestre de 2018 é um período eleitoral, temos apenas um ano para trabalhar", disse Lopes. Segundo o secretário, o Ministério dos Transportes defende o enxugamento da estatal, que continuaria administrando uma rede menor de aeroportos. "Depois da venda da participação da Infraero nos aeroportos privatizados, nosso plano é preparar uma nova rodada de concessões, sem a estatal." Atualmente, a Infraero tem 49% de participação nos aeroportos do Galeão (RJ), de Confins (MG), de Brasília (DF), de Natal (RN) e de Viracopos (SP). Problemas de caixa da estatal e das empreiteiras que administram esses aeroportos levaram a um atraso no pagamento de outorgas.
 
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