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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de julho de 2017. Atualizado às 21h42.

Jornal do Comércio

Dia do Comércio 2017

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Shoppings

Notícia da edição impressa de 14/07/2017. Alterada em 13/07 às 14h32min

Setor de shopping centers mostrou resiliência na crise

Modernização do Shopping João Pessoa, em Porto Alegre, passa por fachada e novos espaços comerciais

Modernização do Shopping João Pessoa passa pela fachada e novos espaços comerciais


CLAITON DORNELLES /JC
Após enfrentar um ano de 2016 extremamente desafiador, o setor de shopping centers registrou retomada do crescimento e se mostrou resiliente diante da crise econômica. Esta é a visão da Associação Brasileira dos Shopping Centers (Abrasce). Os estabelecimentos faturaram R$ 157,9 bilhões no ano passado, e a previsão é de um crescimento de cerca de 5% para este ano.
"Temos confiança de que o pior da crise já passou e que o momento agora é de melhora na confiança do mercado. A partir do segundo semestre de 2016, percebemos uma leve melhora nas vendas. A curva permaneceu ascendente e deve continuar assim até o fim de 2017", prevê Glauco Humai, presidente da entidade. Em relação ao movimento nos shoppings, após crescer mais de 30% ao longo dos últimos seis anos, o fluxo de visitantes apresentou queda de 1,26% no ano passado.
"O número indica que, apesar de a indústria de shopping centers sentir os efeitos da retração, o mix de lojas diversificado, a segurança, a conveniência e os novos serviços que vêm sendo agregados aos centros de compras continuam atraindo o consumidor e evitaram quedas ainda maiores", completa Humai.
O diretor da entidade entende que o momento econômico é de retomada gradativa da confiança. Para ele, os consumidores contam com inflação baixa, câmbio razoável e recursos extras gerados pelos saques de contas inativas do FGTS, o que pode dar um fôlego maior ao varejo. A associação organizou, em maio, pelo sétimo ano seguido, uma delegação com executivos para acompanhar mais uma edição da RECon, maior feira do setor nos Estados Unidos. De todas as tendências apresentadas durante o evento, algumas chamaram a atenção como a Geofencing (técnicas de pesquisas para identificar e analisar o perfil do frequentador), adaptação das opções de alimentação e novidades para o e-commerce.
O diretor do Grupo Zaffari, que tem na carteira os shoppings Moinhos de Vento e Bourbon, Claudio Luiz Zaffari, afirma que os números mostram crescimento de vendas em centros comerciais da região Sul da ordem de 3,4%. Para ele, o desempenho indica uma tendência de leve melhora. "As promoções e ofertas dos lojistas, adequadas à realidade do momento, criam novas oportunidades aos clientes. Além disso, os ajustes comerciais, as negociações realizadas entre os lojistas e os centos comerciais, decorrentes da análise de desempenho de cada segmento ou loja, vêm buscando amenizar as dificuldades e equilibrar estas situações", conta Zaffari.
Para o empresário, mantendo-se as perspectivas gerais da economia, o segundo semestre de 2017 deverá apresentar desempenho positivo em comparação ao mesmo período de 2016. "Diversas promoções de interação com os clientes têm sido realizadas, procurado manter a atratividade dos empreendimentos. Visita a atrações, atividades infantis e de lazer, palestras, cursos e lançamentos de novos filmes são alguns exemplos. Campanhas de premiação, das mais diversas modalidades, também procuram ampliar o interesse dos gaúchos nos seus tradicionais locais de compra."
O Shopping João Pessoa, em Porto Alegre, passou por uma completa modernização de suas instalações, que inclui toda a área do shopping, dotando-o de novos meios de circulação vertical, embelezou sua fachada, trocou piso e teto, redesenhou corredores e criou novos espaços comerciais. Foram inaugurados um supermercado e uma moderna livraria. Para o final do ano, o shopping acena com um grande presente de Natal para a cidade: a inauguração do mais moderno conjunto de salas de cinema, a Cinépolis, uma das maiores redes exibidoras de filmes do mundo. Será um multiplex com quatro salas digitais. Está em negociação a implantação de um centro médico e de uma famosa cadeia de fast food. "As armas do João Pessoa para enfrentar a crise e as surpresas que nos aguardam no segundo semestre foram aumentar o conforto, a segurança e a oferta de novas atrações para a clientela mais fiel da cidade", afirma a gerente Cristiane Bernardo.

Paseo Zona Sul virou ponto de encontro

Meta são novas operações, diz Birnfeld
Meta são novas operações, diz Birnfeld
MARCO QUINTANA/JC
Para Caco Birnfeld, gerente do Paseo Zona Sul, em Porto Alegre, estar próximo dos lojistas e entender profundamente a região em que o empreendimento está inserido e quais as expectativas e necessidades do público tem ajudado muito a construir um portfólio de operações adequado.
O eixo estratégico do Paseo está centrado em três pilares. O primeiro é ter o Paseo como patrimônio da Zona Sul, ou seja, as pessoas adotando o shopping como seu. O segunda é estabelecer o centro comercial como ponto de encontro da região. E, por fim, estabelecer o Paseo como alternativa qualificada de compras.
"Desta forma, nos destacamos no nicho de empreendimentos com formato de vizinhança e menor tamanho como o Paseo, que vem se consolidando como uma tendência, um pouco menos suscetível à crise. A proximidade e maior intimidade com o público-alvo permitem alcançar melhor fidelidade", explica. Espaços menores, mais práticos e convenientes, uma arquitetura mais arejada, com áreas verdes e pracinha também proporcionam uma experiência diferenciada aos visitantes.
Entre 2016 e 2017, o Paseo inaugurou novas operações. O administrador acredita que o segundo semestre, tradicionalmente mais forte para o varejo, registre crescimento de 12% a 15% no público circulante do Paseo com relação ao mesmo período de 2016. "Também estamos trabalhando na atração de novas operações e acreditamos atingir, até o início de 2018, 100% de taxa de ocupação."
Atualmente, o Paseo tem 32 marcas, operando em 45 lojas. Além disso, o Paseo Office possui 22 operações de serviços (médicos, psicólogos, dentistas, advogados, consultorias), em 30 salas comerciais. Pelo empreendimento passam mais de 25 mil pessoas por mês. Nos primeiros cinco meses do ano, o fluxo cresceu aproximadamente 7,5% com relação ao mesmo período de 2016.

Pop Center recebe mais de 1,5 milhão de pessoas por mês

Elaine ressalta preços competitivos
Elaine ressalta preços competitivos
MARCO QUINTANA/JC
O Pop Center, mais conhecido como Camelódromo de Porto Alegre, localizado em ponto estratégico da região central, é opção popular de compras já consolidada. A diretora do centro comercial, Elaine Deboni, conta que o empreendimento tem 800 comerciantes, a maioria ex-ambulantes, em negócios majoritariamente familiares. Elaine gosta de frisar que o estabelecimento cumpre um papel econômico e outro, talvez com valor intangível: a inclusão social e profissional de milhares de pessoas. "Trabalhamos com lojistas e suas famílias, seus filhos, para que se tornem empresários e cidadãos. Já é possível observar uma incrível transformação social", comemora.
Por estar próximo da rodoviária, na confluência de vias importantes, o Pop Center não sentiu de forma aguda os efeitos da crise econômica. As vendas de Dia das Mães tiveram aumento de 12% em relação à mesma data em 2016. "Por nossas características, a crise mais nos beneficia do que nos prejudica", explica. Cerca de 60% dos negócios são voltados ao vestuário e 30%, a eletrônicos. Os preços enxutos e competitivos, o estacionamento para 250 vagas e a localização são algumas das razões que explicam um número forte: 1,5 milhão de pessoas circulam mensalmente pelo Pop Center.

Praia de Belas Shopping: planejamento e atitude

Estamos no caminho, diz Bakos
Estamos no caminho, diz Bakos
PRAIA DE BELAS/PRAIA DE BELAS/DIVULGAÇÃO/JC
O gerente-geral do Praia de Belas Shopping, Mauricio Bakos, afirma que a crise está sendo enfrentada com planejamento e atitude. "Tenho convicção de que, com ações tão distintas, estratégicas e criativas como as que estamos promovendo, certamente estamos no caminho certo para oferecermos as melhoras experiências aos nossos clientes e, assim, superarmos este período de instabilidade econômica", diz.
Bakos conta que a busca por melhores experiência no Praia vai desde a abertura de operações inéditas na região, eventos inovadores, até serviços diferenciados e exclusivos. E exemplifica com a abertura do novo Posto de Expedição de Passaporte (PEP) da Polícia Federal. Exclusivo no Praia de Belas, o PEP abriu as portas em maio e já está movimentando centenas de pessoas por dia pelos corredores do shopping. Ele também cita a chegada da Belshop e da Mahogany ao centro de compras, complementando o segmento de beleza, e a Matriz Skate Shop.
Aproveitando o espaço do edifício-garagem, o Praia de Belas realiza a sua Feira Orgânica todas as quintas-feiras. Segundo Bakos, sucesso desde a primeira edição, a feira atrai público diferenciado em busca de mais uma opção de alimentação saudável na cidade. O gerente é bastante otimista. "Iniciamos o ano com crescimento no fluxo e nas vendas, e acreditamos em manter esta curva até o final do ano."
Fundado há 25 anos, o Praia de Belas conta com três pisos, 235 lojas, sete restaurantes e seis salas do GNC Cinemas. O shopping recebe uma média de 40 mil pessoas ao mês e oferece 2,5 mil vagas de estacionamento.

Lindóia Shopping aposta em parceria contra a crise

 Irigoite: foco nas despesas
Irigoite: foco nas despesas
FREDY VIEIRA/JC
O Lindóia Shopping, a exemplo de outros empreendimentos comerciais, enfrenta a crise com muita parceria com lojistas e fornecedores. O gerente-geral, Fábio Irigoite, afirma estar focado nas despesas dos lojistas para minimizar a retração passageira das vendas. "O momento exige revisão de todas práticas e políticas de gestão de custo, aliado a um consistente planejamento de marketing para buscar manter a atratividade", explica.
O ambiente de shopping center naturalmente sofre menos nesses momentos de crise, mas não está imune às oscilações econômicas, segundo Irigoite. No caso do Lindóia, houve um esforço para que o consumidor continuasse a ter o mesmo nível de qualidade dos serviços prestados em segurança, limpeza e ações de marketing.
"Somos um shopping de conveniência, o que exige oferecer um mix variado de serviços com a facilidade de compras. Nosso cliente é muito frequente, chega a vir de três a cinco vezes na semana, portanto é fundamental a nossa permanente atenção com relação ao nosso ambiente e à segurança", conta.
No primeiro quadrimestre do ano, as vendas acumularam uma retração de 14% em relação ao mesmo período de 2016, ainda que o tráfego tenha se mantido sem oscilação no mesmo período. Para o segundo semestre, considerando a liquidação de inverno, Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal, a expectativa é de que o consumo volte a se aquecer. Circulam mensalmente no Lindóia cerca de 350 mil pessoas.
 

Shopping Total: instabilidade gera criatividade

Estabelecimento apoia e desenvolve vários eventos externos
Estabelecimento apoia e desenvolve vários eventos externos
FRANCO RODRIGUES/FRANCO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO/JC
Os anos de instabilidade são os mais criativos. Com essa premissa, o Shopping Total tem investido em tecnologia de ponta, melhorias, informação e entretenimento. Recentemente, lançou um aplicativo inédito no País como meio de pagamento integrado. Além de poder pagar o estacionamento com a ferramenta, o cliente pode fazer pedidos diretamente da mesa na praça de alimentação e comprar nas lojas.
O Total apoia e desenvolve vários eventos externos, como o maior festival de cerveja do Estado, o Ceva no Total; uma exposição de carros antigos, a ExpoTotal; um dos maiores arraiais de Porto Alegre, o Arraial Sesc Shopping Total; e a Chegada do Papai Noel, ações para mais de 5 mil pessoas.
Para driblar a crise em datas importantes, o estabelecimento renovou as promoções de Dia das Mães e Dia dos Namorados, com campanhas divertidas e interativas, nas quais os vencedores escolhiam seus presentes nas lojas do shopping durante 30 minutos. A ação foi transmitida ao vivo pelo Facebook. O resultado foi um incremento de tíquete médio e cupons.
A administração do Total aposta em um panorama positivo para o segundo semestre. No primeiro semestre, houve a entrada de lojistas grandes: a Bella Gula e a YouCom. Além disso, foram feitas ampliações e reposicionamento interno de lojas. "Apostamos num segundo semestre mais aquecido e, com certeza, as novas operações vão auxiliar nesse crescimento", afirma Carolina Rosito, gerente de Marketing. O Total hoje tem um mix com mais de 570 lojas.

I Fashion Outlet: descontos amenizam crise

Amélia afirma que clientes não deixaram de comprar
Amélia afirma que clientes não deixaram de comprar
I FLASHION OUTLET/DIVULGAÇÃO/JC
O I Fashion Outlet, em Novo Hamburgo, tem passado pela crise econômica com menos sobressaltos devido ao conceito de lojas de descontos. A gerente Amélia Siqueira afirma que os clientes não deixaram de comprar, apesar de terem reduzido o volume. Além dos descontos, o atrativo é o estacionamento gratuito.
O shopping registrou crescimento de 23% nas vendas em abril, comparado ao mesmo mês do ano passado. "Com a crise e o dólar alto, as pessoas deixaram de viajar, principalmente para o exterior, e estão investindo mais em turismo local; e estamos localizados em um ponto estratégico dos destinos turísticos da região", explica Amélia.
Outro fator que ajudou o I Fashion a registrar números tão altos em vendas é a ausência de concorrência no segmento. "Temos lojas de grife oferecendo descontos que chegam a 70%. Nossos lojistas estão otimistas com a retomada da confiança", conta. Mais de 40 mil pessoas circulam por fim de semana no shopping.
 
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