Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 17 de maio de 2017. Atualizado às 08h18.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 16/05/2017. Alterada em 15/05 às 19h50min

Prefeitos de Porto Alegre

João Dib
A saudade é a ponte que une o passado e o presente. Tenho saudades do maior prefeito que Porto Alegre teve: Loureiro da Silva. Se vivo fosse, ele estaria com 115 anos. Nos deixou com 62 anos. Hoje em Porto Alegre, como no resto do Brasil, faltam homens como ele. Loureiro foi prefeito em dois períodos: de 1937 a 1944 e de 1960 a 1964. Em 21 de abril de 1937, ao assumir a prefeitura, ele dizia: sendo filho de Porto Alegre, sinto as suas aspirações. Procurarei servir a minha cidade sem medir sacrifícios. Assim fez e foi muito bem-sucedido. Em 1 de janeiro de 1960, após vencer memorável pleito eleitoral, assumia novamente a prefeitura de Porto Alegre.
"A situação do município era caótica. As finanças apresentavam um quadro estarrecedor, os déficits faziam parte dos 'móveis e utensílios orçamentários', o funcionalismo em atraso com os vencimentos, um número excessivo de pessoas superlotava as diversas secretarias da prefeitura. Já no seu discurso de posse perante a Câmara Municipal, atacou os problemas de dedo em riste, sem devaneios, afirmando que se enganavam redondamente aqueles que se julgavam capazes de demolir o seu governo em seis meses. Um ano depois, o município estava com as finanças mais ou menos em ordem. A prefeitura deixava de ser a 'caloteira oficial', para usar a expressão sua.
No início da sua administração, os materiais necessários ao dia a dia do município eram comprados com dinheiro à vista, pois a prefeitura perdera o crédito junto aos fornecedores. No entanto, nunca li ou ouvi qualquer reclamação dele na imprensa em geral. Ele administrou a enorme crise e, no final do ano, a situação estava muito melhor. Nunca ele disse e jamais diria: "A prefeitura está em situação falimentar", expressão usada pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), que li com muita tristeza num jornal da cidade. Porto Alegre não merece isso, até porque a "crise" é administrável. Conheço a prefeitura e seus servidores e trabalhei com os três maiores prefeitos que esta cidade teve: Loureiro, Thompson Flores e Guilherme Socias Villela. Os três enfrentaram dificuldades e souberam superá-las. Saúde e paz!
Ex-prefeito e ex-vereador de Porto Alegre (PP)
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Carlos Casagrande Maiocchi 17/05/2017 08h18min
Caro Ex-Prefeito! É uma pena não haverem mais administradores políticos para esta cidade. Sinto pena do que estão fazendo com o nosso querido DMAE... Autarquia só no nome...