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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de junho de 2017. Atualizado às 23h50.

Jornal do Comércio

Economia

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Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 22/06/2017. Alterada em 21/06 às 21h11min

PIB da construção tem queda por dois anos consecutivos

Segmento de edifícios foi o que mais contribuiu para o resultado

Segmento de edifícios foi o que mais contribuiu para o resultado


/jonathan heckler/jc
Os efeitos da recessão, que travou investimentos e a demanda, e das investigações da Lava Jato, que paralisaram as atividades de grandes construtoras envolvidas em esquemas de corrupção, fizeram com que a geração de riquezas do setor de construção civil, indicador semelhante ao PIB, recuasse pelo segundo ano seguido em 2015. É o que mostra a mais recente Pesquisa da Indústria de Construção Civil (Paic), divulgada pelo IBGE ontem.
Depois de recuar 9,6% em 2014, primeiro ano da Lava Jato e da crise econômica, a geração de riquezas do setor encolheu, em relação ao ano anterior, 7,8% em 2015, ano em que a recessão se aprofundou. Em valores correntes, a queda foi de R$ 14,6 bilhões, para R$ 172,61 bilhões. O resultado ruim foi puxado para baixo pelo desempenho do segmento de infraestrutura, que contempla a construção de barragens, rodovias, portos e aeroportos e substações de energia, entre outros. A geração de riquezas deste segmento registrou recuou de 19,8% em 2015, o maior de toda a série histórica, iniciada em 2002, ressalta José Carlos Guabyraba, gerente da Paic. Já o valor adicionado da construção de edifícios recuou apenas 0,3%.
O IBGE destacou que as obras de infraestrutura são influenciadas pelos desembolsos efetuados pelo Bndes direcionados para essa finalidade, que reduziram 20%, passando de R$ 69 bilhões em 2014 para R$ 54,9 bilhões em 2015.
Em consequência, em 2015, o valor corrente das incorporações, obras e serviços das empresas de construção caiu 16,5% em relação ao ano anterior, a R$ 354,4 bilhões. A receita operacional líquida também caiu, para R$ 323,97 bilhões.
Já o número de empresas ativas cresceu de 128 mil em 2014 para 131,5 mil em 2015, ocupando 2,4 milhões de trabalhadores. O ano foi marcado pela retração acelerada no mercado de trabalho desse setor, com o número de pessoas ocupadas caindo 17% em relação ao ano anterior, quando 2,9 milhões trabalhavam na construção civil. Os gastos com pessoal corresponderam a 33,3% do total dos custos e despesas, resultado superior à participação em 2014 (32,28%). O salário médio mensal nas empresas recuou 1,4% em termos reais, de R$ 1.970,00 em 2014 para R$ 1.943,00.
A construção de edifícios se manteve como o setor que mais contribuiu para o valor corrente das incorporações, obras e serviços, gerando R$ 165,7 bilhões ou 46,7% do total em 2015. O segmento de obras em infraestrutura foi o segundo em termos de participação, com R$ 119 bilhões ou 33,9% em 2015, embora essa participação tenha caído quase 5 pontos percentuais em relação a 2014.
Já o setor de serviços especializados para construção, que engloba empreiteiras e serviços de terraplanagem, pintura, concretagem e preparação de terreno, apresentou ganho de participação, passando de 17,9% em 2014 para 19,4% em 2015, com um valor corrente de R$ 68,7 bilhões.
 
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