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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de julho de 2017. Atualizado às 21h42.

Jornal do Comércio

Dia do Comércio 2017

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Franquias

Alterada em 13/07 às 14h39min

Setor de franquias mostra crescimento em meio à crise

Para Fabiana, bom desempenho deve-se ao planejamento estratégico

Para Fabiana, bom desempenho deve-se ao planejamento estratégico


ABF/DIVULGAÇÃO/JC
Mesmo em meio à instabilidade econômica dos últimos anos, o setor de franquias não deixou de apresentar resultados positivos no período, incluindo os primeiros meses de 2017. Conforme a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o crescimento verificado em nível nacional durante o ano passado foi de 8,3%, e índices como faturamento, número de unidades e total de empregos gerados vêm aumentando - embora com intensidade variável - desde 2012. No primeiro trimestre deste ano, por exemplo, a receita cresceu nominalmente 9,4%, na comparação com o mesmo período do ano passado.
A região Sul tem destaque nesse cenário, com elevação de 5% no faturamento e de 2,6% no número de redes em 2016. Com quase 20 mil unidades ao todo no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a região representa 14% do mercado nacional, com 17,3% das redes do País - entre elas, O Boticário, apontada como a maior em número de unidades no Brasil.
Uma das explicações para o bom desempenho das franquias é o planejamento estratégico, na opinião da diretora da regional sul da ABF, Fabiana Estrela. "Temos a agenda do agora e a agenda do futuro. Esse redesenho tem que ser constantemente revisitado. O empresariado vinha prevendo essa crise. Em franquias, é preciso buscar instrumentos de análise e enxergar com antecedência, porque (o franqueador) vai orientar toda uma rede", explica a empresária.
Entre as estratégias das lojas para aumentar a produtividade e reduzir os custos, por exemplo, estão medidas como adotar iluminação de LED, mais econômica, e reduzir pontos de venda, além de buscar soluções em parceria com os fornecedores. Tudo isso em um espírito de adaptação aos tempos de austeridade. "É economia de guerra, por isso conseguimos o resultado que conseguimos. Precisamos estar todos vivos e mais fortes quando isso (a crise econômica) passar", afirma Fabiana.
Outro fator que contribuiu para o crescimento das franquias no País está curiosamente associado ao aumento do desemprego: não foram poucas pessoas que, ao perder o trabalho, decidiram montar seus próprios negócios. "O Brasil tem veia empreendedora. Quando a economia está boa, também é assim. E o franchising é um atalho, não é preciso começar o negócio do zero", observa Fabiana.
O movimento de abertura e fechamento de lojas também foi positivo no início deste ano, de acordo com os dados da ABF. O levantamento da entidade apontou que, no primeiro trimestre, o número de novas unidades abertas foi de 2,3% do total, enquanto foram fechadas apenas 1,0%. Ao todo, são mais de 142 mil unidades de franquias registradas no País. "O saldo deste ano está positivo, e o do ano passado também foi. Sempre há lojas que fecham, por inúmeras razões", explica Fabiana. "Quem não sobreviveu não é por ser pior ou melhor do que os outros. Alguns não tiveram condições financeiras de superar esse momento. Nem todos estavam preparados. Às vezes, um negócio já está no limite, mas roda bem com um mercado aquecido. A crise destapa muita coisa", diz.
A austeridade econômica poderá representar também uma mudança de fase para o franchising no Brasil, apontando para um momento em que franqueadores com experiência realmente consolidada no mercado terão mais destaque. "Na crise, tudo fica muito claro, os negócios inconsistentes quebram primeiro", ressalta o consultor Marcus Rizzo, especialista em franchising. "É momento mais seletivo. As pessoas estão mais conscientes e cuidadosas sobre onde vão investir. A crise leva a isso. Obrigatoriamente, isso purifica os franqueadores, tirando os que não têm proposta viável para oferecer", analisa Rizzo.

Rede premiada aposta em novos modelos de negócio

Fabiane ressalta faturamento da Make Up Reparação Automotiva
Fabiane ressalta faturamento da Make Up Reparação Automotiva
MAKE UP/DIVULGAÇÃO/JC
Com 22 anos de atividade, a empresa gaúcha Make Up Reparação Automotiva conquistou, em junho, uma distinção importante no mercado brasileiro. Pelo quinto ano consecutivo, a marca figurou entre as redes contempladas com a cotação de cinco estrelas no prêmio Melhores Franquias do Brasil, da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
Foram avaliadas empresas de todo o País, em quesitos como qualidade (valor da marca e investimento em marketing), desempenho (performance financeira) e satisfação do franqueado. "É superimportante, é um desafio e uma injeção de ânimo", comemora a diretora executiva da Make Up, Fabiane Nunes.
Fabiane celebra também o faturamento crescente da empresa nos últimos anos - passou de R$ 33,5 milhões em 2015 para
R$ 39 milhões no ano passado, com previsão de R$ 44,85 milhões em 2017. Um dos fatores decisivos para esse desempenho está associado à queda nas vendas de automóveis novos. "A reparação automotiva não foi atingida. Já havia um bom estoque de carros nas ruas, e as pessoas procuram mantê-los bem, porque não vão trocar. E embora tenha caído a renda dos seguros, os acidentes não diminuíram", destaca a diretora.
Com duas unidades próprias e 24 franqueadas, espalhadas pelos três estados da Região Sul, a Make Up também teve de se adaptar à instabilidade econômica, inclusive criando novas modalidades de negócio. "Nos dois últimos anos, buscamos melhorar a operação e enxugar custos. Também criamos modelos de franquia com menor investimento, na faixa de R$ 190 mil a R$ 380 mil. Já frente à crise, temos muita procura nessa faixa. O modelo original era cerca de R$ 480 mil. Esse modelo menor foi criado para dar velocidade de crescimento", relata Fabiane, lembrando que a marca se abriu para as franquias em 2005.
O aperfeiçoamento do mecanismo de seleção de novos franqueados também é uma preocupação constante dentro da rede. "Há muitas pessoas que saíram das empresas e querem investir. Boa parte do mercado hoje é de executivos em transição de carreira, ou mesmo colocados, que querem empreender. Esses são os que preferimos", explica Fabiane. Segundo ela, as 10 etapas do processo de avaliação consomem, em média, um período entre dois e três meses: "Começamos com uma entrevista e fazemos uma avaliação de perfil de competências. São no mínimo três conversas bem profundas (com os candidatos), também para alinhamento de expectativas. Preferimos acertar no perfil do que aprovar só pela capacidade de investimento".
 
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