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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de junho de 2017. Atualizado às 23h13.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Turismo

Notícia da edição impressa de 22/06/2017. Alterada em 21/06 às 18h23min

Trem do Corcovado atrasa os investimentos

Novos veículos, que começam a chegar em 2018 são mais modernos

Novos veículos, que começam a chegar em 2018 são mais modernos


FÁBIO MOTTA/AE/JC
Inaugurado em 1884 pelo imperador Dom Pedro II, o Trem do Corcovado descortinou belas paisagens a milhões de cariocas e turistas, e já recebeu papas, reis, príncipes e presidentes. Mais antigo que o próprio monumento do Cristo Redentor, era movido a vapor até 1910, quando ganhou novas locomotivas e se transformou na primeira ferrovia eletrificada do Brasil.
As composições que circulam hoje (a terceira geração) estão em operação desde 1979. Com o estofado rasgado em alguns bancos e sem aviso sonoro, deveriam ser trocadas neste ano. No entanto, o processo atrasou. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão do Parque Nacional da Tijuca, os novos vagões só deverão entrar nos trilhos a partir de abril de 2019, quase dois anos após o prazo previsto em contrato.
Outros investimentos, como a trilha Paineiras-Corcovado e a reforma das estações Cosme Velho e Silvestre, também não saíram do papel. E, para piorar, a favelização invade os cenários que encantaram tantos visitantes. A Esfeco, que opera o sistema há 38 anos, ganhou, em outubro de 2014, uma licitação para explorar o Trem do Corcovado até 2034.
Para a concorrência, fez parceria com o Grupo Cataratas (administrador do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, do AquaRio e do zoológico), que, em 2015, pediu para sair do projeto. Uma das principais contrapartidas da concessão era a aquisição de três novos trens, mais modernos, rápidos e confortáveis.
A encomenda foi entregue à empresa suíça Stadler Rail, e, no próximo mês, o diretor da Esfeco, Sávio Neves, vai a Zurique acompanhar o início da fabricação do primeiro veículo, que deverá ser entregue em 2018. Os novos trens poderão levar ao Cristo até 6.710 passageiros por dia, um aumento de 76,8% sobre a atual. A capacidade passará de 100 para 150 passageiros por composição, com a velocidade de subida aumentada de 15 km/h para 20 km/h, e a de descida, de 12 km/h para 18 km/h.
Os vagões não terão ar-condicionado - a justificativa é de que "os turistas querem tirar fotos com as janelas abertas" -, mas contarão com teto panorâmico. "Tivemos alguns problemas. O aumento do câmbio estourou completamente nosso orçamento", diz Neves. "Quando pegamos a concessão, o dólar estava a R$ 2,20; agora, chega a R$ 3,40. Outro aspecto que também atrasou o processo foi a auditoria minuciosa da garantidora (que avalia a saúde financeira da concessionária, para abonar financiamentos no exterior). É muita burocracia", afirma Neves.
A troca de equipamentos custará R$ 130 milhões. Segundo Neves, as despesas com manutenção serão reduzidas, e haverá uma economia de 70% nos gastos com energia elétrica. O diretor disse estar ansioso para colocar as novas composições em circulação porque precisa poupar. Ele lamenta a queda no número de passageiros, que pagam uma tarifa que varia de R$ 61,00 a R$ 74,00, dependendo da temporada.
O estudo de viabilidade da concessão previa que 1,25 milhão de pessoas visitariam o Cristo Redentor usando o trem em 2016, mas o ano olímpico fechou com 782.920 visitantes, 37% abaixo do esperado. Para efeito de comparação, em 2013, um ano antes da Copa do Mundo, foram transportados 923.691. Neste ano, o cenário também é de queda, ao contrário do que previa o estudo, que apontava 1.159.736 visitantes. De acordo com o ICMBio, de janeiro a maio, foram transportados 339.285 passageiros, contra 360.341 no mesmo período de 2016, ou seja, houve uma queda de 5,8%.
 
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