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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de maio de 2017. Atualizado às 23h08.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 19/05/2017. Alterada em 18/05 às 20h04min

Brasileiro e a Síndrome do Cérebro Novo

Bruno Alex Londero
Oscar Wilde, dramaturgo, escritor e poeta irlandês, já dizia que "a vida imita a arte muito mais que a arte imita a vida". Cresci, como boa parte das crianças brasileiras, assistindo diariamente ao Programa do Chaves. O humor simples e inocente do seriado está recheado de críticas sociais perfeitamente sutis e de lições de vida que ainda têm muito espaço. Em determinado episódio, o personagem Kiko fica extremamente feliz quando lhe é dito que seu cérebro é novo, vangloriando-se e demonstrando uma superioridade hilariante e despida de qualquer senso mediano de racionalidade.
Ora, um cérebro novo é um cérebro que nunca foi usado, logo deveria ser motivo de vergonha ou reflexão. Obviamente não foi o que aconteceu. E o que isso tem a ver com o brasileiro? Da mesma forma, assisto a toda gama de escândalos políticos, à corrupção escancarada e à violência - tão banalizada quanto os homicídios, assaltos e acidentes de trânsito que vitimam nossos familiares e amigos. E o que isso tem a ver com o Programa do Chaves? Há uma comoção geral diante das falcatruas políticas reveladas pela mídia, dos assassinatos que aumentam exponencialmente dia a dia, dos roubos, dos sequestros, da epidemia no consumo de drogas e das incontáveis vítimas no trânsito. Ah, então o povo brasileiro está ciente das suas responsabilidades e deveres na busca do bem-estar comum. Será?! Todos criticam tudo. "Os políticos são uma vergonha!" Mas não seriam eles apenas o reflexo de nossa própria sociedade, de nossas próprias escolhas? "A polícia é inerte, não previne a criminalidade!" Mas valorizamos o papel da educação e do respeito aos demais? Exigimos, cobramos e demandamos em excesso... No entanto somos verdadeiramente coerentes ou estamos sofrendo da Síndrome do Cérebro Novo?
Auditor do TCE-RS
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