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Porto Alegre, sexta-feira, 30 de junho de 2017. Atualizado às 14h09.

Jornal do Comércio

Cooperativismo 2017

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Trabalho

Notícia da edição impressa de 30/06/2017. Alterada em 30/06 às 14h13min

Associações do ramo são exemplos de resistência e de organização

Perius lançou livro que reúne história  e dados sobre ramo do Sistema Ocergs-Sescoop

Perius lançou livro que reúne história e dados sobre ramo do Sistema Ocergs-Sescoop


SISTEMA OCERGS-SESCOOP RS/DIVULGAÇÃO/JC
As dificuldades enfrentadas historicamente pelas cooperativas de trabalho, especialmente perante a legislação trabalhista brasileira, foram abordadas no livro A Cooperativa da resistência, escrito pelo presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergílio Perius, que afirma que o Brasil e suas instituições não querem reconhecer a quarta relação entre o capital e o trabalho, que seria o método cooperativo, que, para Perius, não fragiliza o cumprimento da CLT. 
Ele aponta que cerca de 300 cooperativas de trabalho despareceram nos últimos anos, sendo que no Rio Grande do Sul, de 292 existentes em 2006, hoje restam apenas 24, o que preocupa em um momento de crise econômica e desemprego.
Perius aponta ainda o exemplo da Espanha, onde trabalhadores autônomos e prestadores dos mais variados tipos de serviços se organizaram e formaram cooperativas de negócio, recebendo aval do governo para seu funcionamento, justamente por estarem ofertando emprego e renda em um momento de dificuldades para todo o país. "Não é favor nem choro, nós queremos justiça", diz Perius. 
Na publicação, o presidente do Sescoop relata quais os principais entraves enfrentados pelo ramo e narra a trajetória da Lei 12.690/2012, que normatizou as cooperativas de trabalho no País, mas que acabou excluindo as cooperativas de assistência médica, de transportes e de profissionais liberais.
Além disso, Perius rebate críticas referente à terceirização, tão apontada às cooperativas de trabalho. "As cooperativas devem continuar sendo consideradas formas alternativas de organização dos trabalhadores na fase da terceirização e privatização de empresas públicas ou privadas, e precisam, cada vez mais, organizarem-se num sistema integrado de cooperação", avalia. 
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