Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 09 de julho de 2017. Atualizado às 19h10.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

COMENTAR | CORRIGIR

OPINIÃO

Notícia da edição impressa de 10/07/2017. Alterada em 07/07 às 18h34min

Controlando a mesada dos filhos com os pagamentos móveis

Marcos Abellón

Marcos Abellón


CONECTE COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO/JC
Marcos Abellón
Nos últimos anos, vimos uma rápida evolução no modo como as pessoas se comunicam. Agora, estamos começando a presenciar mudanças radicais no modo como as pessoas pagam suas contas. Com os smartphones e acesso à Internet em quase todos os lugares, os pagamentos móveis são uma realidade cada vez mais próxima. Agora, algo que talvez você ainda não tenha pensado, é como essa tendência irá afetar positivamente o relacionamento da sua família com as finanças.
Em uma rápida busca nas lojas de aplicativos dos diversos sistemas operacionais, já encontramos vários apps para controle financeiro. São como um caderninho, no qual você vai anotando seus ganhos e gastos para, no fim do mês, descobrir onde mais gastou e conseguir fazer um plano para economizar a partir desses dados. Temos também alguns apps que ajudam a controlar a mesada das crianças, ensinando educação financeira desde pequeno. Além, é claro, dos aplicativos específicos de bancos e operadoras de cartões de crédito.
Isso é apenas uma demonstração de como a tecnologia e a área financeira já estão profundamente interligados. Dificilmente você encontra, hoje, alguém que só pague contas no dinheiro ou cheque. E, em um futuro breve, as pessoas vão diminuir o uso do cartão de crédito para utilizar as carteiras virtuais.
Essa nova modalidade de pagamentos possibilita que as pessoas saiam de casa levando apenas o seu smartphone e traz uma série de vantagens para usuários e comerciantes. Entre elas, está a utilização dos pagamentos móveis como uma forma de ajudar pais e responsáveis a controlarem a mesada dos seus filhos.
Com a carteira virtual, será possível agendar mensalmente a liberação de um valor da carteira principal, dos pais, para carteiras secundárias, dos filhos. Como as duas carteiras são atreladas uma a outra, os pais conseguem saber em 100% do tempo quanto dinheiro os filhos ainda têm. Na hora de sair para bares e restaurantes com os amigos, por exemplo, os jovens terão todos os seus gastos anotados automaticamente nessas carteiras. Os pais conseguirão consultar onde os filhos estiveram e como gastaram seu dinheiro. Com essas informações, é possível conversar com eles e orientá-los sobre as melhores práticas financeiras.
A carteira virtual garante muita facilidade também dentro dos estabelecimentos. Ambientes que utilizam a tecnologia como um benefício a mais já conseguem atrair com mais facilidade o público jovem. As novas gerações não têm medo da tecnologia e sentem-se muito mais a vontade com menus em tablets, máquina de autoatendimento, mesas inteligentes etc. Na hora de fazer pedidos e acertar as contas, eles adorariam poder fazer isso sozinhos, sem sair da mesa. Apps integrados de pagamentos digitais com os sistemas dos estabelecimentos podem unir a função do cardápio com o pagamento da conta, dividir automaticamente quanto cada pessoa está devendo, fechar a conta quando o fim do atendimento for sinalizado e já descontar o valor consumido da sua carteira, de forma segura e simplificada.
Em casa, os pais podem utilizar essas informações para verificar o consumo dos filhos e entender para onde está indo o dinheiro da mesada. É saudável que jovens e adolescentes queiram sair com seus amigos para se divertir, mas melhor ainda é quando isso ocorre com o total conhecimento dos pais.
Já vi cenas de jovens que descobriram estar sem dinheiro ou cartão de crédito na hora de pagar uma conta e precisaram recorrer aos pais para irem lá socorrê-los. Com os pagamentos móveis, isso não vai mais ocorrer. Se eles gastarem uma quantidade maior do que a disponível na sua carteira digital, eles podem entrar em contato com os pais para liberarem um valor emergencial. Por ser tudo on-line, os pais podem fazer a liberação de onde estiverem. E claro, podem já questionar o porquê desse gasto extra. Mais um ponto para a educação financeira.
O uso de pagamentos feitos via smartphone é um caminho que, certamente, não tem mais volta. Enquanto as pessoas mais velhas podem apresentar alguma dificuldade para se acostumar com a nova tecnologia, as crianças e adolescentes terão esse tipo de procedimento como algo rotineiro. Por isso, é tão importante já incluir esse tipo de transação na rotina familiar e ensinar os mais novos a usar seu dinheiro com sabedoria.
O controle mais próximo dos pais pode ser visto como algo desagradável por alguns filhos, mas sua facilidade e a possibilidade de ensinar os mais novos a utilizar sua renda com mais sabedoria certamente compensa. E essa relação ainda irá evoluir muito, acompanhando as inovações tecnológicas. Tenho certeza de que pais e filhos ainda terão muito a aprender.
Diretor-geral da W5 Solutions

Behavioral Marketing: muito além de mandar e-mails

Daniel Galvão
De uns tempos para cá muito se falou sobre o uso do e-mail marketing como forma estratégica de atração de clientes. A proposta era trazer o consumidor através de uma comunicação interessante que o impactasse constantemente. As primeiras peças de comunicação falariam do mais geral até o mais específico, conforme o afunilamento do interesse do cliente. Basicamente os primeiros contatos eram genéricos, o famoso "tiro no escuro", e o afunilamento era dado através dos cliques e respostas de interesse, mas sempre considerando o cliente por uma única característica, seu interesse em ver mais do conteúdo divulgado.
O princípio é semelhante ao da propaganda tradicional que desperta interesse e vai reimpactando o consumidor até ele ir atrás do produto ou serviço. Entretanto, o e-mail buscava provocar uma ação de resposta facilitada para a empresa. O caso é que isso logo deixou de funcionar bem, já que o trabalho genérico, e que considerava poucos aspectos do consumidor como indivíduo, acabava trabalhando com pouca informação, e acabava gerando mais chateação do que interesse no cliente potencial. Com o tempo o e-mail marketing acabava trabalhando contra a campanha e não a favor.
Para reverter esse quadro, aprimorando as estratégias de marketing, vários novos modelos foram criadas e um deles é justamente a do Behavioral Marketing, ou marketing comportamental. Ele nada mais é do que uma técnica de estratégia de vendas que tem como objetivo entender como o seu público alvo se comporta e, a partir disso, direcionar as ações de vendas para garantir um maior número de fechamentos. É basicamente pegar o que o a campanha já fazia, mas inserir cada ação em um contexto muito mais povoado de informação sobre o público alvo.
Essa informação permite manobrar a estratégia para casos mais específicos. A ideia de Behavioral Marketing é replicar para o comportamento e progressão da estratégia de marketing, o comportamento observado no cliente potencial. Essa estratégia ainda pode transitar sobre ações de e-mail marketing, porém ela considera deixar de lado o ataque massivo na comunicação, priorizando detalhes que dialogam diretamente com um determinado público. O estudo do comportamento vem antes, e não durante a ação de marketing. Isso permite estar alinhado com aquele momento do consumidor de forma mais eficiente que uma pesquisa de mercado ou uma análise ao longo de campanhas, onde se corre riscos de o cliente mudar seu comportamento e também se gastar demais aprendendo sobre ele.
Tudo começa na "dor" do cliente. É preciso entender o que leva o cliente a procurar ou querer aquele produto, e a partir disso focar a comunicação para relacionar a procura com os atributos do produto ou serviço. Com análises e estudos de comportamento nos sites, meios e mensagens trabalhadas é possível identificar isso, inclusive esse é um dos pontos chave do trabalho que construímos na CRP Mango ao longo dos anos.
A proposta é realmente rastrear o comportamento do consumidor, saber o que ele procura, o que andou pesquisando e até mesmo comprado. Isso permite entender a dinâmica do cliente e criar comunicações personalizadas para se ofertar algo com maior probabilidade de venda. O aumento da conversão só é possível dessa forma hoje em dia, principalmente porque o público já ficou anestesiado com ações massivas. Converter virou sinônimo de atender a uma demanda real, e cada vez menos, de criar uma demanda e depois supri-la.
A informação deve se tornar cada vez mais certeira, não só através de e-mails, mas de outras estratégias de remarketing, como nas redes sociais. As vantagens do BM passam por conhecer bem seu target, mas não se limitam a isso. Com a facilidade para mensurar as ações, campanhas rendem mais, impedem desperdício de investimento e ampliam o ROI. Isso é perceptível pelo aumento de cliques em anúncios, por exemplo. O mais interessante é que isso não se aplica apenas a grandes empresas, mas a qualquer tipo de empresa, de qualquer ramo.
Não existe caminho fácil. Mesmo conhecendo os nichos, a empresa sempre terá que entender onde ela se encaixa, e onde sue cliente está. O BM permite isso e é por isso que funciona tão bem. Apesar disso, é uma ferramenta que demanda muito trabalho e pensamento estratégico. Ser assertivo é se basear em conhecimento real, e na interpretação desse conhecimento.
Especialista em marketing digital e Diretor da CRP Mango
 

Parcerias além do ROI

Vejo muitos executivos avaliarem as parcerias de negócio pelo ângulo do ROI, retorno sobre investimento. Negociações, que poderiam ser formalizadas por meio de uma análise simples feita no papel de pão, duram meses. Tudo isso, por conta dos números, do ROI. E tudo bem que seja assim.
Mas, os resultados, os quais não podem ser mensurados, também devem ser avaliados, como os que estão relacionados à marca: exposição positiva, reputação, indicação. O valor que uma empresa parceira pode adicionar a uma outra companhia não pode ser calculado matematicamente antes da parceria iniciar. O resultado pode ser identificado, mas repito: não na calculadora, no primeiro momento.
Há um outro ponto importante entre as parcerias: o aprendizado. O contato com uma empresa que tem sinergia com o seu negócio pode gerar muitas ideias. Um grande executivo de sucesso, certa vez, me falou: “Pense grande, comece pequeno e cresça rapidamente”. De uma reunião sobre uma parceria para o produto X podem surgir outras oportunidades.
Sabe aquele segmento de mercado que você está de olho, mas ainda não tem uma solução completa para entrar nele com tudo? Uma empresa parceira pode ter a receita. Pode ajudar o seu negócio a chegar lá.
Os números e as palavras, quando analisados isoladamente, são apenas números e palavras. Meu saudoso pai me dizia: “O conhecimento de nada te vale se não for passado a diante”. E aí que está o X das parcerias. Empresas trocando conhecimento. Empresas se dando a oportunidade de conhecer o novo. De fazer diferente.
 
Pense nisso. Sua companhia tem um produto revolucionário, mas que precisa de algumas funcionalidades para atingir o mercado desejado? Então, abra as suas portas para as empresas parceiras. Ou vá ao mercado e veja quais soluções poderiam agregar o seu portfólio.
Tudo bem, pode levar a calculadora para a reunião, mas não se esqueça de que alguns resultados não podem ser resumidos à matemática. Ah, leve também seu Certificado Digital. Você vai precisar dele para assinar digitalmente e formalizar o acordo.
Ana Flávia Corujo, gerente de Alianças Estratégicas na Certisign
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia