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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de julho de 2017. Atualizado às 21h42.

Jornal do Comércio

Dia do Comércio 2017

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AGV

Notícia da edição impressa de 14/07/2017. Alterada em 13/07 às 21h42min

Incentivo à atuação política dos empresários gaúchos

Noer garante que a associação pretende avançar ainda mais no aspecto da representatividade

Noer garante que a associação pretende avançar ainda mais no aspecto da representatividade


GUILHERME TESTA/DIVULGAÇÃO/JC
O tempo instável na política brasileira - somado à crescente descrença da sociedade em relação ao trabalho dos eleitos para cargos executivos e legislativos - acentuou a preocupação dos empresários com a representação de seus setores na vida pública. Tanto que, atualmente, o desenvolvimento da consciência política nas entidades de comércio e serviços é encarado pela Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV) como seu principal desafio institucional.
Fundada em 2012, a associação congrega ao todo 135 entidades gaúchas - principalmente sindicatos e câmaras de dirigentes lojistas e associações comerciais. Entre os principais objetivos estratégicos da entidade está a ação política em defesa dos interesses do varejo. Em 2016, por exemplo, a principal campanha da AGV foi direcionada ao combate à CPMF. Neste ano, uma das pautas principais é o fim da cobrança da diferença de alíquota e substituição tributária das micro e pequenas empresas.
A entidade também defende as reformas trabalhista e tributária, em constante contato com vereadores, deputados e senadores. "As entidades trabalham com os parlamentares. A movimentação é permanente", diz o presidente da AGV, Vilson Noer.
O dirigente garante que a associação pretende avançar ainda mais no aspecto da representatividade. "Em parceria com a Federasul (Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul), temos um trabalho motivacional para que (os empresários) se envolvam com a política, direta ou indiretamente, no âmbito das câmaras municipais, das prefeituras e da Assembleia Legislativa, por exemplo."
A ideia, segundo Noer, é tornar mais claro para os empresários o papel deles na vida pública. "O empresário tem consciência (política), mas também tem que ter atuação", entende o presidente, lembrando que essa preocupação também está associada com o descrédito dos políticos. "Não nos enxergamos hoje na composição política, não estamos representados. Os segmentos estão meio desmobilizados, em detrimento de interesses pessoais dos políticos. O desejo é que o quadro político se depure."
A formação de novos líderes também tem papel destacado na atuação da associação, que em 2016 criou a AGV Jovem (veja texto nesta página). Em paralelo, a entidade também busca apoiar os processos de transformação do varejo, com ênfase na cultura digital. "O varejo vai passar por mudanças rápidas. Os jovens, nativos digitais, são consumidores cada vez mais diferenciados em relação às gerações anteriores. Eles vão seguir usando lojas físicas, desde que os atraiam. Mas eles não toleram mais filas, querem tudo digital", analisa Noer.
O dirigente reconhece os obstáculos enfrentados por muitas empresas para se adaptar às novidades. "Várias barreiras já foram vencidas. Hoje, o entrave maior é a capacidade financeira. No Brasil, ainda é caro criar softwares específicos para cada empresa. A ideia é que se crie uma cultura digital, não importa o tamanho da empresa. Há uma tendência à concentração, então os menores (empreendimentos) têm que estar mais ligados, mais atentos."
Outro dos serviços da associação é a plataforma de negócios, com ofertas de serviços em parceria com diferentes empresas e entidades no site oficial da entidade (www.agv.org.br). A página da internet também fornece dados atualizados sobre a inadimplência no Estado. Entre as perspectivas da entidade segue a intenção de orientar os comerciantes no sentido de superar a crise. "Temos 10% de renda a menos do que há alguns anos. Mas ainda temos os outros 90%. É preciso habilidade para fazer os consumidores gastarem na sua loja: as pessoas seguem comendo, comprando remédios, se embelezando. O mundo não acabou", analisa Noer.

Jovens empreendedores trocam experiências

Figurelli destaca atendimento a partir das 7h e uso de aplicativo
Figurelli destaca atendimento a partir das 7h e uso de aplicativo
ESPAÇO DELLAS/DIVULGAÇÃO/JC
A formação das futuras lideranças do meio empresarial - preocupação presente em várias entidades do setor - se traduziu, na AGV, na formação da AGV Jovem, há um ano. O grupo reúne representantes de diferentes partes do Estado. "A associação é formada por uma pluralidade de entidades. Cada uma delas pode indicar integrantes para a AGV Jovem. Eles normalmente já participam das associações locais e buscam capacitação e posicionamento, para que depois se tornem líderes das entidades", explica Ricardo Diedrich, vice-presidente da AGV responsável pelos assuntos relacionados à formação de lideranças jovens.
As reuniões mensais do grupo, simultâneas às da AGV, priorizam a troca de experiências entre os integrantes. "O jovem se sente aberto a se desenvolver, a assumir que ainda não tem plena experiência. Fazemos questão de deixar espaço para isso", destaca o presidente da AGV Jovem, Rômulo Figurelli, que acrescenta: "Tem muito espaço para inovação, para quem quer tentar outros modelos de negócio".
Uma das primeiras manifestações desse potencial de inovação a ser explorado pelos jovens empresários se deu ainda no ano passado. Na convenção anual da AGV, em outubro, Figurelli e a sócia, Gabrielle Bernardon, apresentaram o case de sua empresa, o Espaço Dellas Beauty Bar, aberto em Porto Alegre em 2013. O salão aposta em diferenciais como o atendimento a partir das 7h, a possibilidade de agendar horários via aplicativo de smartphone e a ênfase no serviço de escova a preços mais competitivos. "Vimos que tínhamos clientes usando escova para determinadas ocasiões, em função do preço alto. Agora, temos clientes que vêm até duas vezes por semana, porque querem estar sempre com o cabelo bonito e se sentirem bem", conta Figurelli.
Dentro da AGV, a ideia é atrair cada vez mais participantes. "Procuramos ganhar corpo, aumentar o número de integrantes, trabalhar bastante os assuntos de política e economia, e trazer convidados para palestrar", adianta o presidente. Segundo ele, uma das questões mais abordadas é a perspectiva das sucessões nas empresas e entidades. "Vêm muitos sucessores, e eles têm algumas dificuldades. A geração que está no comando às vezes tem dificuldade para aceitar o novo. O modelo em vigor 'deu certo', então é difícil abrir mão disso. Mas está claro que é necessário haver preparo (para a sucessão)", diz Figurelli.
 
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