Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 16 de maio de 2017. Atualizado às 22h42.

Jornal do Comércio

Opinião

CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 17/05/2017. Alterada em 16/05 às 19h47min

A agonia da Mata Atlântica

Suzana Maria Coelho
Qualquer observador atento percebe o desmatamento vertiginoso da Mata Atlântica no Rio Grande do Sul para exploração comercial de pinos, eucaliptos e outras culturas. Essa devastação desenfreada representa a destruição de um patrimônio nacional face à inexistência de fiscalização e à própria aquiescência de governos. A ganância e a irresponsabilidade do ser humano levam a atitudes destrutivas, contrárias à preservação da vida. O abate de espécies vegetais ameaça a biodiversidade animal com consequências irreversíveis ao meio ambiente.
Ao percorrermos a Rota do Sol ou a Estrada Livre, é impossível fechar os olhos e ignorar essa triste realidade. Plantações de pinos entre São Francisco e Canela provocam incêndios, resultando na completa destruição da flora e da fauna. Esse tipo de cultura alastra-se atualmente na Serra Geral e no Litoral, podendo-se já prever o desastre ecológico. No entanto existem legislações que limitam o abate de árvores nativas, como a existência de uma declividade mínima, a partir da qual essa prática é interditada por lei. Por que não é realizada fiscalização nas Áreas de Preservação Permanente (APP)? Quem são os responsáveis por tais infrações e por que não são coibidos? O mais irônico é o controle de velocidade estabelecido para proteger a fauna nativa, quando a mata está sendo abatida de forma devastadora, condenando à morte toda a vida que dela depende para sobreviver. A beleza e o encanto de nossas lagoas emolduradas pelas matas virgens estão em vias de desaparecer, em estado agonizante, a pedir socorro pelo futuro que o ser humano lhes está reservando. Qual herança deixaremos para nossos descendentes? Ao extinguir a vida, o homem protagoniza sua autodestruição. A Mata Atlântica clama socorro, a vida clama socorro, o santuário da biodiversidade clama socorro. Protejamos este tesouro da natureza, patrimônio da humanidade.
Professora
 
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia