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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de julho de 2017. Atualizado às 21h42.

Jornal do Comércio

Dia do Comércio 2017

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Notícia da edição impressa de 14/07/2017. Alterada em 13/07 às 20h34min

FCDL oferece novo serviço na área da saúde

Vitor Koch comemora o lançamento do cartão de múltiplos benefícios, como atendimento hospitalar

Koch comemora novo cartão de múltiplos benefícios na área da saúde


JOÃO ALVES/DIVULGAÇÃO/JC
O contexto de austeridade econômica e incerteza política vem mobilizando os empresários na busca de alternativas para enfrentar os efeitos da crise. Não é diferente para a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), que representa um total de 154 entidades - em especial, as CDLs de muitas cidades gaúchas. Neste mês, em que completa 45 anos de fundação, a federação está oferecendo um novo serviço aos associados: o Qvida, um cartão de múltiplos benefícios na área da saúde.
Lançado em abril e disponibilizado recentemente, o plano de saúde inclui atendimento ambulatorial e hospitalar, e descontos em medicamentos, por exemplo. Conforme o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, a ideia de oferecer o cartão surgiu da constatação de que os preços dos planos tradicionais estavam afastando clientes. "Há colegas desistindo (dos planos). Não é nossa função (oferecer um plano de saúde), mas, em razão da conjuntura, vimos essa necessidade. O Qvida vai custar cerca de metade do preço de um plano normal", estima o dirigente.
A novidade complementa as ações da FCDL em defesa dos interesses dos comerciantes gaúchos. Koch explica que, em sentido amplo, a atuação da entidade visa transformar o Estado em uma referência no varejo nacional. Uma meta que envolve desafios particulares, ligados às características da região na comparação com outras partes do País. "O Rio Grande do Sul é um mercado diferente, um tanto saturado, em função do melhor padrão de vida, se comparado a outras regiões, como o Nordeste. As famílias já têm TV e geladeira, por exemplo. Isso requer do comércio uma identificação mais precisa das necessidades futuras", compara o presidente.
Parte importante das demandas e do comportamento dos consumidores do futuro passa pelas novas tecnologias. Novos aplicativos, integrações logísticas e realidade aumentada estão entre as ferramentas que poderão ter impacto direto na relação entre os comerciantes e seu público. "Devemos estar sempre atentos às novidades da tecnologia, bem como às inovações no âmbito da gestão dos negócios", analisa Koch, lembrando que, também nesse aspecto, o comércio gaúcho tem questões específicas: "Estamos na ponta do Brasil e temos mais quilômetros de fronteira com Argentina e Uruguai do que com o nosso próprio País. A infraestrutura de transportes também não ajuda, bem como nossa falta de competitividade tributária. O ideal seria resgatar o Mercosul, tornando novamente o Rio Grande do Sul um centro de mercado. Mas isto só vai andar depois de resolvermos nossas bagunças políticas".
A instabilidade da política nacional também está na pauta da federação, que mantém interlocução constante com as bases parlamentares gaúchas - especialmente em âmbito federal - para defender temas como a queda dos juros. "Mas o fato é que, no meio político, ainda existe uma certa alienação da realidade do dia a dia do mercado. A maioria dos parlamentares e governantes prefere optar pela fúria na arrecadação e gastar de maneira ineficaz, por vezes irresponsável. Lógico que isto tem que mudar, pois assim nem o Brasil, nem o Rio Grande do Sul terão condições de trilhar um caminho efetivo de desenvolvimento", observa Koch.

Programa da Qualidade do Comércio chega a 7 mil participantes

QComércio é importante para criar um planejamento, avalia Gabriele
QComércio é importante para criar um planejamento, avalia Gabriele
FCDL-RS/DIVULGAÇÃO/JC
Em junho, a FCDL-RS atingiu uma marca importante: 7 mil pessoas completaram participação em um dos principais projetos da entidade, o QComércio - Programa da Qualidade do Comércio, voltado à qualificação dos comerciantes por meio de treinamentos e ferramentas virtuais. Desde a criação do programa, em 2011, a iniciativa já capacitou cerca de 1,5 mil empresas, que adotaram o software de gestão Scopi, desenvolvido especialmente para auxiliar os empreendedores.
O aplicativo oferece possibilidades como o monitoramento das atividades cotidianas da empresa, notificando gerentes quando alguma tarefa não é atendida no prazo. "É quase como um gerente eletrônico", resume o presidente Vitor Koch. A possibilidade de visualizar claramente os indicativos da empresa é apontada como outro benefício importante da ferramenta. "O aplicativo colocava em gráficos os nossos dados, aí podíamos ver melhor o nosso desempenho", relata a farmacêutica Gabriele Masiero, proprietária da farmácia de manipulação Vita Pharma, em Nova Prata, que participou do programa entre 2014 e 2016.
Gabriele conta que, depois de abrir o negócio em 2002, percebeu que precisava de "algo mais", o que a levou ao QComércio. "Foi muito útil. Para os pequenos empresários, que estão começando, é bom para conhecer os pontos fortes e fracos, para criar um planejamento e para diagnosticar a situação da empresa", avalia a empresária. "Tínhamos tudo muito informal, e tivemos muito resultado. As vendas e o faturamento cresceram, fizemos projetos de inovação e buscamos novos produtos", diz Gabriele, estimando em 30% o aumento nas vendas entre 2012 e 2015.
Na fase atual, o programa inclui videoaulas, avaliações periódicas e seminários, envolvendo empresários e colaboradores. Com edições anuais, o QComércio foi motivado especialmente pela avaliação, feita pela FCDL, de que o setor estava carente de projetos de qualificação. "A maioria, hoje, são empresas de pequeno porte, que, muitas vezes, carecem de informações, estrutura e gestão. O programa ensina a fazer planejamento estratégico, o que muitos empreendedores não têm e não sabem como fazer e como acompanhar", diz Koch, acrescentando: "A grande meta, hoje, é a qualificação. Em um mercado globalizado, o concorrente está em qualquer parte do mundo".
O dirigente reconhece, no entanto, que nem sempre é fácil despertar nos empreendedores o interesse pela inovação e pela gestão de qualidade. Mas ressalta que as empresas participantes do QComércio apresentaram números positivos a partir da qualificação: "Notamos que 64% das empresas tiveram aumento de lucratividade, e 84% melhoraram índices de controle". Koch lembra ainda que o programa também recebeu participantes vindos de outros setores, como ateliês, pequenas oficinas e indústrias. "É (um programa voltado ao) gerenciamento de negócio, adaptável para qualquer setor", garante o presidente.
 
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