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Porto Alegre, terça-feira, 09 de maio de 2017. Atualizado às 20h49.

Jornal do Comércio

Política

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operação lava jato

09/05/2017 - 20h36min. Alterada em 09/05 às 20h49min

Manifestantes fazem vigília em defesa da Lava Jato em frente ao prédio do TRF-4

Durante o ato, velas foram acesas em apoio à Lava Jato e pela agilidade dos processos no Tribunal

Durante o ato, velas foram acesas em apoio à Lava Jato e pela agilidade dos processos no Tribunal


MARIANA CARLESSO/JC
Bárbara Lima
Manifestantes e apoiadores do Vem Pra Rua e do Movimento Brasil Livre (MBL) realizaram nesta terça-feira (9) uma vigília em frente ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, em defesa da Operação Lava-Jato. Eles reivindicam que os casos da operação sejam julgados com mais agilidade.
Para Iria Cabrera, representante do Vem Pra Rua no Rio Grande do Sul, o TRF-4 precisa de uma força tarefa para acelerar os processos, já que será o responsável por analisar os recursos das decisões do juiz Sergio Moro. “A gente quer que as decisões sejam mais rápidas, as coisas estão acontecendo, mas estão muito lentas”, disse. Iria ressaltou ainda a importância dessa ação para o próximo ano, quando ocorrem as eleições presidenciais. “Estamos há pouco mais de um ano das eleições e ainda não sabemos quem vai poder ser candidato e quem não vai. Precisamos que a justiça seja mais célere”, concluiu.
Durante o ato, velas acesas e cartaz escrito “prendam o Lula” foram usados para demonstrar a insatisfação com a lentidão dos julgamentos. Mesmo entendendo os problemas que a Justiça enfrenta, Paula Cassol Lima, representante do MBL aqui no Estado, acredita que a demora facilita a obstrução das investigações. “Pela conduta de várias pessoas que estavam envolvidas na Lava-Jato e em crimes de corrupção, que estão soltas, e que tentaram obstruir a justiça, como Lula, acredito que esses prazos [julgamentos] precisam ser reduzidos”, afirmou.
Questionada sobre a possível ameaça à Lava-Jato devido às solturas recentes de Eike Batista e José Dirceu, Paula disse que isso não acontece. “Acredito que elas [solturas] não tenham o poder de ameaçar a operação, mas é preciso que os processos tenham celeridade para que os investigados possam ser julgados em segunda instância e, então, serem condenados para cumprir pena em regime fechado”, disse.
Estima-se que o tempo médio de finalização de uma ação no TRF-4 seja de um ano e um mês, segundo o relatório Justiça em Números de 2016. O tribunal é o que tem menor tempo entre todos os TRFs, com 51% de congestionamento.
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