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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de julho de 2017. Atualizado às 21h42.

Jornal do Comércio

Dia do Comércio 2017

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Notícia da edição impressa de 14/07/2017. Alterada em 13/07 às 20h40min

Fecomércio promove defesa das reformas

Expectativa é dar às entidades melhores condições de exercer efetivamente a representatividade, diz Bohn

Expectativa é dar às entidades melhores condições de exercer efetivamente a representatividade, diz Bohn


JOÃO ALVES/DIVULGAÇÃO/JC
A conjuntura de retração econômica - que trouxe desemprego e dificuldades de crédito para os empreendedores, especialmente aqueles das micro e pequenas empresas - desembocou em um cenário desfavorável para o comércio e para os mercados de serviços e turismo em 2017. A partir dessa avaliação, a Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) vem intensificando as ações voltadas à qualificação das entidades filiadas e à defesa das principais bandeiras do setor - entre elas, as reformas trabalhista, previdenciária e tributária, defendidas como essenciais para o futuro econômico do País.
Neste ano, as perspectivas dessas três reformas são o tema principal de um dos principais projetos da federação: o ciclo de eventos Giro Pelo Rio Grande, em que especialistas vão ao interior do Estado para apresentar informações e debater com as lideranças empresariais locais (veja nesta página).
O presidente da Fecomércio, Luiz Carlos Bohn, ressalta a necessidade de os empresários e seus representantes estarem atentos aos detalhes das propostas em tramitação, citando como exemplo a questão tributária, tema de discussão no Congresso Nacional. "Defendemos especialmente a desburocratização nesse setor", resume Bohn.
Quanto à reforma trabalhista, a pauta apresenta ainda mais variáveis, segundo o presidente. "Depois da reforma, a legislação deverá diminuir a possibilidade de reclamatórios. Não esperávamos ver isso tão cedo. Fora dos direitos fundamentais (dos trabalhadores), poderá haver acordos, valendo mais que o legislado. Mas (a proposta) tirou a contribuição sindical, e somos contra isso. Fizemos contato por carta com o presidente da República e com os senadores enfatizando esse aspecto", relata Bohn.
Representante de 112 entidades patronais do Estado, muitas delas ligadas ao varejo e aos serviços, a Fecomércio também tem se voltado para a qualificação da gestão dos sindicatos. Conforme Bohn, em torno de 80 filiados já aderiram ao Sistema de Excelência da Gestão Sindical (Segs), ferramenta de planejamento estratégico especialmente desenvolvida para o setor.
"Buscamos especialmente os pequenos (empreendimentos), para sair da letargia. Sugerimos produtos e serviços para desenvolver mais a autossustentação. Todos (os que adotaram a ferramenta) melhoraram de gestão", assegura o dirigente, que acrescenta: "A expectativa é dar às entidades melhores condições de exercer efetivamente a representatividade. O sindicato só consegue ser ativo se seguir a cartilha e mostrar ao empresário o que está fazendo".
O crescimento do comércio virtual e do papel da internet na divulgação e no próprio desenvolvimento das empresas também figura entre as pautas da Fecomércio, que oferece planos de orientação para os comerciantes implantarem suas lojas on-line. "A internet permite uma presença das empresas junto a seus consumidores durante 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias no ano. O importante é que as empresas percebam isso e utilizem o ambiente virtual como um canal de divulgação e venda de seus produtos e serviços", reflete Bohn. "Para incorporar as novas tecnologias e participar do mercado virtual, as empresas terão que se adaptar e, além disso, capacitar seus colaboradores para operá-las."
Enquanto as perspectivas econômicas ainda são incertas ("o que se pode perceber até agora é uma diminuição dos ritmos de queda, e não crescimento especificamente", observa Bohn), a federação reconhece que temas como sustentabilidade e foco social são cada vez mais importantes para os empreendedores do setor. "Entendemos que empresas fortes e saudáveis geram empregos, fazem a economia girar, cumprem com suas obrigações fiscais e investem em tecnologias limpas e ações socialmente responsáveis", define o presidente.

Eventos no Interior atraem empresários e políticos

Já aconteceram encontros em cidades como Três Passos, Uruguaiana, Camaquã (foto), Pelotas e Taquara
Já aconteceram encontros em cidades como Três Passos, Uruguaiana, Camaquã (foto), Pelotas e Taquara
ANA BEDE/DIVULGAÇÃO/JC
Uma das prioridades da Fecomércio-RS é percorrer o Estado para promover debates e trocas de informações entre os representantes regionais e locais do setor de comércio e serviços. São pelo menos 10 grandes eventos, divididos em dois eixos - os Fóruns Regionais e o ciclo Giro Pelo Rio Grande, cada um com cinco edições.
A proposta é estreitar ainda mais a relação da federação com os sindicatos filiados. "O empresariado tem dificuldade de ver a representação, é algo abstrato. Se não vamos lá mostrar, ele vê menos ainda", salienta o presidente, Luiz Carlos Bohn.
Neste ano, já foram realizados encontros em cidades como Três Passos, Uruguaiana, Camaquã, Pelotas e Taquara. Alegrete, Lajeado, Ijuí, Santa Rosa e Lagoa Vermelha também estão no roteiro. Uma das edições recentes do Giro Pelo Rio Grande, por exemplo, foi realizada em Camaquã, no mês de maio. No Teatro do Sesc local, em torno de 150 pessoas - entre empresários, vereadores e prefeitos da região - se reuniram para ouvir os advogados Rafael Borin e Flávio Obino Filho e o economista Marcelo Portugal sobre as reformas tributária, trabalhista e previdenciária, respectivamente.
"O evento trouxe informações a que nem mesmo os prefeitos tinham acesso", relata Luciano Barbosa, presidente do Sindilojas Costa Doce, que abrange Camaquã e municípios da região. No espaço para debates, um tema naturalmente ganhou espaço: a duplicação da BR-116, ainda pendente em várias partes do trecho entre Porto Alegre e Pelotas. O impacto do debate e das palestras, segundo Barbosa, foi positivo. "As avaliações foram boas. Foram três palestras, todas com temas pulsantes. Foi uma informação mais concreta, com perspectivas."
A Fecomércio também tem promovido viagens a outras cidades. "Estamos permanentemente visitando os sindicatos. É preciso ir, ouvir as ideias e conversar sobre o contexto", diz Bohn.
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