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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de maio de 2017. Atualizado às 23h08.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 19/05/2017. Alterada em 18/05 às 20h04min

Opções: buracos ou pedágios?

Paulo Vellinho
Viajei pelo interior de São Paulo, na região de Campinas, e desfrutei das maravilhosas rodovias daquela região, que me fizeram lembrar as superestradas pelas quais trafeguei nos Estados Unidos, Canadá e Europa. Todas elas pedagiadas, e os pedágios não são baratos, pois no caso brasileiro foi uma opção dos paulistas trocar o pedágio pelos buracos; mais do que isto, os pedágios por rodovias duplicadas de alto padrão internacional.
Ao contrário, como de hábito, os gaúchos questionam soluções que já foram adotadas com sucesso nos países do Primeiro Mundo. Falta-nos humildade para reconhecer que a capacidade de investimento do Rio Grande do Sul no item rodovias, por exemplo, é próxima de zero; rodovias federais idem, ibidem. Em consequência, faltam-nos recursos não só para manutenção da malha existente, como também para completar a duplicação de rodovias essenciais, como a BR-386, a ERS-118 e a BR-116, onde o trecho Porto Alegre-Rio Grande, por exemplo, arrasta-se por décadas, sem falar na imprudente demora na construção da segunda ponte do Guaíba.
Os gaúchos do contra, do antidesenvolvimento, não fazem nem deixam fazer, e assim as obras se perpetuam com inúteis e acaloradas discussões. O não terminar ou fazer novas obras significa ignorar o custo da logística, componente inerte, pois não integra o processo, não permite a redução da distância entre o custo da produção dentro da lavoura e o preço que o mercado paga pelo produto. Optar pelo buraco ao invés do pedágio é um crime inominável que só merece uma qualificação: a expressão burra de uma visão míope e egoísta. Não faz e não deixa fazer!
Empresário
 
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