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Porto Alegre, domingo, 06 de agosto de 2017. Atualizado às 18h40.

Jornal do Comércio

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finanças

Notícia da edição impressa de 07/08/2017. Alterada em 04/08 às 18h46min

Uso de cartão é desigual no País

No Rio Grande do Sul, existem 33,9 máquinas por mil habitantes, informa a consultoria Boanerges e Cia

No Rio Grande do Sul, existem 33,9 máquinas por mil habitantes, informa a consultoria Boanerges e Cia


/MARCO QUINTANA/JC
Se você se desacostumou de levar dinheiro na carteira, é bem provável que more numa região de renda mais alta. Estados com maior renda per capita são também aqueles com o maior número de maquininhas de cartões, mostra estudo da consultoria especializada em varejo financeiro Boanerges e Cia.
A diferença entre as regiões é grande. Em lugares como o Distrito Federal, com 37,9 maquininhas por mil habitantes, São Paulo (37,5) e Rio Grande do Sul (33,9), os números se aproximam da média de países desenvolvidos como o Canadá (36,3) e a Austrália (40), de acordo com a consultoria.
No outro extremo, o Maranhão, estado com a menor renda per capita do País, tem também a menor cobertura de cartões (7,7 maquininhas por mil habitantes), seguido pelo Piauí (9). O nível é próximo ao do México e da África do Sul.
O maior atendimento bancário nas regiões mais ricas e o consumo mais alto explicam a diferença observada. Os custos que envolvem a aceitação de cartão, como o aluguel da máquina e a taxa paga pelo lojista à credenciadora de cartão a cada compra realizada, também são barreiras à popularização do meio eletrônico de pagamento.
Vitor França, responsável pelo estudo, lembra que as vantagens do acesso maior aos cartões vão da segurança de não precisar carregar dinheiro à redução dos custos com a emissão da moeda. O uso do plástico facilita a fiscalização do comércio, o que reduz a sonegação e eleva a arrecadação.
Segundo França, uma maior competição poderia estimular a expansão dessa cobertura em um setor que hoje é dominado por Cielo, credenciadora do Bradesco e do Banco do Brasil, Rede, do Itaú, e GetNet, do Santander.
A cada compra com cartão, o lojista paga uma taxa - chamada taxa de desconto - à credenciadora do cartão, ou seja, a dona da maquininha. Uma concorrência maior, diz França, poderia reduzir essa taxa, ajudando a espalhar mais maquininhas por regiões menos favorecidas. Por outro lado, mudança recente na cobrança do ISS (Imposto sobre Serviços), cuja alíquota agora tem um piso de 2%, poderá elevar custos que serão repassados aos lojistas, dificultando a cobertura em áreas mais pobres.
Embora o número de maquininhas tenha caído no ano passado, pela primeira vez desde 2008, o volume de compras com cartões de crédito e débito aumentou. O total de compras atingiu 27,5% do consumo das famílias em 2016, ante 27,1% em 2015.
O fim da exclusividade entre algumas bandeiras e maquininhas, como Elo e Cielo, acabou com a necessidade de ter várias máquinas para aceitar vários cartões e explica a aparente contradição.
 
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