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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de maio de 2017. Atualizado às 23h08.

Jornal do Comércio

Política

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operação lava jato

Notícia da edição impressa de 19/05/2017. Alterada em 18/05 às 22h59min

STF afasta Aécio Neves do Senado; irmã é presa

Agentes da PF deixam o Congresso Nacional com malotes apreendidos

Agentes da PF deixam o Congresso Nacional com malotes apreendidos


MARCELO CAMARGO/MARCELO CAMARGO/ABR/JC
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu afastar do cargo o senador mineiro Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e que aparece, segundo reportagem do jornal O Globo, em gravação pedindo R$ 2 milhões a donos do frigorífico JBS, que negociam delação premiada. Também foi afastado, a pedido da Procuradoria-Geral da República, o deputado federal Rocha Loures (PMDB-PR), um dos assessores mais próximos do presidente Michel Temer (PMDB) e que teria sido filmado recebendo uma mala de R$ 500 mil.
A irmã do senador Andrea Neves e o primo Frederico Pacheco de Medeiros foram presos. Segundo as investigações, Medeiros recebeu o dinheiro que o empresário Joesley Batista direcionou a Aécio. Também foram presos uma irmã de Lúcio Bolonha Funaro, chamada Roberta, além de um assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG). Funaro é apontado como operador do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB).
Outro detido é o procurador da República Ângelo Goulart Vilela, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspeito de se infiltrar em investigação relacionada ao frigorífico. A Procuradoria chegou a pedir a prisão de Aécio, mas o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, negou o pedido de prisão contra o senador. O caso só será levado para deliberação do plenário do STF se houver um recurso da PGR, o que não ocorreu até o momento. Na decisão de Fachin, o ministro determinou ainda que ele não mantenha contato com outros investigados e o proibiu de deixar o País.
Nesta quinta-feira, policiais federais chegaram às 6h na casa de Aécio em uma das regiões mais nobres de Brasília. Também fizeram buscas e vasculharam o gabinete do senador no Senado.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, telefonou para o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para informá-lo da operação. Acertaram que a Polícia Legislativa acompanharia os policiais federais. Residências de Aécio no Rio de Janeiro e Belo Horizonte também foram alvo de busca e apreensão, além de imóveis e gabinetes de Perrella, Rocha Loures e Altair Alves, braço direito de Cunha. A PF ainda fez buscas no Congresso e na casa do coronel João Baptista Lima Filho, ligado a Temer.

Aécio se licencia da presidência do PSDB; Tasso assume

Em comunicado divulgado na tarde desta quinta-feira, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou que irá se licenciar da presidência nascional do PSDB, cargo que ocupa há mais de quatro anos, para se dedicar à sua defesa. No texto, Aécio indica o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) para assumir a presidência do partido de forma interina. Aécio classifica as acusações de "absurdas" e chama as medidas de "equívoco".
Ele diz que trabalhará diuturnamente para provar sua inocência e de sua família. A irmã de Aécio, Andreia Neves, e o primo do senador, Frederico Pacheco, foram presos na manhã desta quinta-feira pela Polícia Federal.
"Em razão das ações promovidas no dia de hoje contra mim e minha família, quero afirmar que, a partir de agora, minha única prioridade será preparar minha defesa e provar o absurdo dessas acusações e o equívoco dessas medidas. Me dedicarei diuturnamente a provar a minha inocência e de meus familiares para resgatar a honra e a dignidade que construí ao longo de meus mais de 30 anos de vida dedicada à política e aos mineiros em especial. O tempo permitirá aos brasileiros conhecer a verdade dos fatos e fazer ao final um julgamento justo. Para isso, decidi licenciar-me hoje da presidência do PSDB, que ocupo há mais quatro anos com extrema honra e dedicação. O Brasil precisa que o PSDB continue a ser o fiador das importantes reformas que vêm mudando o País", diz a nota do líder tucano.
Aécio afirma ainda que a decisão foi tomada "depois de ouvir inúmeros companheiros e seguindo o que determina o nosso estatuto".
E completa: "Estou seguro de que, sob seu comando (de Tasso Jeereissati), com o apoio de nossos governadores e prefeitos, de nossas bancadas no Senado e na Câmara, dos nossos diretórios estaduais, de nossos líderes municipais e de todos nós, ele fará o partido seguir de forma firme e corajosa sua vitoriosa trajetória. Aguardarei com firmeza que as investigações ocorram, como deve ocorrer num país onde vigora o Estado de Direito, a verdade prevalecerá e a correção de todos os meus atos será reconhecida", diz o senador do PSDB.
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