Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 18 de junho de 2017. Atualizado às 22h18.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Agronegócios

Notícia da edição impressa de 19/06/2017. Alterada em 18/06 às 19h47min

Embarque de carne suína cai 24,9% no mês de maio

No acumulado do ano, receita com vendas externas registra alta de 28,9%

No acumulado do ano, receita com vendas externas registra alta de 28,9%


KÁTIA MARCON/EMATER/DIVULGAÇÃO/JC
A exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura, embutidos e outros processados) apresentou queda de 24,9% em maio, para 48,8 mil toneladas, em comparação com 65 mil t no mesmo mês do ano passado. A receita cambial em maio caiu 1,3%, para US$ 123,7 milhões, ante US$ 125,3 milhões no quinto mês de 2016. O levantamento é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
No acumulado do ano, a receita com exportação de carne suína registra alta de 28,9% em relação ao ano anterior. Ao todo, o resultado atingiu US$ 658,7 milhões neste ano, frente a US$ 510,9 milhões em 2016. Em volumes embarcados, os exportadores de carne suína acumulam retração de 4,4% entre janeiro e maio. No total, foram exportadas 279,1 mil toneladas, em comparação com 291,9 mil toneladas em 2016.
Maior importador de carne suína do Brasil (com 40,3% do total), a Rússia foi destino de 111,1 mil toneladas entre janeiro e maio deste ano, volume 10% superior ao obtido no mesmo período do ano passado. O presidente executivo da ABPA, Francisco Turra, informa, em comunicado, que, "principal parceira comercial do Brasil no setor de suínos, a Rússia tem incrementado suas compras nos últimos anos, confiando ao setor brasileiro uma importante parcela do fornecimento destes produtos ao seu mercado. Hoje, os exportadores brasileiros são responsáveis pela maioria absoluta das importações russas de carne suína".
Em segundo lugar, Hong Kong importou 58,2 mil toneladas no mesmo período (21,1% do total), volume 22% inferior ao realizado nos cinco primeiros meses de 2016. Para a China (3º maior importador) foram embarcadas 22,3 mil toneladas (8,1% do total), volume também 22% menor em relação ao ano anterior.
Consolidada na quarta posição, para a Argentina foram embarcadas 14,8 mil toneladas (5,4% do total), volume 80% superior na comparação com o ano passado. "Com crescimento expressivo desde meados de 2016, as exportações para a Argentina agora assumiram um papel estratégico nas vendas internacionais brasileiras, passando a liderar as vendas do setor de suínos na América do Sul", ressalta Ricardo Santin, vice-presidente de mercados da ABPA.
Santa Catarina, maior estado exportador de carne suína do Brasil, embarcou, entre janeiro e maio, o total de 113,3 mil toneladas, volume 8% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Em segundo lugar, o Rio Grande do Sul foi responsável pelos embarques de 78,8 mil toneladas no período (-10%). Paraná, com 37,9 mil toneladas ( 4%); Mato Grosso, com 17,2 mil toneladas (-13%); e Goiás, com 14,7 mil toneladas (-39%), completam a lista dos cinco maiores estados exportadores.
 

Brasil quer maior participação do Brics no comércio agrícola

Maggi destacou qualidade dos produtos brasileiros durante o encontro

Maggi destacou qualidade dos produtos brasileiros durante o encontro


BETO BARATA/PR/JC
A 7ª Reunião de Ministros do Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, em Naquim, na China, serviu para o País reforçar o compromisso dos seus produtores com a sustentabilidade ambiental e a segurança alimentar mundial. Ao discursar no evento, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, traçou um panorama da agropecuária brasileira, destacando a qualidade de seus produtos e a importância de os países do bloco terem maior protagonismo no comércio internacional agrícola.
O ministro propôs que o Plano de Ação 2017-2020 do bloco estabeleça um grupo de trabalho para o monitorar e apresentar propostas que ampliem o fluxo de comércio e de investimento agropecuário e agroindustrial no âmbito do grupo. "Precisamos nos esforçar para sairmos deste encontro com diretrizes para atingir resultados que beneficiem as populações que representamos. É fundamental contarmos com mecanismo para superar barreiras ao comércio", afirmou.
"Nesse grupo de trabalho, espero discutir temas como questões sanitárias e fitossanitárias, regras mais flexíveis e oportunidades de negócio entre as empresas do setor", disse o ministro Maggi. Para fortalecer o Brocs na área agrícola, é necessário, além de intensificar a cooperação, promover a inovação, acrescentou.
"Quero destacar a importância de colaborarmos mais intensamente na promoção da pesquisa, pois isso é fundamental para o sucesso de nossos produtores", destacou Maggi, lembrando que, nos anos 1970, o governo brasileiro criou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), para responder a demandas da agropecuária e enfrentar desafios do futuro. O que permitiu, observou, aumentar a produção de grãos em 386% nos últimos 40 anos, enquanto a área utilizada na agropecuária cresceu 33%, 11 vezes menos.
Maggi falou também sobre a mudança de comportamento em relação ao meio ambiente. "Deixamos de ser um país que desmatava para extrair madeira ou que vivia de ciclos monocultores de cana de açúcar, café e borracha, para ser um dos líderes mundiais em setores como açúcar, café, suco de laranja, soja, carnes, milho, celulose e tantos outros, cuidando da natureza." Ele comentou que "o Brasil tem grande orgulho em poder dizer ao mundo que a sustentabilidade é hoje uma marca da agricultura nacional".
O ministro  propôs ainda criar um fórum empresarial agrícola do Brics. "Tenho certeza que podemos aprender muito mais uns com os outros. Todos têm experiências a compartilhar sobre integrar pequenos produtores ao mercado, agregar valor à produção, produzir preservando o meio ambiente."
Maggi defendeu um padrão de comércio agrícola "mais aberto e equilibrado". O ministro considerou que é possível cooperar também na coordenação de posicionamentos nos fóruns multilaterais para garantir ganhos comuns.

Região Sul do estado tem o primeiro roteiro técnico de inverno do Irga

Em meio à cerração dos campos no interior no município de Capão do Leão, zona Sul do Estado, produtores de Arroio Grande e Jaguarão participaram do primeiro Roteiro de Inverno do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A estação ainda nem chegou, mas os Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates) das cidades de Arroio Grande, Jaguarão e Pelotas já se anteciparam. Mais de 40 orizicultores aderiram à ideia.
O roteiro aconteceu nas lavouras de Carlos Alberto Iribarrem Júnior, de Capão do Leão, e na propriedade da família Rechsteiner, em Pelotas, onde os produtores tiveram a oportunidade de buscar mais conhecimento para aplicar em suas lavouras. A iniciativa mostrou os bons resultados e as experiências adquiridas com a prática da Integração Lavoura-Pecuária (ILP), com as culturas da soja e arroz. "Foi um dia de troca de experiências", diz André Matos, coordenador regional do Irga da zona Sul.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia