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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de julho de 2017. Atualizado às 21h42.

Jornal do Comércio

Dia do Comércio 2017

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Entidades

Notícia da edição impressa de 14/07/2017. Alterada em 13/07 às 20h24min

Agas estimula novas estratégias

Objetivo é fazer com que o consumidor permaneça mais tempo dentro da loja, explica Longo

Objetivo é que consumidor permaneça mais tempo dentro da loja, explica Longo


DANI VILLAR/DIVULGAÇÃO/JC
Poucos setores do comércio têm uma presença mais efetiva no cotidiano dos clientes do que o ramo dos supermercados. Conforme as estimativas da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), em torno de 4 milhões de gaúchos visitam diariamente os estabelecimentos do Rio Grande do Sul - um universo de cerca de 4,4 mil lojas, distribuídas por todas as regiões do Estado. Embora os resultados do setor tenham sido positivos nos últimos anos, os primeiros meses de 2017 têm trazido desafios extras para os empresários da área, com queda nas vendas.
Nesse contexto, um dos principais objetivos da Agas tem sido auxiliar os empreendedores a encontrar estratégias para atrair ainda mais os clientes - no sentido de levá-los às lojas e de despertar mais a atenção dos consumidores durante as compras. Um exemplo é o período de festas juninas, em que a procura por produtos como amendoim e rapaduras chega a aumentar 500% em relação aos demais meses do ano. Segundo a associação, em torno de 40% dos supermercados aproveitou o período para disponibilizar degustações de quentão, pipoca e pé-de-moleque, entre outros itens. "O consumidor fica, em média, 15 segundos na frente da gôndola escolhendo seus produtos. A ideia é que ele permaneça mais tempo dentro da loja", explica o presidente da associação, Antônio Cesa Longo.
Nessa busca constante pela atenção do público, a mobilização dos supermercados não se limita a datas mais tradicionais do comércio - como Páscoa, Natal, Dia dos Namorados e o período junino. A criação de dias específicos para ofertas diferenciadas é outra iniciativa importante para o setor. "Praticamente todos os supermercados, hoje, têm seu dia de feira. Criam-se outras datas. O consumidor é quem está dando a necessidade e a velocidade (das mudanças)", confirma Longo, que acrescenta. "O número (de clientes) é crescente, e esses clientes buscam cada vez mais ofertas e promoções. Em média, a pessoa vai ao supermercado a cada quatro dias."
Outra preocupação da Agas é a defesa institucional do setor, especialmente em aspectos como o combate ao comércio informal. "Nosso pior concorrente é a informalidade", resume Longo. A questão ficou evidente na última pesquisa de Natal e Ano-Novo realizada pela entidade: conforme o levantamento, 32% dos supermercadistas gaúchos apontaram que o comércio informal prejudicaria suas vendas. A associação atua junto a instâncias como Ministério Público, Procon e Secretaria Estadual da Fazenda para enfrentar a situação. "Queremos fomentar a cidadania fiscal, buscando que o consumidor perceba a importância do cupom fiscal enquanto documento garantidor da procedência e da segurança dos produtos que está adquirindo. A Agas é uma defensora intransigente da concorrência equânime entre as empresas. A entidade não atende só os associados, mas todo o setor", ressalta Longo.
A qualificação e a integração de jovens empreendedores também vem ganhando espaço na atuação da associação. Desde 2003, a Agas Jovem promove atividades como encontros, debates, cursos e visitas técnicas a empresas, até mesmo fora do Rio Grande do Sul. O grupo, com cerca de 250 inscritos, inclui muitos sucessores. Mas todos, vindos de família supermercadista ou não, buscam a troca de experiências. "Para mim, isso é importante. Tem gente (no grupo) que está na operação desde os 10 anos, e eu entrei há cinco anos", relata Arthur Bolacell, 26 anos, integrante da diretoria da Agas Jovem e sócio do Mercado Brasco, de Porto Alegre. Uma pauta importante nas conversas dos jovens tem sido a busca por inovações. "Muita gente tem boas ideias e quer empreender. Eu digo que tem que dar a cara a tapa e fazer, não dá para esperar muito o momento certo", destaca Bolacell.
Essa disposição parece, em certa medida, sintonizada com o momento vivido pelos supermercadistas gaúchos, mesmo com os efeitos da crise econômica. "Este ano, não temos expectativa de crescimento. Mas, de quatro empresas, uma está investindo em ampliação", informa Antônio Longo.

Capacitação é meta na Capital e no Interior

Em 2016, as ações envolveram ao todo 198 turmas, com um total de 3.847 participantes
Em 2016, as ações envolveram ao todo 198 turmas, com um total de 3.847 participantes
AGAS/DIVULGAÇÃO/JC
Uma das constatações importantes da última edição do Ranking Agas - que reuniu dados das 252 maiores empresas do setor no Rio Grande do Sul, referentes ao ano passado - foi o crescimento da participação das pequenas e médias empresas no mercado gaúcho.
Juntas, as 10 maiores companhias supermercadistas representaram 52,6% do total de vendas em 2016 - índice que tinha sido de 53,4% no ano anterior. Quanto à participação na contratação de mão de obra, também houve uma queda - de 45,6% para 45,1%, no mesmo período. Segundo a Agas, os números apontam que os pequenos e médios empreendimentos vêm apostando nos diferenciais de atendimento para conquistar mais espaço.
"O supermercado regional normalmente é arraigado em sua comunidade e consegue ter na relação com o cliente e no atendimento os seus diferenciais. As empresas médias são pequenas o suficiente para entender os desejos dos seus consumidores, e são grandes o suficiente para investir e atender a estes anseios", explica o presidente da Agas, Antônio Longo.
Conforme o dirigente, também influi nesse processo o trabalho realizado pela associação na busca de qualificação profissional dos empreendedores e colaboradores. Atualmente, a Agas tem sete projetos nessa área, com cursos teóricos e práticos oferecidos em Porto Alegre e também no Interior.
As iniciativas incluem desde aulas itinerantes - a bordo de uma carreta equipada com mecanismo de expansão lateral, que possibilita turmas com até 50 pessoas - até modalidades desenvolvidas sob medida para empresas que buscam melhorar as operações. No verão, por exemplo, a escola móvel vai ao Litoral para oferecer oficinas e cursos gratuitos para comunidade.
Em 2016, as ações envolveram 198 turmas e 3.847 participantes. "Nesse contexto (de estímulo às pequenas e médias empresas), os cursos de capacitação têm grande papel, já que o supermercado trabalha com uma margem cada vez menor e precisa se rentabilizar nos detalhes, na redução de custos, na prevenção de perdas e no acerto da operação", observa Longo.
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