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Porto Alegre, terça-feira, 16 de maio de 2017. Atualizado às 22h42.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 17/05/2017. Alterada em 16/05 às 20h11min

Desenvolvimento industrial da Metade Sul do Estado

Enquanto o esvaziamento das encomendas no polo naval de Rio Grande continua sendo assunto para as lideranças empresariais daquela cidade e dos seus representantes na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, Pelotas anuncia que o chamado Eixo Sul Complexo Logístico e Industrial recebeu a necessária licença ambiental e urbanística para que as suas obras sejam iniciadas.
Trata-se de condomínio industrial localizado às margens da BR-116. Dessa maneira, foram iniciadas a comercialização dos lotes e a busca e contratação da empresa que fará as obras de infraestrutura, segundo divulgado pela imprensa pelotense.
O melhor é que este é apenas um dos três distritos industriais que a prefeitura de Pelotas pretende lançar com vistas à atração de mais empresas para o município. Com área de 104 hectares, com 113 lotes, com tamanhos entre mil metros quadrados e 35 mil metros quadrados cada um, a projeção é de um investimento inicial de R$ 20 milhões na infraestrutura e na urbanização, tão somente.
É uma iniciativa de extrema importância, especialmente no momento em que a principal iniciativa econômica da Metade Sul do Estado, o polo naval de Rio Grande, tem um futuro incerto. Sem dúvidas, é um baque para a região. Mas eis que a chamada Princesa do Sul dá exemplo de planejamento.
Segundo os idealizadores do empreendimento em Pelotas, funcionará nos moldes de um bairro planejado residencial, porém, totalmente voltado à indústria, à logística e ao comércio. A infraestrutura prevê serviços básicos como asfaltamento das vias de acesso internas, canalização de água e esgoto, redes de eletricidade e telefonia, entre outras ações de urbanismo.
A prefeitura de Pelotas pediu, como medida de compensação, que os empreendedores projetem e construam, às suas expensas, a pavimentação da estrada de acesso ao distrito, a partir da BR-116.
Apesar do fraco momento econômico estadual e federal, os idealizadores do projeto julgam que sendo passagem para o Superporto de Rio Grande, ainda que com menos movimento nos dias atuais, haverá muitos interessados no empreendimento, especialmente nos setores de alimentos, transportes e implementos agrícolas.
O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Pelotas, Fernando Estima, declarou que o município quer buscar empreendimentos para dois novos distritos industriais, sendo um em frente ao Centro de Eventos da Fenadoce, e outro, na Sanga Funda, com mais 52 hectares disponíveis.
Trata-se de um polo na área de armazenamento de grãos, além da distribuição regional de diversos produtos e, conforme citado, o caminho natural para o Superporto de Rio Grande.
Então o momento é de planejar, trabalhar e atrair investimentos, seja em que ponto do Rio Grande do Sul for. Pelotas dá exemplo, e os demais municípios da Metade Sul do Estado, guardando as suas peculiaridades, devem trilhar o mesmo caminho.
Caso contrário, ficaremos nos lamuriando sem buscar soluções. Nesse ponto, a parceria público-privada mostra a sua importância quando os recursos públicos estão escassos. O momento é de pensar grande com planejamento e avançar em todo o Estado.
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