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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de junho de 2017. Atualizado às 23h13.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Aviação

Notícia da edição impressa de 22/06/2017. Alterada em 21/06 às 23h16min

Embraer negocia venda de cinco KC-390 para Portugal

Avião de transporte de cargas e de tropas está em fase de testes até 2018, quando começam a entregas

Avião de transporte de cargas e de tropas está em fase de testes até 2018, quando começam a entregas


embraer/embraer/AFP/JC
O governo de Portugal começou as negociações finais para a compra de cinco jatos cargueiros KC-390, da Embraer, com opção de aquisição para mais um avião. O pacote inclui o fornecimento de um simulador de voo para instrução das tripulações, mais peças, componentes, documentação técnica e treinamento de equipes de suporte em terra. O Conselho de Ministros de Portugal aprovou a resolução que autoriza o encaminhamento do futuro contrato com a empresa brasileira.
O valor da encomenda e os prazos de entrega serão definidos nas próximas semanas, de acordo com o ministro português da Defesa, Azeredo Lopes. As aeronaves vão substituir a frota de seis C-130H Hércules, norte-americanos, operados pela Força Aérea portuguesa em missões de transporte pesado, resgate e socorro.
Os valores da compra não foram revelados, mas são estimados entre 350 milhões e 480 milhões, com financiamento de longo prazo. A operação faz de Portugal o primeiro cliente internacional da Embraer no programa do novo KC-390. A Embraer Defesa e Segurança (EDS) não comentou a operação comercial.
Em Lisboa, os analistas destacaram que a aquisição promoverá um salto de qualidade na aviação militar, mas terá dificuldades para superar as restrições orçamentárias: os recursos destinados à Defesa em 2017 são de 218 milhões. As compras totais de material militar estão limitadas a 250 milhões.
Segundo Lopes, os gastos serão feitos em parcelas, durante vários anos, o que permitirá a compatibilização com o orçamento. O ministro revelou que o governo considera um modelo por meio do qual os custos podem ser rateados entre diversos serviços de administração pública interessados no avião. A Embraer tem instalações industriais nas portuguesas Alverca, e em Évora. Seções inteiras da aeronave sairão dessas fábricas.
Com 35,2 metros de comprimento, duas turbinas, 4.815 quilômetros de alcance e capacidade para até 23 toneladas de carga, o KC-390 é o maior avião já desenvolvido no Brasil. Mais de 50 empresas brasileiras participam do projeto, que conta ainda com a parceria da Argentina, de Portugal e da República Checa.
O compartimento de carga do avião tem 18,54 metros de comprimento, 3,45 metros de largura e 2,95 metros de altura. O espaço é suficiente para acomodar equipamentos de grandes dimensões, além de, no viés militar, blindados, peças de artilharia, lançadores de foguetes e aeronaves leves semimontadas.
O avião também pode transportar até 80 soldados equipados ou 64 paraquedistas em uma configuração de transporte de tropas. O peso máximo para cargas é de 23 toneladas. Como reabastecedor, o KC-390 será capaz de transferir combustível em voo para aviões e helicópteros.
O voo inaugural, em fevereiro de 2015, marcou o início da fase de testes dos dois protótipos, prevista para durar até 2018, quando devem começar as entregas, informou a Embraer. Em maio de 2014, a Força Aérea Brasileira (FAB) assinou o pedido de aquisição de 28 aeronaves.
A FAB receberá sua encomenda ao longo de 12 anos. Com valor total de R$ 7,2 bilhões, o contrato prevê o fornecimento de um pacote de suporte logístico, que inclui peças sobressalentes e manutenção. "O KC-390 será a espinha dorsal da aviação de transporte da Força Aérea Brasileira", disse o comandante da Aeronáutica, tenente brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato.
Na FAB, os cargueiros KC-390 deverão cumprir todas as missões atualmente realizadas pelos norte-americanos C-130 Hércules, como transporte de tropas e de carga, lançamento de paraquedistas, busca e combate a incêndios, remoção de feridos e ações humanitárias.
Para isso, o avião deverá ser capaz de pousar em pistas sem asfalto e operar em ambientes que vão do frio glacial da Antártica até o calor da Amazônia. O uso de turbinas a jato permitirá alcançar uma velocidade de até 870 km/h. O C-130 Hércules alcança até 671 km/h.

Iata põe em dúvida benefícios da privatização de aeroportos

Juniac ressalta necessidade de regulação para evitar encarecimento das viagens aéreas

Juniac ressalta necessidade de regulação para evitar encarecimento das viagens aéreas


YASUYOSHI CHIBA/YASUYOSHI CHIBA/AFP/JC
O diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), Alexandre de Juniac, afirmou recentemente que a privatização das infraestruturas aeroportuárias não gerou os benefícios prometidos em muitos países, entre eles, Brasil, Índia, França e Austrália.
"As concessionárias fazem dinheiro, o governo fica com uma fatia e as companhias aéreas pagam a conta, e geralmente é uma conta cara", afirmou Juniac, durante a 73ª Assembleia-Geral anual da entidade, realizada em Cancún, no México. "Os passageiros e a economia local sofrem com os resultados de custos mais elevados."
Para Juniac, ao privatizar infraestruturas críticas, os governos devem ter uma regulação econômica forte, o que deve contar com a colaboração de autoridades e do mercado. "É a única maneira de balancear a necessidade dos investidores por lucro com as necessidades da comunidade por conectividade mais eficiente em termos de custo."
O diretor da Iata ainda afirmou que a atual infraestrutura aeroportuária em operação no mundo mal consegue lidar com a demanda por passageiros, fazendo com que investimentos para expansão sejam urgentes.
O cenário mais crítico, segundo Juniac, é visto na Europa, onde a atual infraestrutura aeroportuária será capaz de acomodar apenas 88% da demanda esperada para 2035. Ele afirma que outros países do mundo também sofrem com problemas semelhantes, com gargalos sendo verificados na Tailândia, Austrália, Estados Unidos, México e Brasil.
A associação de transportes aéreos revisou para cima suas estimativas de lucro líquido para a indústria neste ano. Agora, a Iata prevê que, em conjunto, as companhias aéreas globais vão lucrar US$ 31,4 bilhões, acima da projeção anterior, que era de US$ 29,8 bilhões. Quanto à receita líquida, a Iata também está mais otimista. A associação estima que as empresas do setor fecharão 2017 com receita total de US$ 743 bilhões.
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