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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de junho de 2017. Atualizado às 00h07.

Jornal do Comércio

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Segurança

Notícia da edição impressa de 21/06/2017. Alterada em 20/06 às 21h57min

'É preciso investir em tecnologia para integrar polícias', diz Carlos Alberto do Santos Cruz

Igor Natusch
É preciso "dar um salto" no uso de soluções em tecnologia ligadas à segurança pública no Brasil, ou as polícias seguirão enfrentando grandes dificuldades para combater o crime organizado. A declaração de Carlos Alberto do Santos Cruz, secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, resume as preocupações apresentadas ontem, na abertura do 7º Fórum Nacional de Tecnologia e Inovação da Segurança Pública, que termina hoje, em Porto Alegre.
A defasagem na capacidade de atuação das polícias reflete não apenas em "índices extremamente altos de violência", na visão de Cruz, mas em uma certa "anestesia" da sociedade. "Chegamos a um ponto em que se convive com essa situação crítica, na qual esses índices deixam de ser algo tão alarmante", lamentou. Para ele, a principal urgência é potencializar a integração entre diferentes setores, como forma de agilizar medidas e antecipar ações criminosas.
O evento, que ocorre no Hotel Plaza São Rafael, discute temas como a busca de novas tecnologias para gestão do sistema penitenciário e o videomonitoramento de ações policiais. A inteligência móvel, que permite acesso em tempo real a dados críticos e sistemas seguros para comunicação entre dispositivos, e o uso de redes 4G para agilizar procedimentos de radiocomunicação também estão incluídos nos debates. Participam do evento gestores em segurança pública de todo o País, além de expositores e especialistas do segmento. Em paralelo, ocorreu uma reunião entre comandantes-gerais de Polícia Civil e dirigentes de perícia, com a presença do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen.
Também presente à abertura do evento, o secretário estadual de Segurança Pública, Cezar Schirmer, reforçou a impressão de que o Brasil ainda está "muito aquém do necessário" em novas tecnologias relacionadas ao tema da segurança pública. "A capacidade de inovação é a melhor forma de suprir carências materiais e financeiras. Mas isso tem um custo elevado. Investimos em câmeras e cercamento eletrônico, mas continuamos precisando do apoio dos municípios, das microrregiões e do governo federal para progredir", acentua.
Outra possível aplicação de novos modelos integrados de segurança é referente ao controle de fronteiras. O tema se encontra em destaque, já que é estratégico no combate ao tráfico de drogas em solo brasileiro. "A fronteira do Rio Grande do Sul é grande, e o que não é estrada, é fazenda", afirmou o governador do Estado, José Ivo Sartori. "Sem o apoio de uma política nacional de fronteiras, não vamos impedir a entrada e saída de drogas (do País)."
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